| Etimologia
A palavra amapá é de origem indígena e vem
da nação Nuaruaque, que habitava a região Norte
do Brasil, na época do descobrimento.Significa, segundo Antonio
Lopes (Topônimos Tupis, in Revista de Geografia e História,
nº 2, São Luís, Sioge-Ma, 1947), “Lugar
da Chuva” . AMA (Chuva) + PA ou PABA (Lugar, estância,
morada). Uma planta, de nome Hancornia Amapa, recebeu esse nome
em homenagem ao lugar.
O nome do Município de Amapá, assim como o do Estado
do Amapá, originou-se de uma espécie de árvore
brasileira, ou amazônica, chamada amapazeiro, que possui um
tronco volumoso, um metro de diâmetro na base, casca espessa,
por onde escorre um abundante leite branco: o leite de Amapá.
Seus frutos, em formato de maçã, são bastante
saborosos, entretanto, é na farmacopéia que o leite
do Amapá tem maior aproveitabilidade. É utilizado
para combater diversos males, dentre os quais a tuberculose e problemas
gastrintestinais. Antigamente era exportado, embora em pequenas
quantidades, até mesmo para o sul do país.
Nomes do
municipio
O município de Amapá, que fora capital do Território
Federal do Amapá, foi criado pela lei nº 798 de 22 de
outubro de 1901. De 1901 a 1903, é denominado de Montenegro.
De 1903 a 1938 volta a receber a denominação de Amapá.
Em 1938 recebe a denominação de Veiga Cabral. A partir
de 1939 volta a ganhar a nomenclatura inicial de Amapá.
População:
Segundo a estimativa do IBGE, divulgada 1º de julho de 2006,
a população é de 7.465 habitantes.
Localização:
O município de Amapá, do ponto de vista geográfico,
situa-se na parte nordeste do Estado do Amapá, com altitude
de 8,64m (sede). Distante da capital, aproximadamente 300 km, tendo
como via de acesso, a marítima, aérea e terrestre,
esta última mantida regularmente com linhas de empresas de
ônibus.
Área:
A área do município é de 9.203,50.
Limites:
Faz limite com os municípios de: Calçoene (Norte e
Oeste), Pracuúba (Sul), e Oceano Atlântico (Leste)
Divisão
Política:
Além da sede municipal, existem 12 núcleos populacionais
consideráveis: Amapá Grande, Araquiçava, Base
Aérea, Calafate, Cruzeiro, Paratu, Piquiá, Ramudo,
Santo Antonio, Vista Alegre, Vulcão do Norte, Sucuriju,
a) Base Aérea
- Está situada a 9 quilômetros da cidade de
Amapá, e constitui-se em uma das mais importantes localidades
do municipio, devido na mesma estar localizado o aeroporto da cidade
de Amapá. A população da Base Aerea atualmente
é de 140 habitantes. A quase totalidade da mão-de-obra
da Base Aérea encontra-se na atividade da agricultura. A
agricultura é a base da economia local, destacando-se a cultura
da mandioca, para o preparo exclusivamente da farinha. Podem-se
citar ainda algu´ns cultivos em pequena escola, como milho,
batata roxa, abacaxi e banana.O estado físico do prédio
destinado à educação da população
da Base Aérea é excelente, possuindo duas salas de
aula, dois quartos para professor, uma cozinha, um banheiro com
sanitária, uma sala para funcionar a secretaria da escola,
um depósito e uma área de estar pertencente à
dependência do professor. O material permanente existente,
é insuficiente, porém, para atender o bom funcionamento
da escola. Existe atualmente em média 30 alunos estudando
de 1ª à quarta séries. A merenda escolar é
distribuida regularmetne pelo Governo do Estado. A localidade possui
um posto médico com instalações físicas
regulares.O material permanente existente é bastante precário.
O fornecimento de medicamentos é irregular. Existe uma pessoa
com trainamento básico em primeiros socorros para tender
às pessoas que procuram o serviço de saúde.
O sistema de transporte regular da Base Aérea é o
mesmo utilizado pela sede municipal, devido as empresas de ônibus
que servem o municipio, que se deslocam para Calçoene e Oiapoque,
utilizarem o ramal aonde está localizada a referida comunidade,
que liga a sede do municipio com a BR-156. Ainda existe transporte
mantido pela prefeitua, para transportar alunos que residem na Base
Aperea, e que estudam na cidade de Amapá. O sistema habitacional
da Base Aérea está localizadona quase totalidade dentro
da área pertencente ao Ministério da Aeronáutica.
As habitações são compostas de palafitas e
edificações em alvenaria do referido ministério.
A instalação do sistema de abastecimento de água
da Base Aérea é em média 25% das habitações,
que se utilizam de poços tipo amazônicos. Vale ressaltar
que 95% das habitações possui energia elétrica
originária da cidade de Amapá.

