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Conheça o Amapá

Localização do Amapá

 

Localização: Extremo norte do país.

Área: 143.453,7 km2.

Relevo:
Planície com mangues e lagos no litoral; depressões na maior parte, interrompidas por planaltos residuais.

Ponto mais elevado: Serra do Tumucumaque (701 metros).

Principais rios: Amazonas, Jari, Oiapoque, Araguari, Maracá.
Vegetação: Mangues litorâneos, campos gerais, floresta Amazônica.

Clima: Equatorial.

Número de Municípios: 16 (janeiro/2010).

Habitante: amapaense.

 

 

 

Relevo do Amapá


O relevo predominante do Amapá se insere nas categorias dos pouco acidentados, pois 95% de seu território encontra-se abaixo de 300m de altitude. Nessa condição macro sua fisiografia abrange três regiões bem distintas de planície, baixo platô e maciço antigo, que se distribuem ordenadamente no sentido leste-oeste, descritos a seguir:

1. A planície, com cordões litorâneos e fluviais, indicativos da instabilidade de suas margens, estende-se do rio Oiapoque até as margens do rio Jari com fisionomia variável, apresentando terrenos baixos e alagadiços no litoral e nos baixos e médios cursos de rios. A planície litorânea, inundável nas cheias periódicas, caracteriza-se pela presença de mangues e lagoas.

2. Baixo platô, constituído pela formação Barreiras, representa uma cobertura dentrítica sobre rochas cristalinas, situada a oeste da planície litorânea, de Cunani até o Jari. Inclui uma combinação complexa de formas, subentendida por um tabuleiro regional composto por planos sub-horizontais interrompidos por vertentes declivinosas.

3. Maciço antigo é o domínio que apresenta maior variedade quanto ao grau de movimentação do relevo, resultando daí os desníveis abruptos e fortes, apesar da modéstia altimetria. Os pontos mais elevados do estado estão na serra do Tumucumaque, que atinge a cota de 700m de altitude e na serra Uassipein com 562m, apresentando ainda grandes extensões de colinas e morros dominados por cristais montanhosos representados pelas serras: Lombarda, Estrela, Agaminuara ou Uruaitu, Noucouru, do Navio, das Mungubas, da Pancada, do Iratapuru, do Acapuzal, Culari, Aru, entre outras.

Clima do Amapá


Predomina o clima equatorial úmido com temperatura e umidade relativa do ar médias elevadas, caracterizada por duas estações: inverno, de altas precipitações pluviométricas no período de janeiro a junho e a estação de verão, correspondente ao segundo semestre, com picos de seca nos meses de setembro e outubro quando as precipitações dominantes ficam abaixo de 60mm.

O regime pluviométrico apresenta grandes variações. No nordeste do estado, têm-se precipitações acima de 4.000 mm/ano, enquanto que nos extremos oeste e sul caem para 2.200 mm. A média anual de precipitação na capital do estado está acima de 2.500mm.

Em geral, o clima é influenciado pelos ventos da Corrente Sul Equatorial, com direção predominante nordeste. À medida que se aproximam do sul do estado tendem para as direções NE/E.

As temperaturas máximas observadas giram ao redor de 36ºC e as mínimas em torno de 20ºC, sendo a temperatura média anual de 26,1ºC com intervalo pequeno, variando de 24ºC (Tumucumaque) a 27ºC (litoral).

A umidade relativa média anual do ar aumenta de 80% no litoral para 90% no interior do estado e seus valores de máxima e mínima coincidem respectivamente com o inverno de precipitações pluviométricas elevadas e o período seco de verão.

Vegetação

A vegetação do Amapá, devido ao seu clima Equatorial Super-Úmido, apresenta-se sob forma de florestas riquíssimas, com variedade inumerável de vegetais.
Ela está dividida em:

- Floresta de Várzea, inundada apenas durante a cheia dos rios;

- Floresta de Terra Firme, não atingida pelas inundações;

- Campos que apresentam três aspectos: campos cerrados, campos inundáveis e campos limpos. No Amapá, em todos esses campos se pratica a criação de gados bovino e bubalino.

Ecossitema

Os campos de várzea, o cerrado, a floresta de várzea e o manguezal.

Segundos dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Amapá apresenta somente 1,2% da área de sua floresta alterada, apresentando decréscimo da taxa de desflorestamento em relação ao período 1991-1994. Esses índices, calculados através de analises de produtos sensoriais, encontram limitações metodológicas associadas à resolução e visibilidade das cenas e ao desconhecimento da realidade de campo. Entretanto, mostram a especificidade de um espaço territorial amazônico, onde várias experiências de uso e conservação sustentável da biodiversidade podem ser testados.

As unidades de conservação no Amapá, pelo seu domínio territorial, representam importante instrumento da política ambiental. O conjunto das unidades, sem contar com a recente criação do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, representa 18,8% da área total do Estado.

