HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM
Já faz muito tempo, mais até hoje eu ainda me lembro
dos mínimos detalhes, a narração, as minúcias,
assim como se eu me transportasse para um mundo novo, indivisível, inimaginável
e de repente me visse como personagem absoluto de um conto de fadas
ou um personagem anônimo daqueles fantásticos episódios
contados por um colega, mais que silenciava a pequena platéia sentada
em circulo ao redor de uma pequena fogueira que indicava a reunião
de crianças, ali estava estampada a inocência pura
vertente, quase angelical de gente que não conhecia a TV,
o mundo novo dos ídolos do Rock, mais que viviam felizes
com o Radio AM e tinham os gostos musicais dos adultos com uma
grande diferença aos compactos escutados do palhaço
carequinha que animava os aniversários de algum colega.
A
cada reunião, o narrador de historias se reciclavam e após cada
final os comentários: eu faria assim ou tal, mais os contos de
caçadas e de pescadores que nunca pescaram ocupava os ouvidos da garotada
que diariamente era advertida pelos pais da seguinte maneira: estudem bastante
para serem doutores ou então serão carroceiros ou carvoeiros,
e naquela época, automóvel era luxo, fogão era à lenha
ou então a carvão, um só horário para o café no
bule, para o almoço e janta, mais que tempo!!!
Ruas
estreitas e calçadas por parelepipedos, na minha cidade, São
Luis – Ma., terminava no canto da Fabril, antiga fabrica, mais algum
transporte improvisado de caminhões transformados em ônibus
levavam pessoas aos bairros de areal, João Paulo e anil. Saudades, que
tempo! O Socorrão de hoje era o Hospital da Cruz Vermelha que nunca
funcionou e a sua única função era a de fornecer água à população
do bairro de São Pantaleão, que tinham encanamento e torneiras,
mais água só carregando com a força dos braços
ou comprando de carroceiros. Sei que vocês dirão, que, mundo seria
esse? Mais eu afirmo: era um tempo bom, humanizado e as pessoas até se
respeitavam. O interior, então esse era que se podia denominar de paraíso,
pessoas vivendo absolutamente no primitivo, água de poço, iluminação
a querosene, a lavoura de subsistência e a pecuária familiar...
O Maranhão adormecido há centenas de anos, sua população
ilhada na Capital, sem estradas, educação, saúde, mais
conhecida como Athenas brasileira, terra de homens cultos e corajosos, que
saudades desse tempo...
Eis
que do sono macunaímico e do sonho do impossível de um poeta,
surge a mudança na política do Maranhão de forma decisiva
porque descurtinava-se a queda do imperialismo feudal que fazia dessa terra
o quase nada, uma parte adormecida do pais para o avanço sistemático de
mudanças que não mais ficariam apenas em tirar uma ilha do coma
não com medicamentos, mais com canções poéticas
que logo após tornou-se o enigmático Maranhão Novo.
José Sarney
destruiu o absolutismo com idéias de que era possível, assim
como Mao Tsetung em seu celebre livro Vermelho falou à China
e mudou o pais mais populoso do Planeta Terra.
De
1963 quando eu tinha apenas 13 anos de idade, o mundo mudou bastante,
os homens também e, mesmo antes disso, continuamos a ser simplesmente
inconformados com a nossa situação e, continuamente culpamos
os outros pela nossa situação. Incrível, metodista e impraticável
o pensamento do homem de mente plana porque no final sempre vence, afinal,
a maioria de insanos seguem o furor, renegando a capacidade de rápido
raciocínio e ao amor que só os poetas sentem, além, é claro
do pesar pelos acontecimentos que sempre desprazeirozamente invade a privacidade
dos sábios quer com a violência física, moral ou mesmo
a pretensiosa saída para a fama de um horizonte que eles não
possuem a não ser o da Rua do Giz dos anos 60, às vezes empolgam
a levar multidões a uma viagem fantástica, mais rumo ao desconhecido.
Acabo
de ler em um Jornal periódico que Sarney, José Sarney ou Presidente
Sarney, como de a ele fazer referencias, aos 79 anos de idade, licencia-se
do Senado e que no Governo Federal havia um luta de braço entre ele
e a Ministra Dilma o que depois restou provado a inexistência de fato
utópico até mesmo porque eu nunca vi durante toda a minha existência
um político tão solicitado nas hastes governamentais como o pacificador
e conciliador José Sarney, contra o qual somente pesa a falta de tempo
para escrever e se doar mais ao Brasil.
Agora
a nossa historia literária ganha 4 meses de gloria e a nossa política
igualmente perde o mesmo tempo de uma inteligência inigualável.
Mais a escolha cabe a ele e qualquer caminho dos dois a ser tomado dará ao
pais uma soma de ganhos inestimáveis.
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