Operação Mãos Limpas
Três dos 12 já liberados pela justiça chegam a Macapá
Foram os primeiros a desembarcar em Macapá após o ministro do STJ expedir alvará de soltura
Domiciano Gomes (Jornal A Gazeta)
O empresário Francisco Odilon, juntamente com o presidente da Federação dos Conselhos de Segurança, José do Espírito Santo, e mais o servidor público Ruy Santos Carvalho Tork, foram os primeiros a desembarcar em Macapá após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, expedir alvará de soltura para 12 dos 18 presos durante a “Operação Mãos Limpas”.
O alvará foi expedido na terça-feira (14). Odilon, Ruy Tork e José do Espírito Santo desembarcaram ontem (15) à tarde no Aeroporto Internacional de Macapá, às 15 horas e 50 minutos, em vôo comercial. O empresário foi o único a se manifestar sobre operação e as prisões realizadas em Macapá na última sexta-feira (10).
Odilon parabenizou o trabalho da Polícia Federal. Disse ter sido bem tratado e atribuiu a prisão a denúncias realizadas por adversários inconformados com a perda de licitações.
“Respondi cerca de 10 ou 12 perguntas referentes aos meus contratos de licitação. Já enviei todos os documentos solicitados pela justiça e estou tranquilo. Tenho uma história de vida aqui e me considero um amapaense”, disse, afirmando também que vai continuar colaborando com as investigações.
Já o presidente da Federação dos Conselhos de Segurança e o servidor Ruy Tork evitaram dar qualquer declaração.
Segundo informações obtidas por a Gazeta, os demais beneficiados pelo alvará de soltura, ente eles a ex-primeira dama do Estado, Marília Góes, decidiram permanecer em Brasília ou retornar a Macapá na madrugada dessa quinta-feira, exatamente para evitar o assédio da imprensa.
O ministro João Otávio Noronha decidiu prorrogar a prisão temporária do governador, Pedro Paulo Dias (PP), do ex-governador Waldez Góes (PDT), do presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio de Miranda Coelho, do secretário de Segurança, Aldo Alves Ferreira, do empresário Alexandre Gomes, e do ex-secretário de Educação, José Santos Bittencourt.
A prorrogação da prisão temporária dos suspeitos foi motivada por “fatos novos” surgidos durante a investigação que reforçam a suspeita de envolvimento dos acusados com o suposto esquema de desvio de recursos.
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