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Wellington Silva
Articulista e Acadêmico de História/Amapá

 

Uma bomba chamada Hugo Chavez

Da Equipe de Articulistas

Ainda tem gente no Brasil, como se diz no velho adágio popular, que adora gente errada. Esse cultura de idolatria por tipos paradoxais, antagônicos ou de temperamento extremamente inconstante, explosivo e ditatorial tem forte ambientação nas universidades, local adequado para “fazer a cabeça” de jovens desinformados portadores de pouca leitura política e de falta de visão macro-econômica de mundo.
Não quero acreditar que Hugo Chavez continue a ser preterido por radicais livres, num País eminentemente livre, como o grande príncipe do armagedon da América Latina. É muita loucura numa viagem de poço sem fundo.

Logo ele que castrou as liberdades individuais e coletivas dos venezuelanos, castrou a imprensa livre e proibiu a livre opinião de pensamento e de expressão nos jornais escritos e televisivos da outrora livre Venezuela.

O País está uma confusão só e a maioria dos venezuelanos estão perplexos e revoltados. O ditador tenta a todo custo abafar movimentos e passeatas com constantes patrocínios de passeatas, carreatas e pronunciamentos públicos em praça aberta. Não tem dado muito certo.

Toda a América Latina e o resto do mundo já demonstram grande preocupação com as intempestivas atitudes de um novo e revelador Chavez muito e loucamente voltado para a compra de armamentos pesados e para a aquisição de equipamentos e de caças soviéticos, como o poderoso Sukhoi, um caríssimo caça bombardeiro russo capaz de arrasar quarteirões em questão de poucos minutos.

Na análise de estrategistas e de analistas políticos Hugo Chavez não deseja somente imobilizar e amordaçar o povo venezuelano. Ele já deixa claro que deseja passar por cima de qualquer país ou de qualquer liderança política latina para conquistar passo a passo o trono de poder de influência sobre toda a América Latina.

A questão Hugo Chavez está longe de ser uma espécie de orquestração de gringos (norte-americanos)  como forma de propaganda contra sua pessoa. Os protestos na Venezuela ecoam forte em toda a América Latina e no resto do mundo. Eles partem principalmente de jornalistas, sindicalistas, professores, formadores de opinião, empresários e estudantes universitários venezuelanos.

Não se trata mais daquela velha, ultrapassada e medíocre discussão de esquerda ou direita volver. É uma questão de discussão da garantia da liberdade do povo venezuelano. O momento é de estratégia militar, de vigilância e de ultimação de providências de todos os países da América Latina para impedimento do atraso, da loucura e da tirania em solo venezuelano.

A democracia venezuelana está ameaçada. As últimas atitudes de Chavez, repito, já sinalizam como forte desejo de supremacia bélica sobre países vizinhos da América Latina. Daí por diante todo cuidado é pouco.

 



 
 
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