Jornal Evangélico
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Wellington Silva
Articulista e Acadêmico de História/Amapá

 

Agentes incentivadores da violência

Diante de tantos fatos absurdos de violência que ultimamente estamos presenciando, tendo como lamentável referência a banalização da vida, temos de nos perguntar o que está acontecendo com os valores humanos e quais são os agentes incentivadores de tanta violência.

Essa reflexão é necessária para todos a fim de que todos busquem dar a sua contribuição, por menor que seja, como exemplo de combate contra essa assustadora onda de violência que sacode o País.
Quais são, afinal de contas, esses agentes incentivadores da violência ?
 Será o materialismo ? É a concorrência exacerbada ? Será a falta de fé, de amor e serenidade diante dos altos e baixos da vida ? É a falta de caridade, fraternidade, compaixão e tolerância com o próximo ? É a televisão ? É o vídeo-game ? É a preocupação diária em ganhar dinheiro e ignorar a educação dos filhos ? É a escola ? Será a grande falta das saudosas rodas de família ? É a legislação ? É o esfacelamento da família ?

Quando vejo na televisão notícias de casos escabrosos como o da menina Isabella, a maníaca torturadora, o monstro que esmurrou bebê de oito meses, mães que abandonam seus filhos, crianças violentadas e adolescentes envolvidos no vício e nos mais variados delitos, sinceramente me pergunto, para onde estão indo os verdadeiros e bons valores humanos ?

Um professor me disse, certa vez, que o povo brasileiro tem como herança genética a diversidade comportamental de revoltados escravos africanos e indígenas, piratas, aventureiros, prostitutas, malandros, mandatários preguiçosos e prepotentes, estelionatários, etc. Uma visão muito forte, bem verdade, que não pode deixar de ter um fundo de verdade.

Quando a televisão foi inventada, muitos classificaram-na como coisa banal, achando mais interessante o romantismo do cinema. O cinema até hoje não perdeu o seu charme e encanto, contudo, a televisão vem se transformando cada vez mais em regente imperial de orquestração de modas, manias, vícios e tendências, digamos, algumas nada aconselháveis.

Não é à toa que muitos preferem as locadoras de filmes aos finais de semana, sempre lotadas das mais diversas mentalidades.

Salvo algumas exceções, a fé virou um mercadejar de interesses.  Aceitar Jesus não ocorre mais quando se vem naturalmente ao mundo, soprado pelo Vento Divino, concebido pelo amor de mãe. Na “profissão” de fé de alguns, a errada definição de aceitar Jesus se dá quando a desesperada e leiga vítima aceita ingressar para o culto, com 20%  a 40% de contribuição obrigatória de sua renda mensal. Chamamos isso de violência cultural.

Falar em fé e em valores morais, muitos analistas, psicólogos, padres, espíritas e pessoas comuns argumentam à questão do materialismo e da completa falta de valores morais e de prática de fé como razões maiores das brutalidades que estamos ultimamente vendo na televisão. O caso Isabelle é apenas mais um caso para a espantosa lista de esfacelamento da família e dos valores morais humanos.   

E, realmente, o Brasil é um País de contrastes, de circos e palhaços, quando falamos de violência. Aberração é constatar a postura da OAB e da Associação Nacional dos Jornalistas em intransigente defesa do “direito democrático” da tal marcha da maconha. Se Erick Clapton, o consagrado deus da guitarra, visitou quase todos os negros poços sem fundo, largou o vício das drogas e mudou a letra da canção Cocaine (Cocaína) , é porque toda droga é uma grande droga, uma grande merda suicida.        

É triste constatar que muitos pais, principalmente de posses, não se incomodam mais em acompanhar a educação, o desenvolvimento e a evolução cultural positiva de seus filhos. O pior é que muitos dão maus exemplos, só pensam em dinheiro e ainda acobertam vícios e absurdos dos próprios filhos, para espanto de todos, como os Nardoni.

Talvez as saudosas rodas de família, a palmatória da professora, o galho de goiabeira da mãe, o cinturão do pai, a pressão e a vigilância do irmão e da irmã mais velha, à mando dos pais, assim como a educação religiosa e a Educação Moral e Cívica, estejam fazendo falta na vida de muitos, em tantos lares estremecidos.

 



 
 
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