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GERAL

08 de agosto de 2008

Produtores de feijão na Bahia lucram com safra de inverno

A estimativa da safra de grãos divulgada nesta quinta-feira (7) pela Conab indica que os produtores de feijão da Bahia têm motivos para comemorar o resultado do cenário atual. A colheita de inverno será 31,3% maior que no mesmo período do ano passado, assegurando uma produção de 253,5 mil toneladas. O clima favorável fez com que a produtividade da leguminosa no estado saltasse de 9,7 para 12,8 sacas de 60 quilos por hectare.

O plantio de feijão no inverno é uma aposta na região Nordeste. Enquanto outras regiões concentram o cultivo na primeira e segunda safra (da seca e das águas), cerca de 25% da produção nordestina ocorre na terceira fase do plantio. Com a entressafra no Centro-Sul, é o produto colhido no Nordeste, sobretudo na Bahia, que abastece as prateleiras dos supermercados do país em meados do segundo semestre.

“A produção de inverno neste estado funciona como termômetro de oferta e preços. O clima estável garantiu uma ótima safra”, explica o analista da Conab, João Ruas. Com o início da colheita nesta semana, e pico previsto para o final de agosto, Ruas afirma que o abastecimento do grão para os próximos meses está garantido.

Na Bahia há uma predominância de agricultores familiares, trabalhando em pequenas propriedades. “Na região de Ribeira do Pombal, por exemplo, os sítios têm em média 10 hectares”, explica Antônio José Silva, técnico rural da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola.

Remuneração - Os agricultores dos 14 municípios que formam a microrregião de Ribeira do Pombal, por exemplo, receberam na semana passada R$ 150 por saca. Com um custo de produção de R$ 66 por saca, o lucro para o agricultor é certo. “Comparado a outras culturas como milho e soja, o feijão foi o que garantiu melhor remuneração na safra atual”, diz Ruas.

De acordo com ele, o preço mínimo estipulado para o período 2008/09 deve estimular ainda mais o plantio do grão. Neste ciclo, o valor de referência assegurou ao produtor uma remuneração de R$ 48,42 por saca. Para a próxima safra, o governo reajustou o mínimo para R$ 80, um incremento de 65,2%.

Mais informações: www.conab.gov.br




 
 
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