b)
Cruzeiro - A Colônia Agricola de Cruzeiro localiza-se
aproximadamente a 20 quilômetros da cidade de Amapá,
sendo que 2 quilômetros até a vila. A população
é de 121 habitantes, conforme o Fundo Nacional de Saúde.
A mão-de-obra, em sua quase que totalidade, encontra-se na
agricultura, que é a base da economia local, destacando-se
a cultura da mandioca par ao prepara exclusivamente da farinha.
Pode-se citar alguns cultivos em pequena escala, como milho, batata
roxa, abacaxi, banana, pupunha e a laranja. A escola de 1º
grau existente na localidade pertence ao Governo do Estado e funciona
com as quatro primeiras séries. O estado físico do
prédio é bom, com duas salas de aula, aois quartos
para professor, uma cozinha, dois banheiros com sanitários,
uma sala para funcionar a secretaria da escola, um depósito
e uma área de estar pertencente à dependência
do professor. O material permanente existente é insuficiente
para atender ao bom funcionamento da referida escola Existe atualmente
em média 55 alunos de 1ª à 4ª série.
A merenda é distribuída regularmente pelo Governo
do Estado. Cruzeiro possui um posto médico com instalações
físicas regualres. O material permanente existente é
bastante precário. O fornecimento de medicamentos é
irregular. Existe uma pessoa com treinamento básico em primeiros
socorros, para atender às pessoas que procuram o serviço
de saúde.
O serviço de Transporte de Cruzeiro é irregular, somente
nos dias de feira que é realizado pelo caminhão da
prefeitura, que transporta os produtos agrícolas até
a cidade de Amapá para serem comercializados. O sistema habitacional
é composto na sua quase totalidade de palafitas, cobertas
por cavacos e palhas.. A comunidade possui energia elétrica,
através de um grupo gerador conseguido mediante convênio
com a Prefeitura Municipal de Amapá e Ministério da
Agricultura.

c)
Piquiá. A colonia agricola do Piquiá localiza-se
a aproximadamente 26 km da cidade de Amapá, sendo que 3 quilômetros
da Br-156 até a vila. A população é
de 19s habitantes, conforme estatística do Fundo Nacional
de Saúde (FNS). A quase totalidade da mão-de-obra
encontra-se na agricultura, que é basicamente familiar, e
é a mesma da colônia do Cruzeiro. A escola de 1º
grau existente na localidade pertence ao governo do Estado e funciona
com as quatro primeiras séries. Também funciona na
localidade um pré-escolar pertencente à Prefeitura
Municipal de Amapá. O estado físico do prédio
é bom, com duas salas de aula, dois quartos para professor,
uma cozinha, dois banheiros com sanitários, uma sala para
funcionar a secretaria da escola, um depósito e uma área
de estar pertencente à dependência do professor.O material
permanente existente é insuficiente para atender o bom funcionamento
da referida escola. Existe atualmente uma média de 70 alunos
de 1ª à 4ª Sperie, e 20 alunos do pré-escolar.
A merenda é distribuida regularmente pelo Governo do estado.
A localidade possui um posto médico com instalações
físicas regulares. O material permanente existente é
bastante precário. O fornecimento de medicamentos é
irregular. Existe uma pessoa com treinamento básico em primeiros
socorros para atender às pessoas que procuram o serviço
de saúde. O sistema de transporte é irregular, somente
nos dias de feira é que é realizado pelo caminhão
da prefeitura, que transporta os produtos agrícolas até
a cidade de Amapá para serem comercializados. O setor habitacional
é composto, na sua quase totalidade, por palafitas, cobertas
por cavacos e palhas. Existe um poço artesiano com caixa
dágua na vila do Piquiá, que é utilizado pela
população precariamente. A comunidade possui energia
elétrica através de um grupo gerador conseduido mediante
convênio com a Prefeitura Municipal de Amapá e Ministério
da Agricultura.

