Bem-aventurados os pacificadores
O pecado deixou impregnado na essência humana a tendência de divisão,
intriga, invejas, etc. Já no início da criação, houve um terrível
homicídio entre irmãos, conflitos familiares e muitas tragédias
sociais devido ao afastamento do homem em relação a Deus. Nossa vida
social sempre será medida pela nossa relação com Deus. Pessoas que, de
fato, mantém um relacionamento com o Criador (o que não se limita a
frequentar uma religião, seja ela qual for), sempre terão maiores
possibilidades de desenvolverem bons relacionamentos entre seus
semelhantes. O contrário também é verdadeiro. Quanto mais afastado o
homem está de Deus, mais dificuldades terá em manter a paz com sua
família, com seus amigos.
A morte de Jesus, dentre muitas outras bênçãos, veio possibilitar
novamente a comunhão do homem com Deus e com o próximo. Um dos maiores
benefícios de seu sacrifício é a restauração do homem na esfera de
seus relacionamentos interpessoais. Então, porque há tanta guerra,
tantos conflitos, tantas discussões inclusive em meios ditos cristãos?
Porque de fato ainda não se tem um entendimento profundo da cruz de
Cristo, do quanto é agradável aos olhos do Criador que seus filhos
vivam em comunhão, em harmonia.
Poucas pessoas se dispõem a promover a paz e muitas estão dispostas a
fomentar a guerra. Vemos isso até mesmo quando programas que exaltam a
briga e a confusão na televisão estão com os maiores índices de
audiência. Apesar dessa realidade triste e lamentável, Deus ainda
procura pessoas que queiram ser promotoras da paz. Ele mesmo é a
verdadeira paz. Para tanto, faz-se necessário uma busca constante da
Sua presença, entender Seu coração, ouvir a Sua voz. Estar disponível
para uma transformação na alma que só o Senhor pode fazer. Buscar a
paz em meio a guerra, usar os lábios para abençoar diante de pessoas
de lábios mentirosos e de mente "poluída", desejar paz àqueles que já
declararam guerra contra nós, são alguns dos milagres que Deus pode e
quer fazer nos nossos dias a partir de nós.
Quando criança eu me envolvi numa briga de rua e cheguei em casa
chorando. Havia batido e também apanhado de uma vizinha. Meu pai, de
poucas palavras mas com uma sabedoria notável, me exortou diante da
minha justificativa de que "ela havia me provocado primeiro". Ele
disse firmemente: "Filha, quando um não quer, dois não brigam". Essas
palavras ecoam até hoje em meu coração. De fato, há um versículo da
Palavra de Deus que reforça essa verdade que diz: "Quanto depender de
vós, tende paz com todos os homens".
Não sei se você convive com pessoas encrenqueiras, fofoqueiras e
intrigueiras que adoram levantar contendas entre as pessoas. Deve ser
muito difícil essa convivência. No livro de provérbios, o sábio
Salomão registra que Deus odeia esse tipo de comportamento e essas
pessoas receberão a recompensa. Imagine quantas pessoas já destruíram
casamentos, amizades, empresas e até igrejas com sua língua afiada e
maledicente! Então, é melhor decidir ser um(a) pacificador(a), evitar
a convivência com aqueles que promovem a guerra e manter um
relacionamento constante com Deus que nos enche de sabedoria para
lidar com o nosso próximo, sendo um instrumento de Sua PAZ.
Pra. Adriana Garcia de Oliveira
OMEAP 352, DRT Mtb/AP 005/2001
Graduada em Teologia (SCEN)
Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo (UFMA)
Pós-graduada em Educação (Faculdade Atual)
adrianagarciaap@gmail.com
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