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| CURIOSIDADES |
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| 20 de abril de 2007 |
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O jogo da sedução
"Estamos diante de uma diferença fundamental entre o erotismo masculino e o feminino", afirma o sociólogo italiano Francesco Alberoni. Para ele, o erotismo masculino é ativado pela forma do corpo, pela beleza física, pelo fascínio, pela capacidade de sedução. Não pelo reconhecimento social, pelo poder. Se um homem pendura na parede do seu quarto uma foto de Marilyn Monroe nua, é porque ela é uma belíssima mulher nua. E se ele tiver de escolher entre fazer sexo com uma atriz famosa, mas feia, ou com uma deliciosa garota desconhecida, não terá dúvidas em escolher a segunda. A sua escolha é feita na base de critérios eróticos pessoais.
Na mulher seria diferente: o erotismo profundamente influenciado pelo sucesso, pelo reconhecimento social, pelo aplauso, pela classificação no elenco da vida. O homem quer fazer sexo com uma mulher bonita e sensual. A mulher quer fazer sexo com um artista famoso, com um líder, com quem é amado pelas outras mulheres, com quem é respeitado pela sociedade. Mas isso é fácil de entender, se lembrarmos que as mulheres, durante milênios, para se sentir protegidas, aprenderam a erotizar a relação com o poderoso.
Homens e mulheres são ensinados a ser diferentes, sobretudo no que diz respeito à sensibilidade, ao desejo e às fantasias. Na relação a dois, com freqüência, um imagina o outro como na realidade ele não é, e espera dele coisas que ele não pode dar. "O erotismo se apresenta, então, sob o signo do equívoco e da contradição", diz Alberoni no livro 'Erotismo'. Entretanto, a igualdade entre os sexos tende a acabar com esta situação; ambos buscam, cada vez mais, o que os iguala e tentam superar as diferenças. Apesar disso, não deixa de surpreender o fato de que, com todas as diferenças existentes até agora, sempre tenha havido atração entre os sexos e encontros amorosos. Mas como conseguem comunicar a sua atração sexual?
FLERTE- Muitas são as técnicas utilizadas para se conquistar alguém. Algumas são mais corajosas, outras tímidas, porém, em cada uma delas estão incluídas características naturais da psique humana. Todas formam um jogo de emoções, gestos, conversas e toques, com um único objetivo: atrair, agradar e satisfazer, tanto a si próprio como ao outro.
Segundo Helen Fisher, antropóloga americana, existe um padrão universal de comportamento feminino no flerte. Em suas pesquisas, utilizando estudos como o do etólogo Irenaus Eibl-Eibesfeldt, ela concluiu que algumas das maneiras com que os homens e mulheres agem durante o flerte são encontradas também em muitas espécies do reino animal. O olhar recatado, com a cabeça baixa e os olhos para cima, movimento tão característico nas mulheres, é largamente utilizado pelos gambás. Em qualquer parte do mundo, as mulheres utilizavam uma mesma seqüência de expressões: sorrir e erguer as sobrancelhas em um rápido movimento; depois baixar a cabeça e desviar o olhar; e finalmente esconder o rosto com as mãos, dando risadinhas nervosas.
Os homens, com a sua mania de estufar o peito, numa tentativa de parecerem mais altos e mostrarem assim uma superioridade, estão nada menos imitando gestos encontrados nos bacalhaus, cobras, rãs e sapos. Tais características, de tão marcantes, convenceram o etólogo e a antropóloga de que seriam inatas do ser humano.
Outra antropóloga, Bárbara Smuts, ao presenciar um flerte entre dois babuínos no Quênia, disse que teve a impressão de estar vendo duas pessoas que pela primeira vez se encontravam em um bar, tamanha era parecida a forma como eles se olhavam de que nós fazemos.
OLHAR - "Talvez sejam os olhos - não o coração, os genitais ou o cérebro - que dêem início ao romance, já que muitas vezes é a partir do olhar que ocorre o sorriso.", diz Helen Fischer.
Sendo talvez o instrumento mais importante do flerte, o olhar desperta uma parte primitiva do ser humano, provocando duas reações - aceitação ou rejeição.
É impossível ignorar o olhar de uma pessoa fixado em nós. Isso exige uma reação, que nem sempre é a mais acertada. Normalmente, rimos e conversamos, olhamos para outro lugar ou nos afastamos do local. Mas primeiro levamos a mão até a orelha, ajeitamos a roupa, bocejamos, mexemos em algum objeto, tudo sem o menos sentido. É o que Fischer chama de um "gesto de disfarce", feito para avaliar a ansiedade, enquanto pensamos se vamos embora ou se ficamos e aceitamos participar do jogo da sedução.
