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GERAL

15 de Junho

Bem-aventurados os pacificadores

O pecado deixou impregnado na essência humana a tendência de divisão, intriga, invejas, etc. Já no início da criação, houve um terrível homicídio entre irmãos, conflitos familiares e muitas tragédias
sociais devido ao afastamento do homem em relação a Deus. Nossa vida social sempre será medida pela nossa relação com Deus. Pessoas que, de fato, mantém um relacionamento com o Criador (o que não se limita a frequentar uma religião, seja ela qual for), sempre terão maiores possibilidades de desenvolverem bons relacionamentos entre seus semelhantes. O contrário também é verdadeiro. Quanto mais afastado o homem está de Deus, mais dificuldades terá em manter a paz com sua família, com seus amigos.

A morte de Jesus, dentre muitas outras bênçãos, veio possibilitar novamente a comunhão do homem com Deus e com o próximo. Um dos maiores benefícios de seu sacrifício é a restauração do homem na esfera de seus relacionamentos interpessoais. Então, porque há tanta guerra, tantos conflitos, tantas discussões inclusive em meios ditos cristãos?

Porque de fato ainda não se tem um entendimento profundo da cruz de Cristo, do quanto é agradável aos olhos do Criador que seus filhos vivam em comunhão, em harmonia.
Poucas pessoas se dispõem a promover a paz e muitas estão dispostas a fomentar a guerra. Vemos isso até mesmo quando programas que exaltam a briga e a confusão na televisão estão com os maiores índices de audiência. Apesar dessa realidade triste e lamentável, Deus ainda
procura pessoas que queiram ser promotoras da paz. Ele mesmo é a verdadeira paz. Para tanto, faz-se necessário uma busca constante da Sua presença, entender Seu coração, ouvir a Sua voz. Estar disponível para uma transformação na alma que só o Senhor pode fazer. Buscar a paz em meio a guerra, usar os lábios para abençoar diante de pessoas de lábios mentirosos e de mente "poluída", desejar paz àqueles que já declararam guerra contra nós, são alguns dos milagres que Deus pode e
quer fazer nos nossos dias a partir de nós.

Quando criança eu me envolvi numa briga de rua e cheguei em casa chorando. Havia batido e também apanhado de uma vizinha. Meu pai, de poucas palavras mas com uma sabedoria notável, me exortou diante da minha justificativa de que "ela havia me provocado primeiro". Ele disse firmemente: "Filha, quando um não quer, dois não brigam". Essas palavras ecoam até hoje em meu coração. De fato, há um versículo da Palavra de Deus que reforça essa verdade que diz: "Quanto depender de vós, tende paz com todos os homens".

Não sei se você convive com pessoas encrenqueiras, fofoqueiras e intrigueiras que adoram levantar contendas entre as pessoas. Deve ser muito difícil essa convivência. No livro de provérbios, o sábio Salomão registra que Deus odeia esse tipo de comportamento e essas pessoas receberão a recompensa. Imagine quantas pessoas já destruíram casamentos, amizades, empresas e até igrejas com sua língua afiada e maledicente! Então, é melhor decidir ser um(a) pacificador(a), evitar a convivência com aqueles que promovem a guerra e manter um relacionamento constante com Deus que nos enche de sabedoria para lidar com o nosso próximo, sendo um instrumento de Sua PAZ.

Pra. Adriana Garcia de Oliveira
OMEAP 352, DRT Mtb/AP 005/2001
Graduada em Teologia (SCEN)
Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo (UFMA)
Pós-graduada em Educação (Faculdade Atual)
adrianagarciaap@gmail.com

 


 
 
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