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GERAL

22 de Junho de 2010

Traição e desordem
Operação conjunta prende policiais envolvidos com organização criminosa 

Até o começo da tarde de ontem (21), nove pessoas haviam sido presas. De acordo com o delegado Celson Pacheco, do GTA, este número deve aumentar com o decorrer das investigações

Carlos Lima (Jornal A Gazeta)
Uma operação policial conjunta prendeu na madrugada da última segunda-feira (21) três policiais civis acusados de participação em crimes de roubo à mão armada, tráfico de drogas e de armas, furto qualificado, receptação e formação de quadrilha. O nome da operação foi escolhido em referência ao Deus “Seth”, que na mitologia egípcia representa a traição e a desordem. Segundo informações do promotor Flávio Cavalcante, a organização funcionava como uma empresa estável que contratava terceiros para executar os crimes.

Caça ao caçadores
As investigações duraram cerca de três meses e foram coordenadas pelo delegado Celson Pacheco, do Grupo Tático Aéreo (GTA) da Polícia Civil do Amapá, com auxílio do delegado Alan Moutinho, da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), e da Promotoria de Investigações Cíveis e Criminais (Picc) do Ministério Público Estadual. A operação contou com apoio operacional dos agentes da Unidade de Ações Táticas Especiais (Uate) e Batalhão de Operações Especiais (Bope). Nove mandados de busca e prisão começaram a ser cumpridos durante a madrugada em diversos bairros da capital.

Policiais civis
Entre os presos com mandados de prisão, estão três policiais civis, sendo dois agentes e um escrivão, que supostamente forneciam armas e facilitavam as ações criminosas da quadrilha que atuava principalmente em roubos e furtos a residências e estabelecimentos comerciais de Macapá. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Macapá. Com a quadrilha foram encontrados celulares, computadores, jóias, 72 modems de internet, equipamento de arrombamento, além de objetos das vítimas

A polícia também apreendeu um veículo Pálio de placa HBM 3546, que vinha sendo utilizado em assaltos, bem como armas de fogo e vários objetos roubados. Uma equipe de 20 policiais do Bope trabalharam em conjunto com a Polícia Civil. Segundo o delegado Celso Pacheco, o número de presos deve aumentar no decorrer das investigações. Até o começo da tarde de ontem, viaturas do Bope ainda estavam em campo a fim de cumprir outros mandados de prisão. Uma coletiva de imprensa marcada para hoje na Picc deve esclarecer dúvidas sobre o caso e revelar mais detalhes da investigação. (Colaborou Dione Amaral/Ascom-MP).


 
 
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