SORRISO- Após um olhar, uma tentativa de contato, é normal que as pessoas reajam com um sorriso. Seja encontrando alguém conhecido ou iniciando um flerte, ele sempre é o passo que estabelece o contato. Porém, muito pode ser "dito" em um sorriso. Existem pelo menos 18 tipos, alguns mais abertos, outros mais fechados, o que demonstra perfeitamente qual o tipo de contato que se deseja ter com a outra pessoa.
Basicamente podemos dividir os sorrisos em três categorias:
Sorriso simples - Boca fechada, lábios esticados (os dentes não aparecem). Neste tipo, as pessoas não demonstram muito interesse em um contato maior. Normalmente é acompanhado por um aceno de cabeça.
Sorriso superior - Mostram-se os dentes superiores. Este tipo demonstra um interesse maior, uma intenção de aproximação e é utilizado em todo os tipos de contatos de amizade, incluindo o flerte. Vem acompanhado de um erguer de sobrancelhas.
Sorriso aberto - Lábios completamente abertos, mostrando todos os dentes. Mostra uma postura totalmente aberta, de desejo pelo contato com a outra pessoa. É utilizado durante o namoro.
CHEIRO- O olfato é um sentido muito poderoso no jogo da sedução. Tão característico e pessoal quanto nossa voz, ou nossa personalidade, é o nosso "odor pessoal". Cada pessoa tem um cheiro diferente.
O corpo humano produz substâncias que funcionam provocando atração sexual. Conhecidas como feromônios, elas são produzidas pelas glândulas localizadas nos órgãos sexuais, nas axilas, em volta dos mamilos e na virilha, exalando os mais diversos tipos de cheiros.
Não se sabe ao certo como elas funcionam, já que não podem ser detectadas; o que se sabe é que parecem atuar sobre os pontos sexuais do cérebro. Elas foram descobertas primeiro os animais, nos quais exercem influência a grande distância - uma mariposa fêmea consegue atrair o macho a mais de três quilômetros de distância.
Mas a idéia de que existem substâncias sexuais naturais não é nova. As prostitutas de Nápoles eram conhecidas por esfregarem o líquido vaginal atrás das orelhas, de modo a atrair fregueses. Habitantes das aldeias austríacas iam às festas locais com lenços que haviam ficado nas axilas por vários dias.
Fonte: Livros — Anatomia do amor, Helen Fisher, Editora Eureka, 1995
Um toque sensual, Glenn Wilson, Marshall Cavendish Limited, 1989.

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Poluição do Solo
A disposição sobre o solo de materiais orgânicos e/ou inorgânicos, bem como a passagem sobre esse solo de massa fluida, que provoque alterações na constituição básica desse solo, modificando suas propriedades originais benéficas ao uso das espécies que dele dependem ou com ele se contatem, inclusive influenciando a qualidade das águas sob esse solo, caracteriza a poluição deste solo (Gil Portugal).
Geralmente, sob a denominação de resíduos industriais se enquadram sólidos, lamas e materiais pastosos oriundos do processo industrial e que não guardam interesse imediato pelo gerador que deseja, de alguma forma, se desfazer deles.
Há três classes de resíduos industriais: os inertes, os não inertes e os perigosos.
Cada uma dessas Classes traz dificuldade diferenciada ao empresário para se ver livre do resíduo, desde o transporte até o destino final. Os métodos clássicos empregados vão, desde a reciclagem no próprio processo em outra unidade da fábrica, passando pela venda ou doação, a incineração e a disposição em aterros. Cada um desses destinos guarda procedimentos bem definidos na legislação ambiental.
O transporte de resíduos para fora do local onde foi gerado é controlado pela sua espécie, quantidade, transportador e receptor, através de um documento denominado Manifesto de Resíduos. Conforme a tipologia dos resíduos gerados, o gerador é obrigado, por lei, a se enquadrar no Sistema de Manifesto de Resíduos. A GPCA está apta a enquadrar sua empresa no Sistema de Manifesto de Resíduos e orientá-lo quanto aos procedimentos.
INVENTÁRIO- Praticamente, toda atividade industrial é obrigada pela lei ambiental a apresentar periodicamente ao órgão de controle ambiental um relatório que demonstre quantidade, tipo, características físico-químicas, formas de armazenamento e estoque e ainda, a destinação dos resíduos gerados e que estão estocados e com destinação ainda não definida.
A GPCA está apta a realizar o Inventário de Resíduos de sua empresa dentro das exigências do órgão de controle ambiental.
RESÍDUOS- A fim de obrigar as empresas a adotarem cada vez mais tecnologias limpas, elas são obrigadas, por lei, a apresentar seus Planos de Redução de Resíduos e as metas anuais, em percentuais, dessas reduções, informando ao órgão ambiental quais as mudanças nos procedimentos produtivos para que haja essas reduções de geração.
