É Preciso rever os
Conceitos Legislativos
Ontem
em uma roda de pessoas me chamaram de Sarneista , sinônimo
de pessoas que são adeptos à política do Excelentíssimo
Sr. Presidente Sarney. Nos anteparos que a conversa institui, convém
salientar que, tenho 57 anos de idade, obviamente eu conheci dois
Maranhões um antes e outro depois de José Sarney.
Primeiramente, em minha tenra infância, a cidade de São
Luis terminava exatamente no canto da Fabril e de lá só o
bonde, (ferrovia movida à eletricidade com lança)
e alguns caminhões transformados em ônibus faziam
o percurso para o que se chamava: Areal (hoje Monte Castelo), João
Paulo e Anil que seriam zona rural de uma cidade decadente. Acredito
que não devo decantar nos progressos que daí vieram,
em conseqüência pura e natural de este não ser
um artigo político, mais que ultimamente, o Presidente Sarney
tem sofrido ataques constantes daqueles que se utilizando da
prolixidade e os neologismos tentam dar a textos sem conteúdos
e paradoxais significar mais do que o dizem e, meramente dar ininteligentibilidade
como disfarce de fazer intrigas e demonstrar brilhantismo
escondendo-se atrás de um estilo hiperbólico . Temos
como exemplificar a questão social e política de
um povo por aqueles que simplesmente se sobressaem ou que entram
para a vida publica como um raio fulgurante e aterrisam no ostracismo
sem precedentes. Trata-se de uma conseqüência
sobretudo da brevidade e da incerteza da vida, mas pela indolência
e da busca de prazer de certos homens que gostariam de fazer nome
na historia sem saber o que ela representa. E é dessa forma
que a desgraça atinge o ente político através
da imprensa.
A
política nacional brasileira está repleta de entes
históricos,
querem bons ou maus, que fizeram dessa Nação o que é.
Não obstantemente, seria necessário tantos atos benéficos
e outros desatinos para que um dia nos tornássemos ao menos o
simplório reconhecimento da plenitude democrática
e social que ora vivenciamos.
Hoje,
vivemos a hiper-modernidade, já que o período
histórico
da modernidade se foi, entrementes, estamos às voltas com
o passado sempre revolto de notórias memórias que
nos fazem lembrar: o que éramos e o que somos. As ciências
adquiriram uma amplitude em suas dimensões, tal qual, que
uma pessoa com a pretensão de
realizar algum empreendimento científico deve dedicar-se
apenas a um campo muito específico, sem dar importância
a todo o resto e isso, me dá saudades do passado, quando
a medicina era exercida por um médico
clinico ou cirurgião ou às vezes a mesma coisa,
o dentista era eclético, extraia, obturava, fazia canal,
prótese e etc., o
engenheiro projetava e construía e nós, contabilistas, éramos
em totalidade especialistas em tudo na amplitude de conhecimentos
adquiridos ou não durante a formação que era
por sinal especifica, a de contador. Hoje temos especialistas em
custos, planejamento, tributos, fiscal, perícia, auditoria
e ouras a inventarem por aí, porque
o que penso é na verdade que um profissional de determinada área
deverá ter conhecimentos específicos e gerais como
foi no passado e, quando as coisas eram realmente resolvidas e
não proteladas como
hoje acontecem e os interessados em tais serviços gastam
verdadeiras fortunas sem uma solução justa ou adequada
a cada caso.
Acredito que a reciclagem, a profissionalização e
todos os conhecimentos que possam serem adquiridos, venham a tornar
um profissional mais hábil e consciencioso aos seus atos,
mais que princípios analógicos e diferenciados ao
longo da vida e as especialidades tornaram os homens mais
preguiçosos de raciocínio e a investigação
cientifica para os mais cultos de modo a conquistar inacreditável
virtuosismo nessa atividade e nesse parâmetro gostaria de
comparar o quasimodo de Victor Hugo que conhece perfeitamente a
Catedral de Notre Dame, entretanto, a verdadeira formação para
a sociedade exige uma universalidade e uma visão geral,
assim eu digo: que espíritos de primeira categoria, nunca
se tornarão especialistas e que José Sarney, tem
razão quando se reportou à Folha de São Paulo
que a nossa Constituição torna simplesmente um Pais
como o Brasil ou qualquer um outro como ingovernável, quando
os poderes, todos eles, outorgam ao executivo a função
de governar, afinal, o que representa a nossa Constituição,
uma peça histórica, uma realeza a ser desejada, ou
a carta Magna da Nação, e que se criam leis especialíssimas,
principalmente em direito tributário para dar uma aparência
simbólica às irregularidades que se cometem no silencio
das leis e deixam as responsabilidades ao Presidente que governa
através de Medidas Provisórias. Para que serviriam
então os legisladores?
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