d)
Calafate
Localiza-se a aproximadamente 35 quilômetros da sede municipal,
à margem esquerda da JBR-156, no sentido Amapá-Calçoene.
A população é em média 72 habitantes.
A quase totalidade da mão de obra encontra-se na agricultura
que é basicamente familiar. A cultura da mandioca para o
preparo exclusivamente da farinha. Pode-se citar alguns cultivos
em pequena escala, como milho, macaxeira, batata doce, abacaxi,
banana e laranja. A pecuária é basicamente formada
por rebanhos do tipo bovino, encontrados em pequenas fazendas, umas
sem expressão econômica para a localidade. Os alunos
residentes na vila são matriculados na Escola do Calafate
ao lado do municipio de Calçoene, do outro lado do rio Amapá
Grande. A estrutura física do prédio é precária,
necesitando urgentemente de reforma e principalmente a adequação
na comunidade permanente e de consumo. Existem aproximadamente 25
crianças residentes na comunidade, que estudam na referida
escola.
A localidade possui um posto médico localizado do lado do
municipio de Amapá, com instalações físicas
regulares. O sistema de transporte é regular, utilizando-se
a linha de duas empresas de ônibus que realizam linhas regulares
para os municipios de Calçoene e Oiapoque. O sistema habitacional
é composto na sua quase totalidade por palafitas, cobertas
por cavacos e telas de fibra de amianto. Não existe sistema
uniformizado de abastecimento de água. A população
utiliza a água de poços tipo Amazônia. A comuniade
possui energia elétrica através de um grupo gerador
pertencente à prefeitura.

e)
Amapá Grande
Localiza-se a aproximadamente 12 quilômetros da cidade de
Amapá, e a 3 quilômetros da Base Aérea. A população
é de aproximadamente 60 habitantes, segundo estimativas da
Fundação Nacional de Saúde. A quase totalidade
da mão-de-obra encontra-se na agricultura e na pecuária.
A cultura da mandioca é para o preparo exclusivo da farinha,
pode-se citar alguns cultivos em pequena escala como milho, batata
doce, abacaxi, banana e laranja.
A pecuária de Amapá Grande ainda é considerada
tímida, caracterizada pelo criatório de bubalinos,
bovinos e suinos. Com relação à Educação,
a escola de 1º rau existente na localidade pertence à
Prefeitura de Amapá, e funciona com as quatro primeiras séries.
Não existe posto médico. O sistema de transporte é
irregular,somente nos dias de feiras, que é realizado pelo
caminhão da Prefeitura, que transporta os produtos agrícolas
até a cidade de Amapá para serem comercializados.
O sistema habitacional é composto na sua quase totalidade
por palafitas, cobertas por cavacos e palhas. Não existe
abastecimento de água e energia elétrica. A localidade
se utiliza de poços tipo Amazonas.

f)
Vulcão do Norte
Não existe uma distância específica da cidade
de Amapá até Vulcão do Norte, mesmo porque
o acesso até lá é somente por via marítima,
levando-se em média de duas a três horas de viagem
para chegdar à comunidade, devido às variações
do inverno e verão. Está localizada na região
dos Lagos, e tem aproximadamente 49 habitantes, segundo dados da
Fundação Nacional de Saúde. A maioria da população
exerce atividade agropecuária.
A vila possui pequenos criadores de gado, diversificando na criação
de bovinos e bubalinos. A produção do leite é
fabricada em pequena escala e o queijo e a manteiga, do tipo caseiro,
são comercializados na cidade de Amapá. Com relação
à educação, existe uma escola de 1º grau
que pertence ao Governo do Estado. Existem em média 22 alunos
estudando da 1ª à quarta série do ensino fundamental.
A merenda é distribuída regulamente pela prefeitura
de Amapá, através de convênio com o Governo
do Estado.
Não existe posto médico na referida localidade, nem
profissionais de saúde e segurança. O meio de transporte
é o fluvial. A habitação é do tipo de
palafitas, cobertas por cavacos e palhas. Na localidade não
existe água encanada, assim como energia elétrica.

