Amapá é exemplo preservação para o Brasil, diz secretário
Isso serve de exemplo para a estratégia que o país está buscando que é
desenvolver com a floresta em pé, viva e intacta
O Amapá deve ser o exemplo de conservação e preservação de florestas intactas para que o governo brasileiro possa obter vantagens compensatórias para os estados amazônicos durante a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, na Dinamarca. A declaração é do Secretário de Desenvolvimento da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Alberto Lourenço.
“Isso fortalece a posição brasileira durante a cúpula, até porque, o Amapá é um exemplo, é um paradigma, de um estado que optou por conviver com suas florestas em pé e por desenvolver seu modelo específico de crescimento com essa premissa e isso é raro”, disse Alberto Lourenço. “O Amapá é o estado mais preservado da Amazônia e do país com 97% de sua área verde. Então, isso serve de exemplo para a estratégia que o Brasil está buscando que é desenvolver com a floresta em pé, viva e intacta”.
Fórum
Segundo o secretário de Desenvolvimento da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, a reunião de governadores da Amazônia Legal contribui decisivamente para fortalecer as propostas que estão sendo discutidas pelo governo federal.
“A partir do pronunciamento dos governadores da Amazônia a posição do Brasil vai se enriquecer, tornando-se de fato muito positiva para Copenhague”, disse Lourenço, ressaltando que após a última reunião em Palmas, os governadores apresentaram uma proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para incluir as florestas nos debates sobre a Amazônia, uma vez que o desmatamento das florestas tropicais é responsável por mais da metade das emissões de gases de efeito estufa emitidos pelo país.
De acordo com o secretário de planejamento do Amazonas, Denis Minev, o desmatamento contribui com 17% das emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração todas as florestas tropicais do mundo, mas a Amazônia é responsável por mais de 50% desses gases. “Não temos dúvida que para resolvermos o problema global de clima, é essencial ter algum tratamento as florestas tropicais”.
Alberto Lourenço afirmou que o Brasil vai levar para Copenhague uma proposta agressiva. “Vamos mostrar que é preciso incluir o carbono do desmatamento das florestas no balanço global de carbono em troca de benefícios que possam compensar os estados pelo não desmatamento”.
Compensações
Os governadores amazônicos estão propondo ao governo brasileiro que crie uma divisão entre fluxo e estoque. Uma espécie de fundo verde. Ou seja, a liberação de recursos para os estados que conseguirem evitar o desmatamento e para aqueles que nunca desmataram. “Entendemos que os estados não precisam desmatar primeiro para depois receber. Seria uma espécie de valorizar o estoque florestal que os estados dispõem”, informou Lourenço.
Emerson Renon
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