Três invadem distribuidora na Duca Serra e deixam reféns amarrados
O assalto ocorreu por volta das 18h30, após a saída dos funcionários. As vítimas não souberam informar se os meliantes fugiram de carro ou de moto
Carlos Lima (Jornal A Gazeta)
Três homens, ainda não identificados, assaltaram uma distribuidora situada no km 9 da rodovia Duca Serra no início da noite de terça-feira (16). Armados com revólver, eles renderam os três filhos do casal de empresários e deixaram todos trancados em uma sala com as mãos e pés atados. Os meliantes fugiam sem deixar rastros, levando jóias, celulares, dinheiro e objetos eletrônicos. A Polícia Militar foi acionada, esteve no local, mas ninguém foi preso até o final da tarde de ontem (17). Um funcionário informou que o portão estaria semiaberto e facilitou a invasão dos assaltantes.
Eles invadiram o prédio por volta de 18h30, renderam as vítimas com arma de fogo e caminharam até o escritório à procura de um suposto cofre que continha dinheiro e cheques. O assalto ocorreu após a saída dos funcionários. Pelo interfone, uma pessoa confirmou que não havia ninguém trabalhando no momento do roubo. Segundo ela, a empresária, que pediu para não ter o nome divulgado, ficou bastante abalada com a violência dos marginais. Há informações não oficiais de que parte da ação foi gravada por uma câmera de segurança. As imagens estariam em poder da polícia judiciária. A proprietária da distribuidora não foi encontrada pela manhã para falar sobre o assunto.
Segundo informações da polícia, os bandidos se mostraram calmos como se conhecessem o funcionamento da empresa. Depois de roubar uma bolsa contendo dinheiro e alguns objetos de valor, eles colocaram tudo em sacolas e fugiram a pé até a rodovia, como se nada tivesse ocorrido. O prédio da distribuidora fica há cerca de 50 metros do portão de entrada. O muro tem aproximadamente 3 metros de altura. Há suspeitas de que eles tenham embarcado em um veículo que estava estacionado às proximidades. Pela manhã, um funcionário informou que o trânsito de pessoas e veículos no lugar é constante, por isso o portão não fica permanentemente trancado. “O acesso é fácil”, disse ele.
“É possível que essas informações sobre a distribuidora tenham sido obtidas através de algum funcionário, ex-funcionário, parentes da vítima ou até mesmo de pessoas que fizeram visitas procurando emprego”, explicou um policial militar. Antes de fugir, os bandidos deixaram os três filhos dos empresários amarrados e trancados em uma sala. As vítimas não souberam dizer se os bandidos fugiram a pé ou embarcaram em algum veículo. Até o fechamento desta matéria, os criminosos não haviam sido presos.
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