Produtores vivem expectativa de bons lucros na Expofeira
Venda de aves, suínos, criação de abelhas e outros produtos atraem público
A cada ano a Expofeira do Amapá atrai mais expositores regionais. Um bom exemplo é Lenilda Guimarães, proprietária da Granja Curuchito, localizada na Ilha de Santana. Dentro do espaço do Produtor Rural, ela trouxe para comercialização 70 frangos da raça Caipirão, 100 pintos, dois casais de marrecos, 37 suínos e ração. A expectativa é vender tudo até o final da feira.
Os animais atraem a atenção do público e dos consumidores. O empreendedor César Costa comprou um casal de marrecos, vinte pintos e mais ração. “Eu estava aguardando com expectativa o início da expofeira para verificar as novidades do setor rural. Tenho uma propriedade em Porto Grande e vou iniciar um experimento com a criação desses animais”, disse. César Costa elogiou o nível de organização da Expofeira este ano e a diversidade de animais em exposição e comercialização.
Lenilda Guimarães disse que os animais utilizam ração produzida utilizando sementes da região. É o caso do murumuru, buruti, tucumã, buçu, mucajá, casca da mandioca, milho, farelo de trigo, farinha de arroz, de carne e a soja. A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) expõe uma variedade de frutos que são transformados em ração.
Em um stand denominado de Indústria de Ração Regionalizada, o público pode acompanhar o preparo da ração. O alimento pode ser usado para porcos, peixe, frangos, pato, gado etc. A ração é balanceada com a mistura de vitaminas. O Rurap realiza assistência técnica aos produtores do interior. No stand o público pode visualizar máquinas como o triturador e o misturador de ração.
O produtor Dilberto do Socorro Rosa, de Tartarugalzinho, expõe uma colméia de abelhas africanizadas (resultado da mistura de abelhas da Europa e da África). No stand, o público recebe informações sobre o trabalho das abelhas, organização, modelos de caixa, demonstração de manejo da colméia, importância do mel como alimento e para a saúde e ainda das abelhas para a polinização da plantas. A orientação é dada pelo técnico da SDR, Sérgio Irineu. A partir desta segunda-feira, 26, estão agendadas visitas de alunos de escolas públicas para conhecer melhor o ambiente.
As abelhas africanizadas têm boa produção de mel. A média é de 48 a 50 litros de mel por caixa/ano. O que faz o mel ter uma boa qualidade e aceitação é o fato de ser totalmente orgânico. A Melipolicultura, criação de abelhas sem ferrão, também chama a atenção do público.
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