Quarta-Feira, 19 de setembro de 2018.

Um par de três

Um jantar à luz de velas. Mesas, cadeiras, toalhas, talheres, lustres. Vermelho. Decoração. Música ambiente. Uma reunião de casais para trazer ao conhecimento de homens e mulheres que, colocando Cristo no centro de suas vidas, tudo é possível ao que que crê.
Família. Instituição designada por Deus para a humanidade conhecer e fortalecer o amor fraternal. E fazer o homem/mulher compreender a importância de dar valor aqueles que estão sempre ao seu lado, principalmente, nos momentos mais difíceis, em detrimento de aventuras passageiras.
O que fazer quando se percebe a deterioração dia após dia dessa instituição (a família)? Luta. Resistência. Ousadia. Um par de três. “O único jeito de salvar matrimônios quase falidos, é deixando Deus fazer parte deles”, diz pregador aos atentos expectadores do jantar. “É se permitindo conhecer e viver pelo evangelho, para que o homem pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido”, continua.
O pregador, então, tenta incutir nos casais a compreensão de que se utilizando da potência máxima de Deus na terra, o Espírito Santo, dá pra salvar o que aos olhos humanos parece perdido.
Pausa. No dia seguinte, no mesmo local do jantar. Muita tensão e atenção pouco antes das 19h. Igreja lotada de membros, padrinhos e familiares. Testemunhas. Todos ansiosos, junto com os noivos, para a festa do amor. Um casamento comunitário religioso: 21 casais. Minutos antes da esperada cerimônia, louvores de adoração e ministração sobre família.
Tapete vermelho. Caminho de flores. Noivos preparados, são chamados para se posicionarem. Um atrás do outro seguem em direção ao altar. Depois de posicionados nos seus devidos lugares, ouve-se a marcha nupcial. Lá vem elas, as noivas. Vestidas a caráter ou não, com buquê de rosas ou não, marcham lentamente acompanhadas de familiares ou padrinhos que entregam suas mãos aqueles, com quem dividirão o resto de suas vidas (que assim seja!). Faz-se a leitura da ata.
De frente para o bispo da igreja, os 21 casais enfileirados ouvem o sermão do casamento. Noivos e noivas são indagados sobre a certeza de suas decisões. (dos que estavam presente, ninguém desistiu). Seguem-se os votos matrimoniais. Vozes trêmulas, olhos lacrimejantes.
Todos de joelho para receber a benção do Pai das luzes. “Pode beijar a noiva”. Agora, casados, recebem o certificado depois de assinarem a ata. Lentes de câmeras fotográficas ou celulares registram cada detalhe. Foto oficial. Votos de felicidade aos casais e a tradição do arroz jogado nos noivos. Uma forma de construir o pilar que sustentará o par até a Ressurreição.

Categoria artigos, articulista

Maiara Pires

Jornalista




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