Saúde mental: adolescentes do "Amapá Jovem" viram monitores no combate à depressão

Compartilhe:





Trabalhar a saúde mental na adolescência é desafiador, pela complexidade do tema e vulnerabilidade do público que está no topo dos índices de depressão. Especialmente por essa razão, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) incluiu o tema no processo de formação de novos monitores do Programa Amapá Jovem, desenvolvido pela Secretaria Extraordinária de Políticas da Juventude (Sejuv).

A capacitação envolve técnicas de abordagem, diálogo e rodas de conversa. Essas ferramentas são utilizadas para a condução de estratégias de cuidados em saúde, estabelecendo vínculos afetivos, desenvolvimento de confiança e a capacidade de analisar situações.

Segundo a psicóloga Sabla Figueiredo, responsável pelo Núcleo de Ações Programáticas da Coordenadoria de Políticas de Atenção à Saúde (Cpas), essas ferramentas são meios acessíveis e que surtem um resultado positivo.

"Atividades que contenham o diálogo sempre são boas. É preciso proporcionar a integração entre esses jovens e estimular a comunicação e a partilha de sentimentos, e, fazer isso entre seus pares, é melhor ainda", disse a psicóloga.  

Ao todo, estão sendo formados 62 novos monitores, com instrução técnica para lidar com temas relacionados à saúde mental. Desses, 37 atuarão em Macapá, em polos do programa, que funcionam em escolas estaduais e; outros 25, vão para o município de Santana.

Segundo o secretário da Juventude, Pedro Filé, preparar os monitores para que eles tenham a expertise de como dialogar da forma correta com os jovens é extremamente necessário.

"A juventude acaba sendo um público alvo, especialmente, em temas delicados de se tratar, como a saúde mental. Então, ter técnicos que saibam como orientar, conversar e tratar um assunto como este, é algo fundamental para não causar um efeito contrário", falou o secretário.

Em Santana, atualmente, o Amapá Jovem tem cerca de 1.200 bolsistas, e, em Macapá, 2.500. Todos são assistidos por monitores do programa, com atividades que os envolvam, tirando-os do risco de vulnerabilidade.

Para o monitor Doriel Miranda, 20 anos, é mais fácil se aproximar desses jovens quando se está no mesmo grupo de faixa etária.

"Por estarmos mais próximos, facilita uma abordagem melhor, sem que aquele jovem sinta-se preso em poder conversar, falar o que está sentindo ou o que o está angustiando. Essas instruções que recebemos hoje serão muito úteis, pois, nós, enquanto monitores, vamos saber como proceder quando identificarmos um sinal de depressão ou algo do tipo", falou Miranda.

 

Por: Elmano Pantoja /  Foto: Elmano Pantoja

 



Deixe seu Comentário

 

VOLTAR A PÁGINA PRINCIPAL VOLTAR A PÁGINA COTIDIANO