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GERAL

08 de janeiro de 2010

Governo quer priorizar desenvolvimento regional em locais com obras do PAC e da Copa

Da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo federal vai priorizar as áreas de infraestrutura e turismo na capacitação profissional dos beneficiários do Bolsa Família. Por meio do programa Próximo Passo, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e desenvolvido em parceria com outras pastas, esses beneficiários serão qualificados para trabalhar na execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de preparação para a Copa do Mundo.

Em entrevista na quarta-feira, (6) à Rádio Nacional da Amazônia, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, destacou que a prioridade do governo para este ano é dar mais atenção às “vocações e potencialidades de desenvolvimento regional”, nas regiões em que essas obras são realizadas.

A inserção desses profissionais é possível, acredita Patrus, a partir da devida capacitação dos beneficiários e da sensibilização das empresas executoras para a oportunidade de enriquecimento e desenvolvimento dessas regiões.

O ministro também destacou a integração do Bolsa Família a programas de apoio à agricultura familiar e ao microcrédito. “Não é um programa isolado, ele está inserido em um conjunto de ações do nosso ministério e do governo federal”, disse. Na avaliação dele, a principal meta desses programas é garantir a autonomia das famílias beneficiadas.

“Nós estamos sempre procurando vincular o nosso programa de maior presença no Brasil, que é o Bolsa Família, a esses programas emancipatórios, que possibilitam que as famílias atendidas possam ir caminhando com suas próprias pernas, encontrando melhores condições de trabalho, emprego e renda.”

Patrus também destacou o caráter estruturante do programa ao preservar vínculos e valores familiares, à medida que incentiva o ingresso no mercado de trabalho na própria região onde as famílias moram, sem que haja a necessidade de movimentos migratórios. “Uma família sem renda ou com renda muito abaixo das suas necessidades corre o risco de se desconstituir”, lembrou.

 


 
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