O Iepa e a biodiversidade como propriedades do Estado
Da Equipe de Articulistas
O tema, por si só, é assunto da mais alta prioridade para o futuro do Estado.
Espíritos entreguistas com pose de “iluminados” já defendem abertamente a privatização ou a federalização do Instituto de Estudos e Pesquisas do Amapá – Iepa, patrimônio natural e orgulho do povo amapaense. Significa avanços científicos com resultados proporcionados em pesquisas e na fitoterapia.
Oxalá o governador Waldez Góes nunca dê ouvidos a “iluminados” entreguistas defensores de uma suspeita modernidade que fere de morte a nossa soberania, nosso desenvolvimento científico e, consequentemente, nosso futuro. Seria jogar na lama ou no precipício, de tabela, o futuro da região e de tabela a carreira política.
Não podemos admitir, como amapaenses, que protótipos de FHC, muito hábeis no discurso mas entreguistas na prática, sequer cheguem a propagar tamanha aberração contra o Estado do Amapá.
Parece-nos que a estratégia internacional de cercamento da Amazônia e, no particular, do Amapá é de ir muito mais além da infiltração de suspeitas ONG’s para colheita de informações estratégicas sobre nossa rica biodiversidade.
Cenário mais indigno, e não poderíamos assistir impassíveis tamanha aberração, é a situação adversa ou paradoxal a que foi atualmente submetido o famigerado Parque do Tumucumaque. Lá ninguém entra, nem mesmo o Exército Brasileiro, sem o consentimento da Internacional Conservation, dos Estados Unidos. Lá a gringalhada deita e rola sem que ninguém possa dar um piu.
Devemos a FHC tamanha sacanagem com o povo do Amapá.
O Parque do Tumucumaque na realidade representou para vários municípios o completo engessamento de um futuro desenvolvimento sócio-econômico racional de resultados.
É por essas e outras razões que nós amapaenses não podemos sequer pensar ou admitir que algum espírito de porco pense em privatizar ou federalizar o Iepa. Seria demais para nossa auto-estima !
A maquinação de técnicas de cercamento internacional na Amazônia estão aí, em nossa cara, desde o século XVIII até os nossos dias, como processo histórico de estudo para qualquer brasileiro do Amapá.
A pirataria, as invasões espanholas, holandesas e francesas são fatos do passado.
O que atualmente nos espanta são os reflexos atuais de atitudes iniciadas em nossa época, muitas de maneira infantil e apaixonada, como a Eco – 92. A Eco – 92 na realidade significou o arrebentar da porteira e das cercas de vigilância nacional sobre a Amazônia. Inocentes apaixonados pela questão ambiental só viram a realidade tardiamente. E, convenhamos, meninos e meninas, eu avisei.
Nos resta apelar ao presidente Lula, ao senador Sarney e aos nossos parlamentares para que haja investimentos e mais apoio a pesquisa, a ciência e ao desenvolvimento de tecnologias.
Muitas retóricas afirmam que o futuro do Brasil é a educação. Considero tal afirmativa incompleta quando esquece a ciência e a tecnologia e a cultura.
O futuro do Brasil deve ser, como ação imperativa, a perseverança de construção de crescimento da educação, da ciência e tecnologia e da cultura.
Tal construção deve ser iniciada nas escolas a fim de que o País possa formar massas brasileiras críticas e inteligentes para fazer parte desse projeto de frente nacional de libertação do Brasil contra a cobiça e o domínio internacional.
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