Inteligência e tecnologia levam Polícia Civil a elucidar caso de feminicídio

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A Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM) avançou nas investigações do caso da morte de Janete Ferreira Gomes, 45 anos, que foi encontrada nua e amarrada pelos braços e pernas com as próprias roupas íntimas, na zona norte de Macapá.

O caso tratado como feminicídio ocorreu na quinta-feira, 7, em uma área de mata, próximo a um balneário, no bairro Sol Nascente. A vítima estava com marcas de golpes de facas pelo corpo.

Com a prisão do principal suspeito, Nazareno da Silva Albuquerque, 39 anos, a Polícia Civil elucidou o caso. O homem era companheiro da vítima há cerca de 2 anos e, em depoimento, assumiu a autoria do crime.

Albuquerque foi encontrado no domingo, 10, pelas equipes do Centro Integrado de Operações de Inteligência (Ciop) em um kit net, localizada no bairro Açaí, também na zona norte da capital.

De acordo com a delegada titular da DCCM, Sandra Dantas, o chip telefônico da vítima que estava no celular do suspeito foi fundamental para identificar a localização dele. Ela destaca o trabalho integrado das equipes da Segurança Pública.

“Através da técnica de inteligência do Ciop, nós conseguimos chegar exatamente onde Nazareno estava. Foi um conjunto de levantamentos que nos levou a ter certeza que ele era o autor da morte. Inclusive, foi ele que nos levou até o local do crime”, disse.

Nesta segunda-feira, 11, uma coletiva de imprensa foi realizada na DCCM para esclarecer os detalhes do trabalho realizado pelas equipes da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para a resolução do caso.

Feminicídio

Sancionada em 2015 no Brasil, o feminicídio é o homicídio cometido contra mulheres que é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. A delegada Sandra Dantas reforça a importância da rápida resolução desse tipo de caso.

“Esse crime deve ser trabalhado com muita eficiência. Nós buscamos isso com as nossas equipes de investigação com apoio da Inteligência da Sejusp e das nossas polícias Civil e Militar. Essa é a nossa prioridade”, disse.

Ainda segundo a titular da DCCM, o trabalho de conscientização é uma forma de evitar o aumento dos índices de casos, pois grande parte das vítimas tenta recorrer de denúncias ou deixam de prestar boletim de ocorrência.

“Muitas vezes as mulheres vítimas de lesão corporal e ameaças tentam retirar a queixa ou nem chegam a fazer por dependência financeira, amorosa ou até mesmo pelos filhos. E isso impede que a segurança pública evite que algo aconteça”, finalizou.

 

Por: Jorge Abreu /  Foto: Jorge Abreu/Ascom Sejusp

 



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