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GERAL

15 de janeiro de 2010

Pastoral da Criança da Diocese de Macapá convida para a Missa de Sétimo Dia da morte de Zilda Arns

            Dia 18 de janeiro, segunda-feira, às 18 horas, na igreja Jesus de Nazaré, na rua Leopoldo Machado, será celebrada a Missa de Sétimo Dia da morte da senhora Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, vítima do trágico terremoto do Haiti na noite do último dia 12. A coordenação da Pastoral da Criança da Diocese de Macapá convida as lideranças, voluntários, coordenadores paroquiais e toda a comunidade católica para a celebração em homenagem à médica pediatra, coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa.

A médica Zilda Arns Neumann esteve em Macapá em agosto de 2007 e cumpriu uma intensa agenda, incluindo a assinatura de convênios com o Governo de Estado e alguns municípios, a solenidade do título de Cidadã Macapaense dado a ela pela Câmara de Vereadores da Capital, reunião com líderes e pessoas voluntárias da Pastoral da Criança, encontro com os padres, freiras e com o bispo Dom Pedro Conti. Uma busca na internet mostra fotos inesquecíveis de dona Zilda ao meio do mundo. Uma das imagens mais divulgadas é a foto de Jader da Rocha que imortalizou a visita dela na vila do Mucajá, na orla de Macapá, cercada por crianças.

O bispo de Macapá Dom Pedro José Conti, que está no interior do Estado, lamentou profundamente a perda de Zilda Arns e disse a coordenação local da Pastoral da Criança que celebrará Missa Solene de primeiro mês de falecimento na catedral de São José. Padre Raul Matte, do Instituto dos Camilianos de Macapá, afirmou que deseja imensamente ir ao velório em Curitiba/PR, para se despedir da amiga. Ele também é paranaense, médico pediatra e ajudou a implantar a Pastoral da Criança na Diocese de Macapá, por incentivo da colega Zilda.

Maria Antonia Melo, atual coordenadora diocesana da Pastoral da Criança, informou que recebeu ligação da coordenação nacional na noite do terremoto e ficou muito triste com a confirmação da morte da doutora Zilda, com quem esteve no final do ano passado no encontro nacional em Curitiba/PR e sentiu de perto, mais uma vez, o profundo entusiasmo dela pelo crescimento dos trabalhos pastorais no Brasil e no exterior. Marineide Oliveira, que coordenou a Pastoral da Criança do Amapá por uma década, frisou que é uma perda irreparável e espera que o trabalho da querida Zilda Arns seja exemplo para todas as pessoas para que cresça a solidariedade, a transparência e a ét ica em nossa sociedade.

A vice-coordenadora diocesana da Pastoral da Criança, Leia Chaves Lobato, declarou em programa de rádio que dona Zilda era um exemplo de dedicação, espiritualidade e amor às crianças pobres e abandonadas. “Ela organizou ações de saúde que salvaram e salvam vidas de crianças em todos os cantos do Brasil e em dezenas de outros países, como o Haiti. O soro caseiro, a multimistura, o dia do peso, o acompanhamento das mães gestantes, a importância do leite materno e tantas outras iniciativas compõem a metodologia de trabalho que fazem verdadeiros milagres seguindo os ensinamentos do Evangelho de Cristo”, enfatizou.

“Estou consternada com a bruta morte da Doutora Zilda. Lembrei tanto, quando eu estava como coordenadora da Pastoral da Criança em Macapá, o quanto ela me incentivava e acreditava que tudo ia dar certo, que o trabalho ia crescer. Era uma mulher extraordinária e exímia comunicadora. Criou essa grande rede em defesa da vida e conseguiu transmitir e fazer com que todos abraçassem seu objetivo. Que Deus a tenha nos braços! E também dê força e coragem àquele pobre povo que está sofrendo tanto. Quando vejo as cenas da catástrofe, tenho vontade de colocar aquelas pessoas no meu colo. É triste”, escreveu Graça Penafort, jornalista e escritora, uma das primeiras co ordenadoras da Pastoral da Criança da Diocese de Macapá.

(Oscar Filho – Pastoral da Comunicação)


 

 


 
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