g)
Ramudo
Localizada na região dos Lagos. A distância para a
sede municipal de Amapá é medida em tempo de viagem,
em média quatro horas. É uma região circundada
por fazendas e pequenos lagos. A população éstimada,
segundo a Fundação Nacional de Saúde, é
de 62 habitantes. O cenário econômico é a Agropecuária,
com a criação de bovinos, bubalinos e equinos, e em
pequena escala suinos e caprinos. O leito coletado é utilizado
na fabricação do queijo e da manteiga do tipo caseiro,
para comercialização na cidade de Amapá.
A vila dispõe de uma escola de primeira grau pertencente
ao Governo do Estado, com 28 alunos frequentando as aulas de 1ª
à 4ª séries. Não existe posto de saúde.
As pessoas se deslocam até a localidade de Vista Alegre,
levando em média uma hora de viagem em pequena embarcação.
Pequenas embarcações servem a população
no inverno. No verão o transporte mais utilizado é
de tração animal. O tipo de habitação
são aspalafitas, cobertas por cavaco ou palha. Não
tem água encanada, e a energia elétrica é servida
por meio de um motor de luz, de 6 a 7 horas por dia, com óleo
díesel servido pela prefeitura de Amapá.

h)
Vista Alegre
Comunidade localizada na Região dos Lagos. A distância
para a sede municipal, medida em tempo de viagem, em média
é de 5 horas. É uma região circundada por fazendas
e pequenos lagos. A população, segundo a Fundação
Nacional de Saúde, é de 71 habitantes. A base da economia
local se resume em Agricultura e Pecuária, com a criação
de bovinos, bubalinos, equinos, suinos e caprinos.
O leite, ao ser coletado, é utilizado na fabricação
do queijo e da manteiga artesanais, para serem comercializados na
cidade de Amapá. Existe uma escola de primeiro grau, da primeira
à quarta séries, mantida pela prefeitura de Amapá.
Na própria escola existe uma pessoa, treinada pela secretaria
municipal de saúde, para atender ou prestar os primeiros
socorros à comunidade.
A população é servida por pequenas embarcações,
mas no verão utilizam-se transportes de tração
animal para se chegar até outras comunidades. Os habitantes
moram em palafitas, cobertas por cavacos e palhas. Na localidade
não existe água encanada, tampouco energia elétrica.
Existe um posto telefônico no sistema PS (Posto de Serviço),
sob a responsabilidade da Prefeitura Municipal de Amapá,
que serve como meio de comunicação dos moradores.

i)
Santo Antonio
Localiza-se na região dos lagos. Sua distância para
a cidade de Amapá é medida em tempo de viagem, em
média 6 horas por via fluvial. É uma região
de propriedade particular, ficando a parte administrativa em uma
única fazenda chamada de Santo Antonio. A população
da comunidade é de aproximadamente 48 habitantes, conforme
a Fundação Nacional de Saúde.
A mão-de-obra utilizada na comunidade é puramente
familiar, com maior predominância na pecuária e em
pequena escala na agricultura. A pecuária é a base
da economia local, mesmo porque os habitantes direcionam as suas
atividades na quase totalidade, para a criação de
bovinos e bubalinos para corte, e em pequenas escalas, equinos,
suinos e caprinos.
Existe uma escola pertencente à prefeitura de Macapá,
onde cerca de 20 alunos estudam, de 1ª à 4ª séries.
Na localidade não existe posto médico, nem pessoas
responsáveis pelo atendimento de primeiros socorros. O transporte
é servido por pequenas embarcações e tração
animal.
O tipo de habitação é constituído de
palafitas, com exceção do prédio central da
fazenda, chamado de Casa Grande.