A GPCA está apta a elaborar o Plano de Redução de Resíduos de sua empresa, dentro das exigências do órgão de controle ambiental.
Toda sorte de resíduos urbanos pode, embora não muito propriamente, ser denominada de Resíduos Domésticos. Excetuam-se, a grosso modo, os resíduos industriais e os hospitalares. São os resíduos domésticos aqueles resíduos sólidos ou pastosos gerados nos lares, escritórios, escolas, hotéis, restaurantes, nas varreduras etc. Já, os chamados resíduos hospitalares são aqueles gerados nos hospitais, incluindo-se aí os oriundos dos laboratórios de análises clínicas, consultórios odontológicos, médicos e de ambulatórios.
As destinações desses resíduos domésticos podem ser os aterros sanitários, as usinas de reciclagem ou a incineração. Já, os resíduos hospitalares devem ter destinação mais cuidadosa, seguindo princípios específicos, desde sua coleta.
PROJETOS- Da mesma forma que um aterro para resíduos industriais tem que ter sua engenharia específica, os Aterros Sanitários devem prever projetos bem elaborados para a proteção da população e do meio ambiente como um todo.
A GPCA está apta a realizar Projetos de Aterros Sanitários.

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MANUAL DO PEDÓFILO
Pedofilia é um assunto que me desperta (e acredito que nos leitores também) sentimento de asco, de revolta e de profunda indignação.
Principalmente porque sabemos que, na maioria das vezes, além de representar um crime horrível (hediondo, na minha opinião), desencadeia transtornos gravíssimos para o resto da vida nas vítimas.
O criminoso sempre se aproveita da fragilidade das pessoas para se "dar bem". Ele premedita e age através da total dissimulação.
Se aproxima sempre de forma enganosa, como se fosse para proporcionar o bem daquelas que tem como alvo. Geralmente é aquele bom senhor, afável, cordial, bem educado.
Na maioria das vezes conquista a confiança, o respeito e a admiração dos adultos que são responsáveis pela criança, e são vistos por eles como alguém extremamente bom, digno. Só então, ataca, pois assim tem a certeza de que encontrará uma vítima indefesa e desprotegida, e até mesmo grata a ele!
Pois é muito comum(faz parte da sórdida estratégia) o pedófilo proporcionar aparentemente, bem estar nas suas vítimas. Ele costuma dar presentes, ser amigo, confidente, bondoso. Quase um pai daqueles que toda criança quer ter, mas que quase nenhuma consegue.
Nesta última semana a matéria que foi merecedora da capa de uma grande revista de circulação nacional, foi a respeito da pedofilia de alguns padres da igreja católica.
Até entendo que o papel da imprensa seja informar. Mas não consigo entender a supervalorização que se faz de certas notícias (na imensa maioria das vezes de péssimas noticias) e alguns detalhes que fazem questão de apresentar!
Fiquei indignada com a maneira que o assunto foi abordado, a começar pela capa, onde aparece a sombra de uma criança segurando uma cruz, as iniciais e idade dela e os dizeres “violentado sexualmente por um padre”. É exposição exagerada e na minha opinião totalmente desumana, apelativa e desnecessária de alguém que já foi extremamente violentado na sua dignidade, (principalmente levando-se em conta que aconteceu em uma cidade pequena, onde provavelmente todos se conhecem).
Sou assinante desta revista, e assim que recebi o exemplar, e vi esta capa, me perguntei (e estou me perguntando até hoje), a quem realmente interessa esta que a meu ver, é uma exploração jornalística completamente desprovida de ética e sensibilidade, da violação da dignidade de um ser humano?
E se não bastasse este sensacionalismo aviltante a matéria dentre outras “informações” (como o diário de um padre pedófilo), traz ainda(em destaque) o que seria “ o Manual do pedófilo” . Dicas de como ser certeiro nas abordagens, de como identificar as prováveis vítimas, “no qual o religioso descreve as fórmulas que ele acredita serem “ seguras” para conquistar crianças” .
Qual o verdadeiro objetivo desta matéria? Quem tem real interesse em aprender estas “dicas” ?
Maria Aparecida Francisquini
Psicóloga
mafrancisquini@pontenet.com.br

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Poluição e meio ambiente
A Poluição pode ser definida como a introdução no meio ambiente de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades físicas ou químicas ou biológicas desse meio, afetando, ou podendo afetar, por isso, a "saúde" das espécies animais ou vegetais que dependem ou tenham contato com ele, ou que nele venham a provocar modificações físico-químicas nas espécies minerais presentes.
