Jornal Evangélico
do Amapá

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Airton Gondim Feitosa
Jornalista
tributaryagf@yahoo.com.br

 

HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM

Já faz muito tempo, mais até hoje eu ainda me lembro dos mínimos detalhes, a narração, as minúcias, assim como se eu me transportasse para um mundo novo, indivisível,  inimaginável e de repente me visse como personagem absoluto de um conto de fadas ou um personagem anônimo daqueles fantásticos episódios contados por um colega, mais que silenciava a pequena platéia  sentada em circulo ao redor de uma pequena fogueira que indicava a reunião de crianças, ali estava estampada a inocência pura vertente, quase angelical de gente que não conhecia a TV, o mundo novo dos ídolos do Rock, mais que viviam felizes com o Radio AM e tinham os gostos musicais dos adultos com uma grande diferença aos compactos escutados do palhaço carequinha que animava os aniversários de algum colega.

A cada reunião, o narrador de historias se reciclavam e após cada final os comentários: eu  faria assim ou tal, mais os contos de caçadas e de pescadores que nunca pescaram ocupava os ouvidos da garotada que diariamente era advertida pelos pais da seguinte maneira: estudem bastante para serem doutores ou então serão carroceiros ou carvoeiros, e naquela época, automóvel era luxo, fogão era à lenha ou então a carvão, um só horário para o café no bule, para o almoço e janta, mais que tempo!!!

Ruas estreitas e calçadas por parelepipedos, na minha cidade, São Luis – Ma., terminava no canto da Fabril, antiga fabrica, mais algum transporte improvisado  de caminhões transformados em ônibus levavam pessoas aos bairros de areal, João Paulo e anil. Saudades, que tempo! O Socorrão de hoje era o Hospital da Cruz Vermelha que nunca funcionou e a sua única função era a de fornecer água à população do bairro de São Pantaleão, que tinham encanamento e torneiras, mais água só carregando com a força dos braços ou comprando de carroceiros. Sei que vocês dirão, que, mundo seria esse? Mais eu afirmo: era um tempo bom, humanizado e as pessoas até se respeitavam. O interior, então esse era que se podia denominar de paraíso, pessoas vivendo absolutamente no primitivo, água de poço, iluminação a querosene, a lavoura de subsistência e a pecuária familiar... O Maranhão adormecido há centenas de anos, sua população ilhada na Capital, sem estradas, educação, saúde, mais conhecida como Athenas brasileira, terra de homens cultos e corajosos, que saudades desse tempo...

Eis que do sono macunaímico e do sonho do impossível de um poeta, surge a mudança na política do Maranhão de forma decisiva porque descurtinava-se a queda do imperialismo feudal que fazia dessa terra o quase nada, uma parte adormecida do pais para o avanço sistemático  de mudanças que não mais ficariam apenas em tirar uma ilha do coma não com medicamentos, mais com canções poéticas que logo após tornou-se o enigmático Maranhão Novo.

José Sarney destruiu o absolutismo com idéias de que era possível, assim como Mao Tsetung   em seu celebre livro Vermelho falou à China e mudou o pais mais populoso do Planeta Terra.
  
De 1963 quando eu tinha apenas 13  anos de idade, o mundo mudou bastante, os homens também e, mesmo antes disso, continuamos a ser simplesmente inconformados com a nossa situação e, continuamente culpamos os outros pela nossa situação. Incrível, metodista e impraticável o pensamento do homem de mente plana porque no final sempre vence, afinal, a maioria de insanos seguem o furor, renegando a capacidade de rápido raciocínio e ao amor que só os poetas sentem, além, é claro do pesar pelos acontecimentos que sempre desprazeirozamente invade a privacidade dos sábios quer com a violência física, moral ou mesmo a pretensiosa saída para a fama de um horizonte que eles não possuem a não ser o da Rua do Giz dos anos 60, às vezes empolgam a levar multidões a uma viagem fantástica, mais rumo ao desconhecido.

Acabo de ler em um Jornal periódico que Sarney, José Sarney ou Presidente Sarney, como  de a ele fazer referencias, aos 79 anos de idade, licencia-se do Senado e que no Governo Federal havia um luta de braço entre ele e a Ministra Dilma o que depois restou provado a inexistência de fato utópico até mesmo porque eu nunca vi durante toda a minha existência um político tão solicitado nas hastes governamentais como o pacificador e conciliador José Sarney, contra o qual somente pesa a falta de tempo para escrever e se doar mais ao Brasil.
                  
Agora a nossa historia literária ganha 4 meses de gloria e a nossa política igualmente perde o mesmo tempo de uma inteligência inigualável. Mais a escolha cabe a ele e qualquer caminho dos dois a ser tomado dará ao pais uma soma de ganhos inestimáveis.





 
 
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