Obras
Moradores do Aturiá são cadastrados para trabalhar na construção do muro de arrimo
A Agência de Desenvolvimento do Amapá fez durante dois dias, o cadastramento de profissionais, residentes do Aturiá, para trabalhar nas obras. As vagas foram destinadas à carpinteiros, pedreiros e serventes.
Ruanne Lima (Jornal A Gazeta)
No início do mês de julho, o governo do Estado do Amapá assinou o termo liberação para as obras do muro de arrimo do Aturiá. A construção deve evitar deslizamentos, assoreamentos e, consequentemente, a destruição das casas construídas próximo à margem do Rio Amazonas. Em função do início das obras, a Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap), juntamente com a empresa responsável pela obra, a Meridional, fizeram durante dois dias o cadastramento de profissionais, residentes do Aturiá, para trabalhar nas obras. As vagas foram destinadas à carpinteiros, pedreiros e serventes.
Segundo a coordenadora do cadastramento dos trabalhadores, Lenira Barroso dos Reis, apenas no primeiro dia, cerca de 47 profissionais foram cadastrados. “Na verdade este foi um acordo feito entre o governo do Estado com a empresa Meridional, através da Adap, para destinar certa quantidade de vagas para os moradores do Aturiá. E nós fizemos uma parceria institucional com secretaria do trabalho, seguindo os parâmetros estabelecidos pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine). Quem irá selecionar os cadastrados será a empresa construtora” afirmou.
Lenira também destacou que esta ação é um grande avanço de crescimento, envolvendo sociedade civil, pública e privada. “Esta é a primeira vez que nós estamos fazendo uma ação descentralizada, trazendo o Sine para um bairro, tendo um número satisfatório de trabalhadores cadastrados, sendo qualificados dentro das categorias que eles querem”, disse. Na semana que vem os profissionais já serão selecionados.
Muro de Arrimo do Aturiá
Com investimento de R$ 3,5 milhões, serão construidos aproximadamente 1.100 metros de muro de arrimo para ajudar na contenção da água do Rio Amazonas, diminuindo drasticamente riscos de deslizamentos de encostas. O diretor-presidente da Adap, Robério Nobre, ressaltou que o recurso para a construção do muro está disponível na Caixa Econômica Federal. A contrapartida do Governo do Estado é de 50% do valor da obra.
Robério salientou que conforme os trabalhos avançarem as famílias com residências próximas às margens do Rio Amazonas serão atendidas com prioridade pelo programa técnico social do Governo do Amapá que prevê, entre outras coisas, o pagamento de aluguel temporário para essas famílias, até que sejam remanejadas definitivamente para áreas seguras.
A construção do muro de arrimo no Aturiá faz parte de um pacote de investimentos em obras estruturantes que o Governo elaborou para executar naquele bairro. O valor global é de R$ 15 milhões e envolve a construção do muro de arrimo e a edificação de 276 unidades habitacionais com infraestrutura urbana.
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