Planos de saúde:
PL não pode retroceder conquistas dos consumidores
De acordo com a Pro Teste (Associação Brasileira
de Defesa do Consumidor) um projeto de lei não pode retroceder
as conquistas já feitas pelos clientes dos planos de saúde.
Por esse motivo, a Pro Teste está mobilizando a sociedade
a lutar contra o PL 4.076/01, do deputado Henrique Fontana (PT/RS)
que, após ser aprovado pela Comissão de Seguridade
Social e Família, está na Comissão de Constituição
e Justiça, de onde pode seguir para plenário.
Retrocessos
Conforme explica a Pro Teste vários pontos da proposta trazem
prejuízos aos consumidores e retrocessos ao que já foi
conquistado até agora. Um exemplo disso é o fim do
direito do consumidor de pagar a mais para poder ter o direito
de cobertura imediata, sem carência, do problema de saúde
que tiver ao contratar plano de saúde.
Além disso, a Pro Teste aponta que, se transformado em lei,
o projeto obrigará o doente a passar por junta médica
antes de ter aprovado o pedido de colocação de órteses
e próteses, por exemplo. Ainda segundo a Pro Teste, apesar
de trazer alguns benefícios para o consumidor - como a diminuição
da carência para a cobertura de doenças pré-existentes,
de 24 para 18 meses -, a maior parte dos dispositivos do projeto
de lei traz danos aos usuários.
Sociedade deve se mobilizar
Para que a proposta não seja aprovada pela Comissão
de Constituição e Justiça da Câmara
dos Deputados e continue tramitando, a Associação
está pedindo para que os consumidores encaminhem e-mails
e cartas aos parlamentares.
Em seu site, www.proteste.org.br, há uma lista com
os endereços eletrônicos dos deputados que fazem parte
da Comissão, além de um modelo de carta para ser
enviada aos parlamentares.
Novos procedimentos
Em relação aos novos procedimentos que os planos
de saúde devem cobrir desde o último dia 2, por determinação
da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Maria
Inês considera-os como um avanço para os consumidores,
que não precisarão mais recorrer ao SUS (Sistema Único
de Saúde) para certos tratamentos.
"Alguns planos de saúde já cobriam certos procedimentos,
sendo que muitos representam avanços conquistados pela medicina,
o que não pode ser barrado pelas empresas", finaliza
a Pro Teste.
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