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GERAL

19 de dezembro de 2007

Fenômeno da migração desordenada prejudica áreas de ressaca

Claudionor Santos
O crescimento urbano desordenado é um fenômeno comum em diversos estados brasileiros, no município de Macapá e Santana é devido o intenso processo migratório ocorridos recentemente, com isso tem aumentado a grande ocupação nas áreas de ressacas, estes locais são de extrema importância para o equilíbrio ambiental e para própria saúde humana, por isso não poderiam ser invadidas.

As áreas de ressacas funcionam como corredores naturais de ventilação, amenizando o clima quente da capital, pois os lagos comprometem os escoamentos das águas das chuvas, ocasionando os velhos problemas de alagamentos, e trazendo sério risco para saúde dos moradores desse local.
A degradação ambiental das ressacas é um perigo para os invasores especialmente para quem habita, sem as mínimas condições de higiene, são áreas onde não há saneamento básico, existe acumulo de lixo, água parada, e muitos outros problemas, que deixam os moradores sujeitos as doenças como leptospirose, dengue e malária.

A ocupação humana das áreas de ressacas interfere: no equilíbrio natural do meio ecológico, na elevação da temperatura das cidades, na produção de pássaros e peixes que utilizam esse ambiente como meio de moradia e sobrevivência. Estes mesmos problemas vêm ocasionando pelos escoamentos das águas das chuvas, e devido aos aterramentos, onde são provocados alagamentos nas áreas mais baixas da cidade.

“Os maiores problemas que termos de enfrenta neste local, é devido à chegada do inverno, todas as casas vão para o fundo, com riscos de perda de bens matérias e de pegar doenças como a Dengue, aqui já faz mais de quatro anos que não tem uma reforma nesta ponte, minha família não deseja sair daqui, pelo motivo da minha casa fica próximo do centro, apesar de varias dificuldades que termos nesta área, eu ainda tenho esperanças de um dia haver melhoras por aqui”. Desabafou João Pacheco da Lima, morador da área de ressaca do bairro Jesus de Nazaré.

Sem coleta de lixo, saneamentos básicos, elaboração de fossas, aumentam o risco de doenças, como a Dengue (o mosquito tem hábito noturnos e urbanos, e sua moradia para habita são em água limpa ou suja acumulada), Leptospirose (transmitida ao homem pela urina dos ratos), Malária (infectado através da picada da fêmea do mosquito, onde os mesmos moram em áreas de ressacas). Com isso aumenta os custos de medicamentos, consulta medica, exames laboratoriais nos centros de saúde.

“Já completei 15 anos, morando em baixada, aqui termos muitas vantagens, uma delas não pagamos energia elétrica e nem água encanada, é tudo clandestina, mais os pontos negativos são que meus filhos não têm um lugar apropriado para brincar, certo dia um filho meu caiu fora da ponte e quase se afoga, graças ao meu visinho não aconteceu o pior, mais ele passou duas semanas com diarréias e vômito devido ele ter tomado esta água do lago, isto me causou gastos com medicamentos e exames”. Explicou Maria Raimunda Barbosa, moradora da área de ressaca do bairro Santa Rita.

A Saúde Ambiental nas áreas de ressacas, deveria permitir e discutir junto aos moradores novas políticas públicas de proteger essas áreas, abrindo espaço para reflexão a respeito do tratamento destinado às questões ambientais. Como é de extrema importância de valorizar e adotar medidas ecológicas e sociais, assim promover uma nova atitude, onde a natureza deixe de ser apenas uma imagem de beleza do paisagismo. A maior preocupação do homem são as prevenções, pois com a falta de limpeza e infra-estrutura, torna-se difícil de controlar as doenças existentes neste local.

 
 
 
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