Fortaleza se mantém na liderança do concurso 7 Maravilhas
A quase 10 dias do fim do concurso Fortaleza de São José se mantém na liderança do ranking do Concurso As 7 Maravilhas do Brasileiras
A Fortaleza de São José de Macapá continua no topo da lista de maravilhas brasileiras. O ranking é uma parcial do Concurso Caras As 7 Maravilhas Brasileiras promovido pela Revista Caras. A Fortaleza de São José alcançou a liderança da disputa na última sexta-feira, 14, após ocupar a quinta e a terceira colocações.
O concurso promovido pela revista selecionará as 7 maravilhas do Brasil. A escolha está sendo feita pelos internautas que podem votar escolhendo as sete maravilhas de sua preferência e acompanhar o ranking das dez mais votadas.
A Fortaleza de São José, que durante as duas primeiras semanas não figurou entre as 10 mais votadas, saltou para a quinta colocação durante a Expofeira do Amapá, por conta da campanha encabeçada pelo governador do Amapá Waldez Góes durante a inauguração do Shopping Institucional.
Com a participação maciça dos internautas amapaense, a Fortaleza passou da terceira para a primeira colocação na semana passada. Até o fim da tarde da última sexta, a Fortaleza liderava com 6, 41% da preferência. O Mercado Ver-o-Peso, de Belém, vem em segundo com 6,04% e Ouro preto ocupa a terceira colocação com 5,75%.
Na parcial desta terça-feira, 18, o representante amapaense continua na frente com 7,12% da preferência, seguido pelo Ver-o-Peso com 6,30% e Natividade com 5,90%.
Para participar, basta acessar o site http://caras.com.br/maravilhasbr no período de 08 de outubro de 2007 a 31 de dezembro de 2007 e escolher dentre as opções oferecidas aquelas que julgar serem as 7 Maravilhas Brasileiras mais bonitas.
Cada participante deve responder a pergunta: Qual maravilha deste concurso você gostaria de conhecer ao vivo? Por quê? A resposta criativa deverá ter no máximo 300 caracteres. E Deverão ser obrigatoriamente preenchidos os seguintes dados do formulário: nome, endereço completo, bairro, CEP, cidade, estado, CPF, data de nascimento, RG, sexo, telefones e e-mails.
História: Fortaleza do século dezoito encanta Macapá
A maior fortificação colonial construída pelos portugueses está aberta ao público desde o mês passado, depois de mais de uma década de escavações arqueológicas e da restauração que devolveu à Fortaleza de São José de Macapá seu formato original de tartaruga. Ao lado, foi construído um parque e pistas para caminhadas, que se transformaram num grande ponto de encontro da capital do Amapá.
A fortaleza é uma impressionante obra representativa da arquitetura militar do século 18. Foi projetada pelo arquiteto italiano Henrique Antônio Gallucio, que morreu sem ver a obra finalizada. Presume-se que o arquiteto tenha contraído a malária dos trópicos. Toda a estrutura da fortaleza foi construída por escravos e por índios capturados nas redondezas.
A construção foi autorizada pelo imperador D. José I, por sugestão do Marquês de Pombal, em 1764, logo depois da assinatura do Tratado de Madri, que redefiniu os limites das possessões portuguesas na América do Sul. Foi inaugurada em 1782.
Desde então, o forte reina imponente, como uma espécie de guardião de Macapá. Fica na margem esquerda do Amazonas, sempre acariciado pelas sossegadas águas do grande rio, que avançam para o Atlântico, já na foz, no final de seu curso, que começa 5.825 quilômetros antes, nos Andes peruanos.
A fortificação tinha por função impedir invasões pelo Amazonas. Foi construída na forma de um quadrado com quatro baluartes pentagonais nos vértices, todos abrigando canhões. Esses baluartes foram a maior novidade bélica quando do início da construção da fortaleza. Permitiriam que o alcance de seus 60 canhões jamais deixasse um ângulo cego para que o inimigo pudesse se proteger.
Além do mais, Portugal tinha desenvolvido uma técnica que permitia dar tiros rentes à superfície da água, o que dificultaria a defesa dos navios invasores, conta o historiador Hermano Araújo, que administra o forte. Mas de lá nunca saiu um tiro. Ninguém invadiu a Colônia pela Foz do Amazonas. Em 1950, a fortaleza foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Por influência do que já fizera o francês Sébastien Le Prestre, o Marquês de Vauban, estrategista em defesa, nomeado marechal de França pelo rei Luiz XIV, a Fortaleza de São José foi planejada com várias posições defensivas complementares. De forma que, se o inimigo conseguisse ultrapassar o limite de fogo dos canhões, encontraria sempre uma unidade de defesa.
Jailson Santos
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