Tomando como base a espécie humana, tal definição, aplicada às ações praticadas pela espécie humana, levaria à conclusão de que todos os atos oriundos desta espécie são atos poluidores; o simples ato de respirar, por exemplo. A fim de que se estabelecessem limites para considerar o que, dentro do razoável, fosse considerado como poluição, foram estabelecidos parâmetros e padrões. Os parâmetros para indicar o que está poluindo e os padrões para quantificar o máximo permitido em cada parâmetro.
Para deixar mais claro, vamos citar um exemplo: uma determinada indústria lança nas águas de um rio águas com temperatura de 40o C, acima da média da temperatura normal dessas águas. Isso será uma forma de poluição consentida se para aquele rio no parâmetro temperatura, o padrão (máximo) de lançamento for 45oC.

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Poluição da Água
Alguém já disse que uma das aventuras mais fascinantes é acompanhar o ciclo das águas na natureza. Suas reservas no planeta são constantes, mas isso não é motivo para desperdiçá-la ou mesmo poluí-la. A água que usamos para os mais variados fins é sempre a mesma, ou seja, ela é responsável pelo funcionamento da grande máquina que é a vida na Terra; sendo tudo isto movido pela energia solar.
Vista do espaço, a terra parece o planeta água, cobrindo 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água, cerca de 113 trilhões de m3 está à disposição da vida na Terra. Apesar de parecer um número muito grande, a terra corre o risco de não mais dispor de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar.
A água nunca é pura na natureza, pois nela estão dissolvidos gases, sais sólidos e íons. Dentro dessa complexa mistura, há uma coleção variada de vida vegetal e animal, desde o fitoplâncton e o zooplâncton até a baleia azul (maior mamífero do planeta). Dentro dessa gama de variadas formas de vida, há organismos que dependem dela inclusive para completar seu ciclo de vida (como ocorre com os insetos). Enfim, a água é componente vital no sistema de sustentação da vida na terra e por isso deve ser preservada, mas nem sempre isso acontece. A sua poluição impede a sobrevivência daqueles seres, causando também graves conseqüências aos seres humanos.
A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, que utiliza a água para beber, tomar banho, lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece cidades, indústrias e é utilizada na irrigação de plantações. Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, cujo tratamento vai desde a retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais. A água de um rio é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez microorganismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão.
POLUIÇÃO- A poluição da água pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização .
A eutrofização é causada por processos de erosão e decomposição que fazem aumentar o conteúdo de nutrientes, aumentando a produtividade biológica, permitindo periódicas proliferações de algas, que tornam a água turva e com isso podem causar deficiência de oxigênio pelo seu apodrecimento, aumentando sua toxidez para os organismos que nela vivem (como os peixes, que aparecem mortos junto a espumas tóxicas).
A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. A educação ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida.
Dentro desse contexto, uma grande parcela da contenção da "saúde das águas" cabe a nós, brasileiros, pois se a terra parece o planeta água, o Brasil poderia ser considerado sua capital, já que é dotado de uma extensa rede de rios, e privilegiado por um clima excepcional, que assegura chuvas abundantes e regulares em quase todo seu território.
O Brasil dispõe de 15% de toda a água doce existente no mundo, ou seja, dos 113 trilhões de m3 disponíveis para a vida terrestre, 17 trilhões foram reservados ao nosso país. No processo de reciclagem, quase a totalidade dessa água é recolhida pelas nove grandes Bacias Hidrográficas aqui existentes. Como a água é necessária para dar continuidade ao crescimento econômico, as Bacias Hidrográficas passam a ser áreas geográficas de preocupação de todos os agentes e interesses públicos e privados, pois elas passam por várias cidades, propriedades agrícolas e indústrias. No entanto, a presença de alguns produtos químicos industriais e agrícolas (agrotóxicos) podem impedir a purificação natural da água (reciclagem) e, nesse caso, só a construção de sofisticados sistemas de tratamento permitiriam a retenção de compostos químicos nocivos à saúde humana, aos peixes e à vegetação.
QUALIDADE- Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de conscientização da população a educação ambiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Mas parece que a preocupação dos técnicos em geral é sofisticar cada vez mais os tratamentos de água, ao invés de se aterem mais à preservação dos mananciais, de onde é retirada água pura. Este é o raciocínio - mais irracional - de que a técnica pode fazer tudo. Técnicas sofisticadíssimas estão sendo desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público, não percebendo que a ingestão de um líqüido tratado com tal grau de sofisticação pode ser tudo, menos o alimento vital do qual o ser humano necessita. Ou seja, de que adianta o progresso se não há qualidade de vida? A única medida mitigadora possível para este problema, na situação grave em que o consumo da água se encontra, foi misturar e fornecer à população uma água de boa procedência com outra de procedência pior, cuidadosamente tratada e controlada. Vejam a que ponto tivemos que chegar.
Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.

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