j)
Sucuriju
Distrito pertencente ao município de Amapá. É
uma ilha banhada pelo oceano Atlântico, vizinha à região
dos Lagos. Por isso mesmo todo seu contorno é banhado por
água salgada e mangues. Essa peculiaridade torna o acesso
dificil e impede a captação de água adequada
para o consumo humano. Sua distância para a cidade de Amapá
é medida em tempo de viagem, em média 12 horas, por
via marítima.
A população da comunidade é de aproximadamente
600 habitantes, conforme a Fundação Nacional de Saúde.
A mão de obra utilizada é puramente familiar, sendo
que a mesma é exclusivamente utilizada na pesca. Por isso
mesmo, a localidade tem, na piscicultura, a sua principal atividade
econômica, mesmo sendo artesanal. A produção
pesqueira é comercializada diretamente para Belém
(Pará), e em pequena escala para Macapá. Os principais
peixe encontrados na região são a gurijuba, a piramutaba,
o pirarucu e outros em pequena escala,.
Existe uma escola pertencente ao Governo do Estado, onde atualmente
estudam 180 alunos, da 1ª à 4ª séries. Existe
um posto médico mantido pela Prefeitura de Amapá,
onde são feitos os primeiros socorros. O único tipo
de transporte da vila é o marítimo, e a população
utiliza pequenas embarcações. Existe um barco motorizado,
pertencente à comunidade, com capacidade para transportar
35 toneladas de peso.
O habitação é constituída de palafitas.
Existem aproximadamente 123 casas, todas em madeira. Existe também
um posto telefõnico, uma sede da colônia de pescadores
onde é realizado o lazer da população, uma
igreja católica, uma igreja evangélica, uma usina
elétrica, e um centro social pertencente à Igreja
Católica.
O sistema viário é formado por pontes,com uma extensão
de aproximadamente 1.500 metros. Atualmente a população
utiliza a água armazenada em tanques-citernas, tamanho reduzido,
com capacidade para 320 mil litros. A água é coletada
no período das chuvas (janeiro a maio). No período
de julho a dezembro é feita a distribuição
da água coletada entre os moradores, com direito a 20 litros
de água semanalmente cada pessoa, para o consumo alimentar
e higiênico. Não temos informações sobre
o modo como a água é tratada, se há adição
de cloro ou outro tipo de tratamento necessário para o consumo
humano.
Funciona um gerador que fornece energia para a vila. Existe um posto
telefônico administrado pela prefeitura.

k)
Araguiçaua
Comunidade do município de Amapá. Localiza-se às
margens do Igarapé Araguiçaua, que desemboca no oceano
Atlântico. Sua distância é medida em tempo de
viagem, em média 15horas, para o município de Amapá.
A população da comunidade é de aproximadamente
35 habitantes, de acordo com o Fundo Nacional de Saúde.
A mão-de-obra utilizada na comunidade é puramente
familiar. E a principal atividade econômica é a pesca,
devido a proximidade do Oceano Atlântico. Na pecuária
há criação de bubalinos. Funciona uma escola
em uma residencia particular pertencente à professora, contratada
pela Prefeitura Municipal de Amapá. Existem atualmente em
média 12 alunos estudando da 1ª à 4ª séries.
Na localidade não existe posto médico e nem pessoas
responsáveis pelo atendimento de primeiros socorros. O transporte
utilizado são pequenas embarcações. Os moradores
moram em palafitas na sua quase que totalidade. O sistema viário
é formado por pontes. Na localidade existe um pequeno gerador
da prefeitura de Amapá, que fornece energia elétrica
para a vila,

l)
Paratu
Vila pertencente ao municipio de Amapá. Localiza-se às
margens do Igarapé do Paratu e a sua distância para
a cidade de Amapá é medida em tempo de viagem, em
média 18 horas. A população é de 50
habitantes de acordo com a Fundação Nacional da Saúde.
A pesca é a principal atividade econômica, devido a
sua proximidade com o Oceano Atlântico, rio Araguari e região
do Lagos.
A escola existente na localidade pertence à prefeitura de
Amapá, com 20 alunos estudando da 1ª à 4ª
séries. Existe um posto médico pertencente à
Prefeitura municipal de Amapá, com uma pessoa treinada para
prestar primeiros socorros. O transporte utilizado na vila são
pequenas embarcações. O tipo de habitação
é palafitas. Existe um grupo gerador que abastece a comunidade,
pertencente à Prefeitura de Amapá.

