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GERAL

29 de Junho de 2010

Violência
Combate ao bullying nas escolas vira Projeto de Lei no Amapá

O Programa de Combate ao Bullying determina que as vítimas das agressões, ou mesmo quem presenciou o ato de violência, pode denunciar à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania

Ruanne Lima (Jornal A Gazeta)

Foi-se o tempo, em que o universo infantil era caracterizado exclusivamente pela inocência, ingenuidade e ausência de maldade. Quem pensa que isso não mudou sente um baque cada vez que notícias sobre bullying aparecem na mídia. Não é de hoje que tem se falado e alertado a sociedade sobre esse assunto. Este termo é utilizado para descrever os atos de violência física ou psicológica praticado contra qualquer pessoa. O nome ficou conhecido, principalmente, por se referir aos abusos cometidos dentro dos ambientes escolares. Estima-se que em todos os países do mundo cerca de 5% a 35% de crianças e jovens em idade escolar estejam envolvidas, de alguma forma, com atos de violência moral nas escolas.

Aqui no Estado do Amapá, a preocupação com o bem estar dos estudantes está sendo defendido em um Projeto de Lei. O Programa de Combate ao Bullying determina que as vítimas das agressões, ou mesmo quem presenciou o ato de violência, pode denunciar à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Desta forma, será realizada a instauração do processo administrativo para que assim o caso possa ser apurado e determinado as devidas soluções. Também está determinado pelo projeto que as escolas deverão montar uma equipe multidisciplinar, com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários, para realizarem programações que orientem e trabalhem com a prevenção. O Projeto será votado na Assembléia.

O bullying acontece entre jovens e crianças de todas as classes sociais e não está restrito a nenhum tipo determinado de escola. Por violência moral, entendem-se maus-tratos, opressão, intimidação e ameaças que ocorrem de forma intencional e repetida. Isso inclui gozações, apelidos maldosos e xingamentos que magoam profundamente a criança e pode causar sérios prejuízos emocionais, como perda de auto-estima e exclusão social.

A aluna M. F., de 14 anos, disse que já foi uma das vítimas dos atos de crueldade praticados pelos seus companheiros de sala de aula. “Eu sempre fui a mais gordinha da sala, e lógico que sempre ouvia aquelas piadinhas de gordo e todos riam de mim. As pessoas pensam que isso é normal, mas não fazem idéia do quanto machuca e desanima a gente. A situação era tão chata, que chegava ao ponto de algumas meninas me excluírem dos grupos que as professoras mandavam formar, e eu acabava fazendo os trabalhos sozinha. Mudei de escola neste ano, a situação mudou um pouco, mas sempre tem alguém de faz uma gracinha vez ou outra”, contou.


 
 
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