Ministério Público Estadual faz inspeção no IAPEN
Danielly Salomão
Nesta semana, o Promotor de Justiça Pedro Leite, Titular da Promotoria de
Justiça com atribuições junto à Vara de Execuções Penais da Comarca de Macapá,
com o apoio da Polícia Militar, efetuou inspeção nas instalações e serviços do
Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN), cumprindo uma norma legal
inserida na Lei Orgânica Federal e Estadual do Ministério Público, e também na
Lei de Execução Penal, Lei Federal n. 7. 210/84.
Durante a inspeção, foram avaliadas as estruturas da cozinha, da escola, da
enfermaria e dos pavilhões provisórios e fechados.
A área da cozinha apresentou um estado regular, estando em fase de
aperfeiçoamento, pois, segundo o Promotor de Justiça, na última inspeção
realizada observou-se um esgoto aberto na área, além de água corrente pelo
local, e, nesta inspeção, não foi encontrado, mas a cozinha ainda precisa ser
melhorada.
Em passagem pela Escola Estadual São José (localizada no IAPEN), constatou-se
que o ambiente se encontra funcionando normalmente, pois havia paralisado suas
atividades em razão de um homicídio ocorrido no interior da escola, há cerca
de dois meses.
Durante a visita na enfermaria, segundo informações dos funcionários,
encontra-se razoavelmente bem, e está sob estudo avançado pelo Ministério da
Saúde, para que, de fato, se crie o Hospital Penitenciário, sendo este um
ganho para a população carcerária.
“Nos dois pavilhões provisórios que fiscalizamos, podemos comprovar, assim
como nos pavilhões fechados, uma situação precária, fora dos padrões
regulares, contendo vazamentos, lotação, falta de higiene, falta de
instalações elétricas, além de outras necessidades. Segundo os próprios
funcionários e servidores, os pavilhões F2 e F3 devem ser demolidos para serem
reconstruídos, estando numa situação quase para cair”, afirma Pedro Leite.
Além da questão estrutural, foram feitas entrevistas por uma equipe da
Promotoria de Justiça da Vara de Execuções Penais por todos os pavilhões,
inclusive na Penitenciária Feminina, a qual se encontra em situação razoável.
Em muitos casos, foram observadas questões relativas às progressões de regime
prisional “pendentes”, necessidades de assistência à saúde, e outras questões
processuais que foram devidamente registradas e serão avaliadas pela
Promotoria de Justiça.
Segundo o representante do MP-AP, o IAPEN não difere das demais penitenciárias
do Brasil, pois os investimentos que são feitos são muito pequenos e as
carências são grandes, sendo que a população carcerária do Estado excede o
número de vagas, pois hoje se encontra em torno de 1400 presos dentro do
Instituto, tendo a capacidade original somente para 750. “Portanto, não
podemos dizer que a Penitenciária cumpre seu papel na modalidade preconizada
pela Lei de Execução Penal, mas é a nossa realidade, hoje, e, com essas
visitas, tentaremos minimizar os problemas que foram observados nesta
inspeção, por meio de recomendações ou até mesmo ações judiciais”, declarou
Pedro Leite.
De acordo com o Diretor do IAPEN, Coronel Walcyr Santos, “a inspeção possui
extrema importância para o Instituto, pois assim apontam onde podemos
melhorar, e nosso objetivo é acertar sempre, e por ser um sistema complexo,
muito grande, temos problemas sim, e essas fiscalizações permitem que vejamos
a melhor maneira e em que condições podemos atender às necessidades
encontradas pelos apenados”.
Pedro Leite informa, ainda, que o Ministério Público irá fazer visitas
regulares no IAPEN, já que, às segundas, quartas e sextas-feiras, as
audiências de justificação e de monitoramento estão sendo realizadas na
própria Corregedoria do Instituto de Administração Penitenciária, de forma a
avaliar tanto sua estrutura como a situação processual dos internos.
Assessoria de Comunicação Social
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