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17 de Junho

Tiroteio e correria
“Ira de vingança” termina em morte de inocente no bairro Santa Rita

Uma comerciante explica que um grupo de curiosos se formou na cabeceira da ponte no final da avenida Israel Marques Sozinho após os seis primeiros tiros. Os criminosos, que haviam fugido, retornaram para concluir o serviço

Carlos Lima (Jornal A Gazeta)

Uma comerciante que reside na avenida Israel Marques Sozinho, no bairro Santa Rita, conversou com a reportagem na manhã de ontem (16), mas pediu para não ser identificada. Segundo ela, um ato de covardia contra um adolescente conhecido por “Surfista” resultou em uma cena de horror na noite desta terça-feira (15). Movido pela “ira de vingança”, depois de ser espancado por um grupo rival, o jovem teria se armado e, algum minuto depois, voltado para matar um inocente a tiros e deixar outro gravemente ferido.

Katiane Pantoja do Espírito Santo, de 35 anos, que residia na avenida Fab 3153, perto da área onde ocorreram os primeiros tiros naquela noite, morreu por volta de 23h30 com um tiro na face. Outro transeunte conhecido apenas por Júnior também foi alvejado e se encontra internado no Hospital de Emergências de Macapá. Testemunhas disseram que quatro jovens movidos por vingança dispararam cerca de 13 tiros.  

A comerciante explica que um grupo de curiosos se formou na cabeceira da ponte no final da avenida Israel Marques Sozinho após os seis primeiros estampidos. Segundo ela, até então ninguém havia se ferido, e os jovens haviam fugido logo em seguida. No entanto, ninguém esperava que os atiradores retornassem depois de alguns minutos e desferissem nova rajada com direção à multidão.

Origem do tiroteio
“O rapaz que apanhou não mexia com ninguém. Ele estava passando por aqui pela rua, quando começaram a mexer com ele e a correr atrás dele. Depois de apanhar, ele conseguiu fugir para o final da avenida FAB. Na primeira vez que voltou armado, não acertou ninguém, mas na segunda pegou todo mundo no supetão”, conta a comerciante.    

Katiane estaria dormindo com o marido quando ouviu os tiros. Agitada pela curiosa juntou-se a outros moradores e decidiu ir olhar o que se passava. Todos comentavam sobre o ocorrido quando o tiroteio iniciou novamente. “Era gente correndo pra todo lado nessa ponte. Eu, quando ouvi, já me recolhi e fiquei dentro de casa. Mas o povo é curioso quer sempre saber se alguém morreu. Segundo esta moradora, a cerca de seis anos, um policial militar foi morto nesta mesma região. De lá para cá, a polícia não tinha registrado ocorrências de natureza grave.     

A vítima deixou seis filhos na orfandade. O tiro acertou a região do rosto e provocou a morte instantânea. O marido de Katiane estava dormindo quando a esposa foi baleada. Ele ficou bastante comovido e assustado ao receber a notícia trágica. A polícia já identificou alguns nomes e apelidos de pessoas suspeitas de envolvimento na batalha campal que resultou na morte de Katiane. Policias procuram um indivíduo conhecido por “Surfista”, que teria sido o pivô de toda a confusão. 

 


 
 
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