Revelações sobre o Incra
Da Equipe de Articulistas
A assinatura do contrato de concessão de uso de 30 anos, destinado as comunidades agro-extrativistas da região do Maracá, com fins de ocupação, cultivo e exploração sustentável da terra e das riquezas naturais que ela comporta, marca uma nova fase histórica para 36 comunidades contempladas e mais de 4 mil pessoas beneficiadas.
Ocorre que este pleito, gerado pela equipe técnica da secretaria Especial do Desenvolvimento Econômico, sob a coordenação de Alandy Simas, não vem de hoje. Vem desde a época em que a gestão passada do Incra no Amapá, anterior a gestão de Alessandro Cardoso, capitaneada pelo grupo político do ex-governador cassado, simplesmente ignorava todas as comunicações expedidas pelo governador Waldez Góes solicitando a viabilização de entendimentos e de parcerias para resolver as
questões das terras e das comunidades extrativistas do Estado.
Em seu pronunciamento, por ocasião da assinatura do termo de concessão de uso formalizado entre o governo do Estado, Incra e Associação Agro-Extrativista do Maracá, Alessandro Cardoso, novo titular do Incra, fez revelações desconhecidas de muitos à respeito de uma administração passada insensível com as questões regionais e com as necessidades das comunidades produtivas. Afirmou que, lamentavelmente, para espanto de todos, o Incra mantinha suas portas fechadas ao governo estadual, a lideranças comunitárias e a representantes políticos locais.
Ao que tudo indica, o único acesso permitido era para o grupo político do ex-governador cassado. Dizem que o tal sempre determinava aquelas velhas e já conhecidas estratégias de contenção e confronto, típicas de mesquinharias políticas, para frear qualquer avanço benéfico social que por ventura levasse o nome, a participação e a parceria do governo e de outros organismos públicos, privados e associativos.
Revelou Alessandro que antes na realidade existia no Instituto a instalação de um processo de gestão travado, fato inaceitável para uma região tão carente, engessada e discriminada como a nossa, vítima de suspeitos “arroubos” preservacionistas e conservacionistas, como o tal parque do Tumucumaque, parque que até hoje não nos trouxe benefício algum. Um parque que vive monitorado permanentemente pela gringalhada que a tudo controla e tudo impede, manda e desmanda dentro de um enorme espaço territorial de terras, mata selvagem e riquezas.
O lado bom da história atualmente reside no fato de que várias lideranças comunitárias do Maracá estão satisfeitas com as parcerias e com a constante boa vontade e o permanente empenho do governador Waldez Góes. Estão satisfeitas com a nova e jovem gestão do Incra, na pessoa de Alessandro Cardoso, de apenas 28 anos, capaz de produzir grandes resultados como ativo parceiro do povo amapaense.
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