Vila de Sucuriju, no Amapá, recebe sistema de energia eólica
Modelo desenvolvido pela Universidade Federal de Campina Grande é considerado um dos mais avançados em energia eólica do País
O Governo do Estado do Amapá está desenvolvendo projetos na busca para obter energia alternativa, de preferência, por meio de um modelo bem mais barato. São investimentos que contam com o apoio do CNPq e do Ministério de Minas e Energia, e os primeiros resultados impressionam.
Na Vila de Sucuriju, no leste do Estado, ao longo da costa amapaense, onde o vento esbanja potência, está à esperança de substituir a geração termelétrica à diesel pela geração eólica, uma energia renovável e de baixo impacto ambiental.
O Ceará é considerado o Estado com maior quantidade de geradores de energia eólica. Por isso, empresas que investem em usinas eólicas se instalaram na região.
No Amapá, por enquanto, a experiência está em fase de teste. Mas o modelo desenvolvido por cientistas das Universidades Federais de Pernambuco e do Pará, é considerado um dos mais avançados em energia eólica do país. Cinco turbinas com capacidade de abastecer com energia 100 casas, ou até mil pessoas.
O investimento de quase R$ 3 milhões de reais começou a ser trabalhado a partir do segundo semestre de 2005. O novo sistema, um dos poucos em execução na América Latina, pode ser a saída do Estado para levar energia de qualidade e com respeito ao meio ambiente a regiões aonde a energia convencional dificilmente tem condições de chegar.
Os serviços são coordenados pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec). O desenvolvimento tecnológico faz com que a Setec trabalhe na elaboração de novos projetos, ou seja, o Amapá também encontrou no sol outra fonte de produção de energia.
“Quando o vento fica escasso, nós passamos a usar a energia fotovoltaica, que é a chamada energia solar, portanto, sempre teremos uma fonte de produção de energia limpa. A termelétrica só será ativada em última instância”, disse Aristóteles Viana, secretária da Ciência e Tecnologia.
Com isso, o Sucuriju, hoje, conta com três formas de produção de energia: eólica, solar e termelétrica. O novo sistema deve entrar em funcionamento assim que a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) fizer a substituição de todo o posteamento e da rede de alta tensão do vilarejo.
Emerson Renon
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