Doença falciforme
Especialistas interagem em treinamento para melhorar atendimento
A Doença falciforme é a genética mais comum na população brasileira. Ela é transmitida aos filhos pelo pai e pela mãe através dos genes.
Anselmo Wanzeller (Jornal A Gazeta)
Encerra hoje (14), o curso de Alterações Ortearticulares e Úlceras da Perna na Doença Falciforme realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)no auditório do Cerest. O treinamento, que tem o objetivo de formular estratégias para a promoção da interação entre diferentes profissionais de saúde na atenção a doença falciforme, é ministrado por um especialista da Bahia.
De acordo com o coordenador do Programa de Atenção as pessoas com Doença Falciforme da Sesa, Jorge Maciel dos Santos, o público alvo são médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, serviço social e técnicos da Saúde. “Todos que participam do curso são pessoas especialistas que atuam diretamente no atendimento à pessoas com a doença e equipes multiprofissionais. A atenção básica, média e de alta complexidade devem ser dadas as pessoas com a doença e disso os especialistas estão cientes”, explica.
A capacitação tem ainda a presença de representantes dos profissionais técnicos, Silma Melo do Programa de Política Nacional de Atenção Integral as Pessoas com Doença Falciforme e Carmem Solange da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.
Doença falsiforme
É genética mais comum na população brasileira. Ela é transmitida aos filhos pelo pai e pela mãe através dos genes, que são elementos celulares que têm a informação sobre a formação do corpo. Eles podem sofrer mutação e transmitir a informação diferente.
Úlceras de perna
Segundo os especialistas, as úlceras de perna estão presentes em 8 a 10% dos portadores de doença falciforme, principalmente após a primeira década de vida. Estas úlceras ocorrem geralmente no terço inferior da perna, sobre e ao redor do maléolo medial ou lateral, ocasionalmente sobre a tíbia ou dorso do pé. Setenta e cinco por cento dos pacientes são portadores do genótipo SS.
A etiologia pode ser traumática por contusões ou picadas de insetos ou espontânea por hipóxia tissular por crises vaso-oclusivas crônicas. São lesões de tamanho variável, com margem definida, bordas em relevo e base com tecido de granulação. Elas são resistentes à terapia, podendo permanecer por meses ou anos. O diagnóstico diferencial deve ser feito com veias varicosas, diabete e doença colagenosa vascular.
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