Jornal Evangélico
do Amapá

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Renivaldo Costa
Jornalista e Educador.

 

Com gosto de sonho de valsa

Fomos colegas de escola. Não, não... Fomos mais do que isso. Ela foi minha primeira paixão. Paixão infantil, com todos os requintes de crueldade, sonhos e sofrimentos.

Depois vieram outras, mais ou menos cruéis, sonhadoras e infligidoras. Mas, como ela, nenhuma. Ela foi a primeira. A primeira.

Nunca mais nos vimos. Murchou. Cada uma foi para seu lado, formou sua família, viveu sua vida.

Até que, outro dia, ela apareceu no Orkut. Recadinho simpático, trocamos e-mails, nos adicionamos no msn, conversamos, conversamos, conversamos.

Descobrimos que moramos perto e passamos a nos encontrar no final da tarde. Trocamos telefones, saímos para jantar certa vez. Os dois acompanhados, diga-se.

Foram dez meses assim. E foi inevitável.

Sexta à noite nos encontramos no local marcado, o estacionamento de um supermercado. Entrei no carro dela, fomos para um motel barato.

Ali, desnudei minha paixão de infância. Lingerie branca, cândida, pura _não sei se a intenção foi remeter ao passado distante, mas ela foi perfeita, mesmo que por acaso.

Ali, minha paixão de infância me chupou e foi chupada.

Ali, abriu as pernas para mim.

E me teve, duro, teso, grosso como nunca, dentro dela, como não sabíamos ser possível quando, de mãos dadas, íamos à cantina da escola comprar Sonho de Valsa.




 
 
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