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8 de Junho

Aniversário da Confraria Tucuju nesta terça-feira
Há 14 anos, um episódio envolvendo o Mestre Pavão, figura tradicional do Marabaixo já falecida, motivou a criação da Confraria Tucuju. Durante o ciclo do Marabaixo, uma autoridade da Justiça Federal, recém-chegada ao Amapá, sentiu-se incomodada com o barulho dos festejos que entravam pela madrugada.

O juiz, que não conhecia as tradições locais, expediu um mandado de prisão contra Mestre Pavão, festeiro da ocasião. O delegado de plantão naquela noite, Aurino Borges, amapaense da gema, negou-se a cumprir a ordem.

O fato levantou debates nas esquinas da cidade, nos bares e locais de encontro dos amapaenses mais antigos, artistas e intelectuais. Considerada um desrespeito por muitos, a ordem judicial, aliada ao fato de ter sido expedida por alguém completamente alheio à história do estado, provocou uma reflexão em torno da necessidade de haver uma instituição que tivesse como foco a defesa e a difusão da cultura local.

Surgiu então a Confraria Tucuju, fundada oficialmente no dia 8 de junho de 1996. Uma casa de cultura sem fins lucrativos, que nasceu com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento do Amapá, a partir do respeito aos valores culturais do seu povo, atuando no sentido de preservar a cultura popular, incentivar a arte e fazer-se agente da história.

No último dia 2 de maio, a advogada Telma Duarte, presidente da entidade, foi reeleita para um mandato de quatro anos. Da diretoria anterior, apenas duas pessoas foram substituídas. “Nosso trabalho tem sido feito em consonância com os sócios, que são chamados e ouvidos sempre que as decisões mais importantes são tomadas. Os pioneiros dessa cidade são nosso maior patrimônio”, finaliza a presidente.

Comunicação Confraria Tucuju


 
 
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