Esgoto a céu aberto
Semam intensifica fiscalizações de fossas negras em vias públicas
A Lei Ambiental do Município de Macapá nº 948/98, proíbe o despejo de água proveniente de pontos comerciais, bares, restaurantes e residenciais, em vias públicas.
Ruanne Lima (Jornal a Gazeta)
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) iniciou esta semana, a intensificação das fiscalizações das fossas negras, frequentemente identificadas nas vias públicas de Macapá. A área comercial, e a Região Sul da cidade, são as localidades em que mais se encontram esgotos a céu aberto. Além do mau cheiro que causa o desconforto das pessoas que passam por estes locais, a água parada pode causar diversos problemas à saúde dos pedestres e trabalhadores que tiverem contato, como a Hepatite B.
A Lei Ambiental do Município de Macapá nº 948/98, proíbe o despejo de água proveniente de pontos comerciais, bares, restaurantes e residenciais, em vias públicas. O descumprimento da lei resulta em multa, que pode variar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. Segundo o secretário municipal do meio ambiente, Adrian Castelo, as vistorias não têm o intuito de repreensão, mas sim de conscientizar e educar. Toda via, há casos de extremo descumprimento da lei, que precisam ser autuados.
As fossas sépticas são uma das soluções para evitar a poluição proveniente do esgoto a céu aberto. Refere-se a uma fossa de fibra de vidro, de baixo peso e totalmente vedada, destinada por seu formato e divisões internas, utilizada para tratar a matéria fecal antes de ser lançada na rede de esgoto público ou nas fossas negras. “O objetivo é orientar os proprietários destes estabelecimentos, para que eles utilizem fossas sépticas e sumidouros, para não poluírem a cidade”, afirmou Castelo.
Na Rua Cândido Mendes, muitas pessoas têm reclamado da água que fica empoçada, junto ao meio-fio, que muitas vezes é jorrada pelos esgotos, provenientes de edifícios que ficam nesse perímetro. Algumas pessoas afirmam que o maior causador desse transtorno é o hotel, que fica localizado nessa rua, por ter o encanamento do esgoto direto para a via pública.
Neuza Costa do Socorro Amanajás, administradora do hotel há mais de um ano, rebate às acusações e diz que o estabelecimento não é o único causador dos danos, pois vários empreendedores ocupam o mesmo edifício. “Aqui neste prédio tem lojas, moradores, depósitos, e o hotel ocupa apenas oito salas e agora nós não temos nenhum hóspede. Nós não temos culpa de nada, não existe isso”, alegou.
A administradora ainda diz que o encanamento já foi arrumado, mas quebrou de novo. “Eu já pedi para as proprietárias do edifício convocarem uma reunião para discutir este problema, mas ninguém parece ligar. Nós também estamos perdendo vários hóspedes por conta disso”, reclamou.
Foto: Ruanne Lima/a Gazeta
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