Jornal Evangélico
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GERAL

5 e 6 de Setembro de 2010

“Cala a boca”
Emissora filiada à TV Record é alvo de atentado

A Polícia Civil do Amapá abriu, ontem (4), inquérito para investigar o atentado contra a emissora TV Marco Zero, filiada à TV Record, na rua Santos Dummont no bairro do Muca. Segundo funcionários, três homens armados renderam o agente de portaria por volta de 20 horas. Eles invadiram o prédio pela porta da frente, fizeram sete reféns, em seguida atearam fogo na sala do superintendente Dalto Martins. A polícia espera descobrir quem era o alvo dos criminosos. A diretora financeira e um segurança foram agredidos.

A Polícia Técnico-científica (Politec) esteve no local durante toda a manhã de ontem fazendo a perícia na sala carbonizada. Foram perdidos vários documentos importantes, além de móveis e eletrônicos. A diretoria levou o caso, também, à Polícia Federal. A emissora afirmou, em nota, que reféns foram espancados e jogados, uns sobre os outros, na sala de redação. A polícia concluiu que não se trata de assalto, mas sim de um atentado. De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Ernani Soares, nada foi levado do prédio.

Os passos
Por volta de 20 horas, um carro estacionou em frente ao prédio da TV Marco Zero. Três pessoas bem vestidas desceram e se dirigiram ao portão de acesso. O agente de portaria disse que aguardava receber um grupo de pastores que assiduamente entregava fitas com gravações de programas evangélicos sempre neste horário. Em uma breve conversa com o agente, um dos criminosos citou o nome de um funcionário da emissora e em seguida, ao invés de se identificar, sacou o revólver da cintura e disse "meu nome é esse aqui", apontando para o rosto do funcionário. Com violência, o grupo passou pela recepção até o estúdio de jornalismo, onde encontrou seis pessoas, entre elas dois servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP). A ordem foi para que todos ficassem calados e de cabeça baixa.

Política de retaliação
A TV Marco Zero também divulgou em nota que "aos gritos, os bandidos diziam aos funcionários que uma empresa de jornalismo não deveria se envolver com política. Os dois funcionários do TRE-AP foram tratados com violência. A liberdade de imprensa está sendo cerceada a bala, o grupo de jornalistas que faz parte da Record Macapá está indignado”, diz parte da nota divulgada tentando ligar o atentado a questões políticas, o que não foi confirmado pela polícia.

TV Marco Zero
"A população vê e acredita neste meio de comunicação, como uma forma de denunciar e expor seus problemas do cotidiano. No entanto, este fato não irá calar o nosso jornalismo, tampouco, irá nos fazer recuar no que diz respeito ao compromisso com a verdade. É lamentável, que em uma cidade aparentemente pacata, ainda exista pessoas desta natureza, capazes de barbaridades imaginando que a voz do Amapá será calada. Repudiamos este ato violento, realizado por bandidos que a mando de mentores intelectuais, insanos, imaginam que não existe mais justiça nesse país", diz a nota.

 

 


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