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9 de Setembro de 2010

Pesquisa sobre aleitamento materno é premiada no Amapá

A identificação dos fatores que predispõem ao abandono do Aleitamento Materno Exclusivo (AME) é o tema da pesquisa premiada em primeiro lugar, entre seis trabalhos apresentados, no Primeiro Encontro sobre Alimentação e Nutrição do Amapá, realizado nos dias 30, 31/08 e 01/09, no teatro do Sesi. A nutricionista Andreza Maria do Rosário Silva fez a exposição dos dados à banca examinadora, presidida pelo doutor Nivaldo Pinho, do Instituto Nacional do Câncer (inca).

O artigo científico, que alcançou o primeiro lugar, foi elaborado a partir da monografia de conclusão de curso das nutricionistas Helenice Peres Barbosa, Servidora Federal, e Andreza Maria do Rosário Silva, da Fundação da Criança e do Adolescente (Fcria), orientadas pela nutricionista e professora mestra Belmira Silva Faria Souza, da Faculdade Seama. As vencedoras receberam certificado de destaque, notebook, livros científicos de Nutrição, entre outros prêmios e incentivos para publicação.

O resumo da pesquisa enfatiza que o leite materno é a primeira fonte alimentar natural, que fornece todos os nutrientes que o bebê necessita para se tornar adulto saudável, por isso o estudo teve por objetivo identificar os fatores que predispõem ao abandono do Aleitamento Materno Exclusivo (AME) até o sexto mês de vida.

A Pesquisa foi realizada em uma comunidade do bairro Marco Zero, zona sul de Macapá, e envolveu 56 famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança da Diocese de Macapá. O critério de inclusão foi o das mães que não fizeram aleitamento exclusivo para crianças com seis meses completos e as que haviam amamentado crianças que estavam com até dois anos de idade no momento da pesquisa.

Das 56 famílias acompanhadas foram entrevistadas 27, mas apenas 16 se adequaram ao critério de inclusão, com os seguintes resultados sobre os fatores que levaram as mães ao abandono do AME: 68,75% que o leite materno é fraco e 81,75% que o bebê precisa de outros alimentos.
A respeito do pré-natal: 87,05% afirmaram ter realizado; Informações sobre aleitamento materno no pré-natal: 75% receberam; Informações sobre prejuízos do uso de chupetas, mamadeiras e chucas, 56,25% sim e 43,75% não. Tipo de parto: 87,5% Normal.

A conclusão desta investigação acadêmica foi a existência de um alto índice de abandono do Aleitamento Materno Exclusivo para recém nascidos até seis meses, principalmente por causa do tabu do leite materno fraco, a ignorância acerca do prejuízo do uso de mamadeiras, chupetas e chuças. Mesmo com realização do pré-natal pela maioria das mães, e por tratar-se de mães com disponibilidade, já que não trabalhavam fora do lar, a conclusão é uma chamada de atenção.

Para as nutricionistas premiadas a constatação desse problema é um sinal de alerta e vem reafirmar que é cada vez mais importante a atuação das equipes multiprofissionais capacitadas para o trabalho de saúde e ações educativas, não só sobre aleitamento, mas acerca de todos os aspectos que envolvam essa prática, como a fisiologia da lactação e os fatores que prejudicam este processo, pois só assim terão condições de orientar as mães da necessidade primordial da amamentação,

“É preciso despertar o envolvimento da família, escola, igrejas, associações e de toda a comunidade no incentivo ao AME, pois com a amamentação e carinho a criança irá se desenvolver e crescer mais saudável, para que no futuro próximo contribua com um Brasil melhor e uma sociedade que acredita na cidadania”, afirma a nutricionista Andreza Maria.

(Oscar Filho)

 


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