 

ECOSSISTEMAS PREDOMINANTES
DOMÍNIO TERRITORIAL HECTARES %
Floresta de Terra Firme 10.759.000 75,00

Campo de várzeas

1.678.400 11,7
Cerrado 932.400 6,5
Floresta de várzea 688.600 4,8
Manguezal 286.900 2,0
Soma 14.345.300 100

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO AMAPÁ
USO CATEGORIA DE MANEJO
ÁREA (ha)
01 PROTEÇÃO AMBIENTAL Parque Nacional do Cabo Orange (Federal)
398.000
    Estação Ecológica das Ilhas Maracá-Jipioca (Federal)
72.000
    Reserva Biológica do Lago Piratuba (Federal)
357.000
    Estação Ecológica do Jarí (Federal)
82.000
    Reserva Biológica do Parazinho (Estadual)
111
  USO SUSTENTÁVEL Floresta Nacional do Amapá (Federal)
412.000
    Reserva Extrativista do rio Cajari (Federal)
481.650
    Área de Proteção Ambiental do Curiaú (Estadual)
23.000

 

As unidades de conservação no Amapá, pelo seu domínio territorial, representam importante instrumento da política ambiental. O conjunto das unidades representa 18,8 % da área total do Estado.

OBS: -O Parque Nacional do Cabo Orange possui uma área total de 619.000 ha, sendo que 398.000 ha constitui a parte terrestre e 221.000 ha a parte marinha;

- A Estação Ecológica do Jarí possui uma área total de 227.126 ha, das quais 82.000 ha estão em terras do Amapá e 145.126 ha em terras do estado do Pará

- A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru foi criada pela lei nº 0392, de 11/12/97.

 

ÁREAS INDÍGENAS DE CONSERVAÇÃO
Área Indígena Galibi
6.689 ha
Área Indígena Juminã
41.601 ha
Área Indígena Uaçá
470.164 ha
Área Indígena Waiãpi
607.017 ha
Total
1.125.471 ha

 


Hidrografia

 

 

O Amapá possui uma bacia hidrográfica constituída de muitos rios que se destacam pela sua importância econômica. Os rios amapaenses na sua maioria desaguam no Oceano Atlântico. Dentre eles podemos citar:

Rio Araguari - Nasce na Serra do Tumucumaque e deságua no Atlântico. Este rio possui 36 cachoeiras entre as quais merecem destaque:- Cachoeira do Paredão onde fica a Hidroelétrica Coaracy Nunes, a qual fornece energia elétrica para grande parte do estado.

 

Cachoeira da Anta Pedras
Arrependido Mungubas
Arrependidozinho  

 

Rio Oiapoque - Destaca-se por servir de linha divisória entre o Brasil e a Guiana Francesa. Suas cachoeiras mais importantes são:

 

Goiabeiras Tacuru
Mananá Gran Rocho
Caimum  

 

Rio Pedreira - Tem importância histórica. Dele foram retiradas as pedras para construção da Fortaleza de São José de Macapá, forte que foi construído pelos escravos para defesa do Brasil contra os invasores estrangeiros.

 

Rio Gurijuba - Já foi considerado como rio mais piscoso do estado.


Rio Cassiporé - Muito rico em peixes.

 

Rio Vila Nova - Separa o município de Mazagão do município de Laranjal do Jarí. Nele se encontram jazidas de ferro e a Cachoeira Branca.

 

Rio Jari - Afluente da margem esquerda do rio Amazonas, separando o Amapá do estado do Pará. Nele encontram-se as cachoeiras:

 

Santo Antônio Maçaranduba
Cumaru Guaribas
Inajá Rebojo
Aurora Desespero

 

Rio Matapi - Banha o município de Santana e deságua em frente à Ilha de Santana.

 

Rio Maracapu - Banha uma das principais regiões castanheiras do estado.

 

Rio Amapari - Afluente do rio Araguari. É importante porque banha a Serra do Navio e é em seu leito que é lavado o manganês.

Os rios Amapá Grande, Flexal, Tartarugalzinho e Tartarugal Grande banham o município de Amapá e são ricos em peixes.

 

A bacia hidrográfica formada pelos rios Araguari e Amapari é a mais importante do estado, tanto pela sua contribuição na geração de energia, como pela aproximação do rio Amazonas.

 

Também merecem destaque, além dos rios, os inúmeros lagos e lagoas, como: Lago Grande, Lago dos Bagres, Lago Floriano, Lago do Vento, Lago dos Gansos, Lago Piratuba, Lago duas Bocas, Lago Novo, Lago Comprido, Lago do Vento, Lago Mutuca e outros.

A maioria dos lagos seca durante o verão, quando os peixes e as tartarugas descem para os lagos mais fundos ou para os rios mais próximos.

Na época das chuvas, os lagos enchem e são navegáveis e representam uma das potencialidades locais.

As quatro ilhas mais importantes são: Ilha do Bailique, ilha do Maracá, ilha de Jipioca e ilha de Santana.

A ilha do Bailique faz parte do arquipélago do Bailique.
Existem ainda ilhas de menor importância, como a Jipioca e a Juruá, a Ponta do Martim e a Ponta do Guará

O aproveitamento desse potencial, especialmente para o ecoturismo, deve ser feito em harmonia com a natureza; isto é, sem devastação. A pesca não deve ser feita no período da desova, para que os peixes não desapareçam. Os ovos de tracajás não devem ser tirados para que a espécie não desapareça.A utilização da natureza deve ser feita com cautela, para que todos possam ' dos seus benefícios.

 

 

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