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2 de maio de 2010

Novas opções & avanços pra tratamento de diabetes!

Encerrado neste final de semana, em São Paulo-SP, no hotel Tivoli Mofarrej, o 12o. Curso Avançado em Tratamento do Diabetes, realizado pela UNIFESP, disciplina de Endocrinologia, novas perspectivas e amplos debates entre clínicos, endocrinos, cardios e demais especialidades médicas afins trouxeram muita luz às questões diárias da prática clínica e grandes oportunidades de troca de experiências.
Algumas classes de medicamentos orais, antes considerados utilizáveis APENAS para os casos de diabetes tipo 2, ultimamente vem sendo considerados vantajosos e benéficos para os diabéticos tipo 1
também. Estudos clínicos, ou "trials"(do Inglês), apontam para aumento da sensibilidade a ação das insulinas as classes dos glitazonas( ex. rosiglitazona) e, principalmente os inibidores da enzima intestinal
dietilpeptil peptidase 4 ( DPP-4).

Nessa última classe, houve destaque nos resultados em relação à SITAGLIPTINA, tanto isoladamente quanto em associação com a conhecida metformina. O laboratório Merck Sharp Dome(MSD), já obteve aprovação dos principais órgãos reguladores de vigilância em saúde; EMEA (Comunidade Européia), FDA (Estados Unidos) e ANVISA (Brasil), com perfil de tolerância e segurança muitos bons, nos mais de 15 milhões de usuários do medicamento ao redor do planeta! Além dos benefícios acima, seu mecanismo de ação diferenciado, ainda protege contra a temida hipoglicemia e tende a favorecer a
redução de peso, um problema a menos pra quem tem diabetes mellitus tipo 2 (DMT 2).

Novas abordagens, tanto diagnósticas quanto terapêuticas, para a neuropatia diabética, complicação presente em mais de 60% desses pacientes, também sugere ser uma "luz ao final do túnel", pois a
descoberta e lançamento do ACIDO TIÓCTICO( Merck Serono), em doseúnica diária, com seu papel anti-oxidante (além de ativador da circulção e restauração neuronal), o tratamento e controle de dor,
perda neuronal e amputações pareceu bastante promissor. As experiências clínicas européias tem sido confirmadas com a prática clínica brasileira,e a associação de outra medicação específica, com
mecanismo de ação diferente, também é opção viável .

Na insulinoterapia, houve muito destaque em relação aos novos análogos desse hormônio pancreático, que apresentam diferenças e superioridades incomparáveis, quando observados os resultados em
grupos-controle de diabéticos que usam a convencional insulina NPH(vários fabricantes). Comprovações de trabalhos de pesquisa com milhares de pacientes, em países e continentes diferentes, demonstram
claramente a GLARGINA (Sanofi-Aventis) COMO O "GOLD STANDARD"(= padrão ouro) nessa modalidade terapêutica; seja isolada ou em associação com insulinas nos esquemas basal-plus ou basal-bolus, ou ainda com anti-diabéticos orais dessas novas classes...

Os SICs, isto é, sistemas de infusão contínua de insulina, com as"bombas inteligentes"(smart pumps), que vem ligadas aos sensores de hipo e hiperglicemia já respondem por até um terço(30%) de pacientes
assim conduzidos em alguns países estrangeiros. Praticidade, liberdade, melhor controle metabólico e segurança, tanto na criança quanto em gestantes, apontam para o uso cada vez mais frequente desses
recursos tecnológicos! Sempre bom lembrar que o tratamento é e deverá permanecer como algo
individualizado, personalizadop; somente seu médico poderá avaliá-lo(a), reavaliá-lo(a) e optar por essas ou outras abordagens clínicas menos convencionais.

Muita saúde para todos(as) nós!!!

DR. Adivaldo V.B. de Oliveira Jr. (MD, PhD c)
CRM-AP 565
Serv. de Endocrino do HES/ GEA

 


 
 
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