Divisões
Fisiográficas:
Diversidade de árvores propícias ao uso medicinal
e cosmético: andiroba, patuá, ucuuba, dentre outras
de grande valor comercial, principalmente no mercado estrangeiro.
A variada piscicultura natural tem atraído muitas indústrias
pesqueiras, embora muitas delas atuem de forma clandestina e predatória.
Do litoral banhado pelo oceano Atlântico, saem – quando
da captura da gurijuba – uma infinidade de outros pescados.
Hidrografia:
É banhado pelo oceano Atlântico, rio Amapá,
Região dos Lagos, etc.
Clima:
Quente e úmido.
Temperatura:
Máxima de 34º e mínima de 20º centígrados.
Precipitação:
As chuvas ocorrem nos meses de dezembro a agosto, atingindo mais
de 3000mm. A estação das secas inicia no mês
de setembro, indo até próximo do meio de dezembro,
quando se registram temperaturas mais altas.

Economia
e infra-estrutura:
É um município predominantemente voltado ao sub-setor
pecuário (setor primário), voltando suas maiorias
expectativas de exploração para ele. Nada mais acertado.
O município é privilegiado pela enorme concentração
dos chamados campos inundáveis, ideais para o desenvolvimento
do gado bubalino, que aliás vem gradativamente substituindo
o rebanho bovino. O Amapá é, também por estas
condições, o maior produtor de leite e queijo do Estado.
Caracterizam também a economia do Amapá, a criação
de suínos e eqüinos, a pesca artesanal das espécies
gurijuba, pirarucu, uritinga, pirapema, tucunaré, apaiari,
branquinha, dentre outras. As culturas de mandioca, milho e arroz
também são proemientes. Na costa do Amapá é
pescado o camarão rosa, bastante procurado por seu sabor,
tamanho e qualidade.
Os recursos minerais também ajudaram a fortalecer a economia
de Amapá, notadamente a cassiterita e a tantalita. Do reino
vegetal, algumas serrarias exploram madeiras como: andiroba e ucuúba.
Há também em Amapá, algumas indústrias
de panificação (padarias). No setor terciário:
pequenos estabelecimentos (mercearias), boates e alguns bares fazem
a vida comercial do município.
A sede municipal é contemplada com aproximadamente 1800 prédios
(residências, comércio, prédios públicos),
possuindo aproximadamente 15 mil metros de ruas e avenidas, sendo
que 59% já está com pavimentação asfáltica.
80% da população é servida de água encanada
e 30% de esgoto sanitário. Não possui aterro sanitário
e o matadouro funciona a nível precaríssimo. Já
possui uma agência do Banco do Brasil, e a fonte de empregos
na sede resume-se ainda na economia do contra-cheque (emprego público
na prefeitura), o que acatterta um desequilibrio orçamentário,
uma vez que o município se mantém de escassos recursos
federais. A receita própria não apresenta nem mesmo
5% do total do orçamento. A energia elétrica já
é 24 horas, através do linhão da hidrelétrica
do Paredão.

Educação
A sede municipal é servida com seis escolas, sendo três
pertencentes à rede municipal, que atende uma clientela que
se distribui do pré à quarta-série. Na rede
estadual conta-se com três escolas, que além de servir
à clientela de 1ª à quarta séries, atende
também ao segundo grau (ensino médio).
Saúde
A seúde do município ainda não é municipalizada,
e a sede é contemplada com um hospital do Governo do estado
que atende à população com dois médicos,
três enfermeiros e dois dentistas, sem contar com os serviços
de auxiliar de enfermagem e laboratorial.

