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Airton Gondim Feitosa
Jornalista.
tributaryagf@yahoo.com.br

 

AS PEDRAS QUE SE LHES ATIRAM...

                Como leito assíduo da coluna do Presidente Sarney, vislumbro sempre a ética e a moral que emana em cada linha ou traço, características do homem e da fundamentação teológica dos rumos da sociedade. Narra fatos ocorridos, fundamenta-se  numa inovação cientifica e busca transpor para a modernidade os fantásticos conhecimentos por ele utilizado ainda na tenra juventude, quando foi Governador do Estado do Maranhão. Diria que ele é uma nau sublime carregada de inteligência.

                   Seria necessário empregar a genealogia da moral de Nietzche para tentar explicar o ódio  deliberado contra quem desfraldou a bandeira de um Estado pobre e provinciano nas mais altas magnitudes políticas e intelectuais que um mortal pode almejar. Festejar a vida e a vitória não está unicamente em ser o vencedor, mais de participar da vitória de um povo, daquele que pertence a todos nós. Entrementes, existem aqueles que ensorbecem-se  no afã de desmoralizar, tentar imputar atos e ações às quais eles se propiciariam para alcançar grandes resultados.

                   Todos são igualmente tomados pelo calculo, por um desejo brutal de triunfar, e, se os examinando encontraremos pedras no coração de todos eles. Para esses, a política é uma obsessão pelo poder, e a sociedade e seus entes como se fossem bolas de futebol que eles chutam na direção que facilitem as suas vidas. Parecem igualmente indiferentes às infelicidades da pátria e aos seis flagelos. Todos se assemelham enfim à bela espuma branca que coroa a enxurrada da tempestade...

                       Todos criam seus inimigos: Os sacerdotes que invejaram a Cristo, tornaram-no inimigo comum, a Igreja em determinado tempo criaram os hereges e feiticeiros para eliminar aqueles que lhes incomodavam; antes de inventar a guerra conta o Iraque Busch criou um inimigo Sadan Hussein e, todos aqueles que estão insatisfeitos consigo mesmo, que não alcançaram a maturidade inerente  àqueles que crescem, elegeram Sarney, José Sarney, o Presidente Sarney como inimigo comum, e porque?

                          Será que instilar o furor do ódio pelos olhos repletos de mórbida embriagues do ócio, da desprezível inércia claudicante incapaz de raciocinar, e a dirigir imprecações e diritambos desconexos na afirmação brutal e factual da própria incompreensão por não saber mesmo onde quer chegar, não seria embriagar-se no éter da calunia e enveredar na antinomia do flagrante desrespeito pela pessoa humana e, principalmente por aquele que já demonstrou todo o sentimento de brasilidade e de cujos argumentos reside o amor?

                             Nenhuma mentira ganha forma e cor, porque são nuvens e nem sabem o que anunciam... Se for chuva ou sol ou se a poeira do verão às margens do asfalto nos ameaça os olhos ou se é o vento que as levanta ante os carrascais, mais um dia, de data e hora na terra agonizante de martírios de muitas mentiras e poucas verdades, além do horizonte de estrelas pálidas e lua vazia, surgirá o sol da vida que, resplandecente iluminará o jardim de uma primavera inédita e, que radiante anunciará o reino do amor.

                                 Que seja assim, as pedras que se lhes atiram Presidente Sarney, e que elas caiam umas sobre as outras formando uma muralha intransponível ao mal e,  se nada puderem construir a bem do povo e da sociedade, que recolham-se à sua pequenez, não disfarcem e nem queiram ser maiores que seus disformes pensamentos

Airton Gondim Feitosa
tributaryagf@hotmail.com




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