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GERAL

31 de março de 2010

Eleições 2010
Waldez Góes anuncia que será candidato ao Senado e Pedro Paulo assume o governo

Governador destacou que vai aproveitar os três últimos dias de mandato como governador para tentar unir Pedro Paulo e o deputado Jorge Amanajás.

Paulo Silva
Editoria de Política (Jornal A Gazeta)


O governador Waldez Góes (PDT) anunciou ontem que vai renunciar ao mandato para disputar uma das duas vagas de senador nas eleições de outubro. O anúncio da renúncia foi feito ontem durante encontro do PDT, realizado na sede da AERC, na presença de pelo menos duas mil pessoas.
Waldez chegou acompanhado do vice-governador Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), com quem passou a tarde entre inaugurações e a troca de comando do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá. A chegada dos dois já era o sinal de que Waldez iria anunciar que deixaria os nove meses de mandato que lhe restariam.

O governador falou por 40 minutos, quando fez um balanço dos sete anos de governo, destacando as conquistas e os progressos da administração em todos os setores, mas reconhecendo que não pôde fazer tudo o que pensou. “Saio do governo com mais experiência e com a certeza do dever cumprido. “Me dediquei durante sete anos em fazer o melhor pelo meu povo, e tenho certeza que o Pedro Paulo será um grande governador”, disse Waldez, agradecendo o apoio que teve da bancada federal, dois deputados estaduais e dos colaboradores de seus dois mandatos.

Cerca de dez prefeitos e vice-prefeitos de diversos partidos participaram do encontro, mas dos deputados estaduais apareceram apenas Keka Cantuaria e José Soares, ambos do PDT. Entre os deputados federais estavam Bala Rocha (PDT) e Davi Alcolumbre (DEM). O senador Gilvam Borges (PMDB) chegou quando o governador estava discursando.

Waldez Góes destacou que vai aproveitar os três últimos dias de mandato como governador para tentar unir Pedro Paulo e o deputado Jorge Amanajás, candidato do PSDB ao governo do Estado. No palanque, aliados do governador diziam que a união significa Amanajás ser o candidato a vice-governador, cargo que Pedro Paulo não pode mais ocupar.

O prefeito Roberto Góes (PDT) e a vice-prefeita Helena Guerra (DEM) participaram do encontro e discursaram. Roberto Góes foi provocado pelo deputado Bala Rocha a apoiar Pedro Paulo, mas o prefeito de Macapá não comentou a provocação durante seu discurso, mas disse que respeita as decisões partidárias.

O governador Waldez Góes confirmou que já está na campanha política da ministra Dilma Rousseff, candidata do PT (Partido dos Trabalhadores) à Presidência da República, e disse que quer ver o PDT unido para eleger Dilma e deputados federais e estaduais do Amapá, além do nome dele para o Senado. “Vou seguir trabalhando para manter a unidade desta aliança vitoriosa desde 2002”, afirmou Waldez, que na segunda-feira, 5, já não estará mais no mandato.

Ontem ele assinou a exoneração de pelo menos dez auxiliares que disputarão a eleição deste ano. Já houve troca no Corpo de Bombeiros, com a saída do coronel Geovanni Filho e a posse do coronel Joabe Duarte. Hoje ocorre mudança no comando da Polícia Militar, com a saída do coronel Gastão Calandrini, assumindo o posto o coronel Vasconcelos. No Iapen sairá o coronel Walcir Santos.

Pedro Paulo afirma que está pronto para governar o Amapá
O vice-governador Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP) será o governador do Amapá pelos próximos nove meses, com direito de disputar a eleição. Pedro Paulo teve a garantia oficial de que assumir o comando do Estado durante o encontro do PDT, realizado ontem à noite.

Ele esteve ontem ao lado do governador Waldez Góes, de quem ouviu elogios e a certeza de que assumirá o comando do Estado a partir da próxima semana. Pedro Paulo chegou ao lado de Waldez e foi recebido pela militância do PP na sede da Aerc. O vice-governador chegou sabendo da decisão do governador, confirmada durante o discurso de 40 minutos. “Estou pronto para governar o Estado, conheço a máquina administrativa e não teria nenhum problema na condução da equipe”, afirmou PP.
Pedro Paulo não quis especular sobre mudanças que possa fazer, mas disse que algumas serão necessárias. “Darei ao PDT o mesmo tratamento que o partido deu ao PP, ou seja, respeitoso e de aliado. Eu quero a militância do PDT ao meu lado, pois serei candidato ao governo do Amapá, e o governador Waldez Góes será meu aliado e terá meio apoio para o Senado”, comentou.

Sobre a possibilidade de aliança com o deputado Jorge Amanajás, como pregou o governador Waldez Góes, Pedro Paulo disse estar aberto ao diálogo, mas deixou claro que não será candidato a vice. “Se depender de mim, a aliança que vem ganhando eleições desde 2002 no Amapá será mantida, mas ainda temos um longo caminho a percorrer”, comentou. Pedro Paulo e o governador Waldez Góes cumprirão agenda juntos até o final da semana. O vice-governador deixa hoje o cargo de secretário de Saúde (Paulo Silva – Editoria de Política)

 


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