Atrações
Turísticas:
Tem como principal atrativo a Base Aérea – que também
já foi chamada Museu da Segunda Guerra, por ter servido de
apoio ao Exército e à Marinha Americana – e
que está sendo transformada, de fato, em Museu da Segunda
Guerra Mundial. No local ainda existem componentes remanescentes
da segunda guerra, como torre de atracação de zepelins,
paiol de munição, sucatas de um Jeep, de um trator
e de um carro de bombeiros. Além destes atrativos, há
ainda a cachoeira grande (que mesmo pertencendo ao município
de Calçoene, fica próximo da cidade de Amapá).
Na frente figura uma estátua em concreto do seu herói
maior, o Cabralzinho.

Eventos
Culturais:
Todos os anos no mês de maio, realizam-se na sede do município,
os festejos do divino Espírito Santo, padroeiro da cidade.
Entretanto, um dos eventos mais importantes (economicamente) nesse
município é a Agropesc – exposição
feira-agropecuária, que ocorre no parque de exposições
Tancredo Neves, onde comparecem criadores de quase todos os municípios,
inclusive de outros Estados.

História
A história deste município é farta em acontecimentos
ligados à conquista de terras, cujos reflexos afetavam o
povo da fronteira do extremo norte. Os conflitos acentuaram-se ainda
mais a partir de 1894, quando da descoberta de ouro em Calçoene.
Este fato motivou ainda mais a presença de europeus e norte-americanos
que se instalavam às cabeceiras do rio. Esses estrangeiros,
principalmente caienenses passaram a dominar a região, agindo
como verdadeiros senhores, perseguindo índios e escravizando
mulheres.
Por outro lado, a instalação da zona de garimpo teve
como conseqüência a desordem e o descontrole geral na
área.
Não se pode esquecer que essa região ao Norte do Amapá
foi contestada pelos franceses. Como conseqüência foi
assinado o tratado provisional de 04/03/1700. Este tratado declarava
neutra aquela área. Em 11 de abril de 1713, foi assinado
o Tratado de Utrecht, que estabeleceu como fronteira o rio Oiapoque.
Porém os franceses continuavam invadindo a área, principalmente
por causa da descoberta de ouro. Sentiam-se e agiam como proprietários
exclusivos da área, proibindo o acesso dos brasileiros à
região das minas. Os brasileiros, em represália, mobilizaram-se
para acabar com a audácia do governo francês no contestado,
cujo representante era Eugênio Voissien. Em dezembro de 1894
foi criada, na vila do Amapá, uma junta governativa denominada
Triunvirato, a qual era constituída por Francisco Xavier
da Veiga Cabral, Cônego Domingos Maltez e Desidério
Antonio Coelho. A junta recebeu a missão de elaborar e aplicar
leis que envolvessem todos os assuntos de ordem econômica
e social da região.
Os franceses não ficaram inertes. Numa
demonstração de prepotência, nomeiam para governar
Cunani um ex-escravo (Trajano), como forma de neutralizar a reação
brasileira.
Trajano como governador, passa a desrespeitar as decisões
do Triunvirato, perseguindo os mineiros brasileiros. Cabralzinho,
autoridade máxima do Triunvirato determina a prisão
de Trajano, impondo-lhe severos castigos físicos. Imediatamente,
o governador de Caiena M. Charveim, ordena a uma expedição
militar para libertar Trajano, que se encontrava preso na sede da
administração (vila de Amapá).
No comando da expedição estava o capitão Lunier,
acompanhado de 130 soldados, com destino à vila do Espírito
Santo do Amapá para libertar o negro, prender Cabralzinho
e conduzi-lo à Caiena. À época, a vila do Espírito
Santo era o centro mais importante.
No dia 15 de maio de 1895, as invasões francesas chegaram
à vila e foram ao encontro de Cabralzinho. Este, ao ser agredido
pelo capitão Lunier, desarma-o e consegue matá-lo.
Após discussões e troca de tiros, a tropa de Cabralzinho
fica sem munição, refugiando-se na mata.
Os franceses, ao invés de levarem Cabralzinho, promovem uma
verdadeira chacina no local. Deixam muitos feridos, ateiam fogo
