Escassez
Falta combustível na cidade e preço volta a subir
Filas de veículos se formaram nos postos da cidade por causa da escassez do produto
Gilberto Pimentel (Jornal A Gazeta)
Quem precisou abastecer o veículo, ontem (6), teve que ter muita paciência. À tarde, apenas dois postos ainda tinham gasolina nos estoques. Os motoristas esperaram até uma hora para chegar à bomba. Há pelo menos dois dias, a gasolina começou a ficar escassa em Macapá. Os motivos ainda são incertos. Certeza mesmo, só a de que quem tem carro flex ou a álcool é que está tranquilo.
Há quem diga que o problema foi ocasionado porque a Petrobras e a Texaco, duas das maiores distribuidoras de combustíveis do país, não teriam gasolina para abastecer o mercado amapaense. Porém, Francisco Regis Oliveira Nunes, empresário do setor no Estado, disse que o motivo pode ter sido a contaminação do último carregamento que veio de Belém até o Amapá. Segundo ele, quando foi detectado que o combustível não estava apto ao consumo, o produto teve que retornar para troca, o que ocasionou o desabastecimento nos postos. “Isso é uma irresponsabilidade. A maioria dos postos de Macapá e Santana utiliza combustíveis Petrobras e a empresa não tem um depósito no Estado. É isso que acontece quando dá algum problema. Quem sente é a população”, disse.
Reajuste
Francisco Regis disse ainda que quando o abastecimento de gasolina for normalizado, o consumidor terá que pagar um pouco mais na hora de abastecer o tanque. Em média, de acordo com o empresário, tanto o álcool quanto a gasolina sofrerão reajuste de R$ 0,02. O aumento teria sido feito na última quinta-feira (2). “O consumidor não percebeu porque a gasolina que ainda é encontrada está com preço antigo. Quando chegar o estoque novo, o preço será maior”, finalizou.
A previsão dos empresários é que o abastecimento seja normalizado ainda hoje. Por conta do feriado de 7 de Setembro, muitos acreditam que será mais um dia de filas e muita espera nos postos. “Eu tenho percebido que isso está acontecendo desde a última sexta-feira. E, certamente, só vai ser regularizado na próxima quinta”, disse o jornalista Marco Antônio Araújo, que passou 40 minutos na fila de um posto.
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