Novas opções & avanços pra tratamento de diabetes!
Encerrado neste final de semana, em São Paulo-SP, no hotel Tivoli
Mofarrej, o 12o. Curso Avançado em Tratamento do Diabetes, realizado
pela UNIFESP, disciplina de Endocrinologia, novas perspectivas e
amplos debates entre clínicos, endocrinos, cardios e demais
especialidades médicas afins trouxeram muita luz às questões diárias
da prática clínica e grandes oportunidades de troca de experiências.
Algumas classes de medicamentos orais, antes considerados
utilizáveis APENAS para os casos de diabetes tipo 2, ultimamente vem
sendo considerados vantajosos e benéficos para os diabéticos tipo 1
também. Estudos clínicos, ou "trials"(do Inglês), apontam para aumento
da sensibilidade a ação das insulinas as classes dos glitazonas( ex.
rosiglitazona) e, principalmente os inibidores da enzima intestinal
dietilpeptil peptidase 4 ( DPP-4).
Nessa última classe, houve destaque nos resultados em relação à
SITAGLIPTINA, tanto isoladamente quanto em associação com a conhecida
metformina. O laboratório Merck Sharp Dome(MSD), já obteve aprovação
dos principais órgãos reguladores de vigilância em saúde; EMEA
(Comunidade Européia), FDA (Estados Unidos) e ANVISA (Brasil), com
perfil de tolerância e segurança muitos bons, nos mais de 15 milhões
de usuários do medicamento ao redor do planeta!
Além dos benefícios acima, seu mecanismo de ação diferenciado,
ainda protege contra a temida hipoglicemia e tende a favorecer a
redução de peso, um problema a menos pra quem tem diabetes mellitus
tipo 2 (DMT 2).
Novas abordagens, tanto diagnósticas quanto terapêuticas, para a
neuropatia diabética, complicação presente em mais de 60% desses
pacientes, também sugere ser uma "luz ao final do túnel", pois a
descoberta e lançamento do ACIDO TIÓCTICO( Merck Serono), em doseúnica diária, com seu papel anti-oxidante (além de ativador da
circulção e restauração neuronal), o tratamento e controle de dor,
perda neuronal e amputações pareceu bastante promissor. As
experiências clínicas européias tem sido confirmadas com a prática
clínica brasileira,e a associação de outra medicação específica, com
mecanismo de ação diferente, também é opção viável .
Na insulinoterapia, houve muito destaque em relação aos novos
análogos desse hormônio pancreático, que apresentam diferenças e
superioridades incomparáveis, quando observados os resultados em
grupos-controle de diabéticos que usam a convencional insulina
NPH(vários fabricantes). Comprovações de trabalhos de pesquisa com
milhares de pacientes, em países e continentes diferentes, demonstram
claramente a GLARGINA (Sanofi-Aventis) COMO O "GOLD STANDARD"(= padrão
ouro) nessa modalidade terapêutica; seja isolada ou em associação com
insulinas nos esquemas basal-plus ou basal-bolus, ou ainda com
anti-diabéticos orais dessas novas classes...
Os SICs, isto é, sistemas de infusão contínua de insulina, com as"bombas inteligentes"(smart pumps), que vem ligadas aos sensores de
hipo e hiperglicemia já respondem por até um terço(30%) de pacientes
assim conduzidos em alguns países estrangeiros. Praticidade,
liberdade, melhor controle metabólico e segurança, tanto na criança
quanto em gestantes, apontam para o uso cada vez mais frequente desses
recursos tecnológicos!
Sempre bom lembrar que o tratamento é e deverá permanecer como algo
individualizado, personalizadop; somente seu médico poderá
avaliá-lo(a), reavaliá-lo(a) e optar por essas ou outras abordagens
clínicas menos convencionais.
Muita saúde para todos(as) nós!!!
DR. Adivaldo V.B. de Oliveira Jr. (MD, PhD c)
CRM-AP 565
Serv. de Endocrino do HES/ GEA
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