na vila e libertam Trajano.
“O massacre que os franceses promoveram na vila do Amapá
contra sua população humilde foi produto da violência,
da dominação internacional pela posse da terra. E
deu-se, exatamente, depois da descoberta de ouro na área
do contestado (...) deixando um rastro de saques, incêndios
e mortes de mulheres, velhos e crianças” (Raiol, 1992).
Em 13 de jubnho de 1896 é instalada
a Intendência da vila, após o período de agitação,
provocao pela invasão francesa e pela formação
do Triunvirato. Para resolver o problema de limites e por fim às
lutas que marcaram os brasileiros do extremo norte do Brasil, o
diplomata brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior
– o barão do Rio Branco – defendeu os direitos
do Brasil, obtendo sentença favorável, por intermédio
do juiz Walter Hauser.
Assim, em 1 de dezembro de 1900 foi assinado o Laudo Suíço,
determinando que o rio Oiapoque serviria como fronteira entre o
Brasil e a França. Encerram-se definitivamente as lutas pela
posse das terras e Cabralzinho acabou tornando-se um herói
no Amapá. Em 4 de maio de 1901 a vila tem 54 casas residenciais,
uma cadeia pública em alvenaria, um mercado público
em alvenaria, um prédio para mesa de rendas e muitas casas
comerciais.
Em 25 de maio de 1901, é criado o Território de Aricari
(Decreto nº 1021), que fica dividido em duas regiões:
Amapá e Calçoene, tendo sido criada, na vila, a Coletoria
e em Calçoene a Mesa de Rendas. Em 22 de outubro de 1901,
pela li nº 978, desta data, surge o municipio de Amapá,
com a denominação de Montenegro. Pela lei nº
799 é criada a Comarca de Aricari, compreendendo o então
municipio de Montenegro.
Em 17 de janeiro de 1902 é instalada a Comarca de Aricari,
com sede no municipio de Amapá, sendo seu primeiro juiz de
Direito, Aureliano Albuquerque de Lima. Antes os julgamentos eram
feitos pelo juiz da Comarca de Chaves. Em 30 de abril de 1902 são
nomeados provisoriamente para o governo da Intendência de
Montenegro: Amaro Brasilino de Farias, Joaquim Felix Belfort, Daniel
Ferreira dos Santos e Manoel Agostinho Batista.
Em 2 de abril de 1902 o juiz Aureliano Albuquerque de Lima preside
a primeira sessão de Juri na cidade, que foi assistida por
dezenas de curiosos. Em 14 de outubro de 1903 o então municipio
de Montenegro volta a ganhar a nomenclatura de Amapá. Em
27 de julho de 1904 é criada a Paróquia do Divino
Espirito Santo. Em 12 de janeiro de 1931 são iniciados, no
municipio, os serviços do SESP (Serviço Especial de
Saude Pública), compreendendo medicação em
postos fixos e pesquisas em todo o território amaparino.
Em 31 de março de 1938, pelo decreto do Estado do Pará
de nº 2972, dá-se a denominação de Veiga
Cabral ao municipio de Montenegro. Em 31 de outubro, pelo decreto
nº 3.131, o municipio recupera seu nome antigo, modificado
desde o dia 31 de março, através de decreto estadual.
Em 20 de abril de 1946, a Biblioteca Municipal de Amapá é
registrada no INL, juntamente com a de Mazagão e Oiapoque.
A instalação se dá em 26 de janeiro de 1947.
Em 16 de julho de 1980, pelo decreto federal 84.914, é criada
a Reserva Biológica do Lago Piratuba, numa área de
357 km2, pertencente aos municipios de Amapá e Calçoene.
Em 2 de junho de 1981, pelo decreto federal 86.061, é criada
a Estação Ecológica das Ilhas Maracá
e Jipioca, abrangendo uma área de 72 mil km2, pertencente
ao municipio de Amapá.
Em 15 de novembro de 1982, Amapá, Calçoene, Macapá,
Mazagão e Oiapoque, antes considerados áreas de Segurança
Nacional, elegem seus prefeitos, encerrando-se de vez a proibição
do regime militar. Em 23 de janeiro de 1996 é inaugurado
o prédio do fórum da Comarca de Amapá, e o
destinado à residencia do juiz de Dieito da referida comarca.

Texto do historiador Edgar Rodrigues
edgar@amapadigital.net
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