Mercado Imobiliário de Macapá vem vivenciando um momento próspero

Compartilhe:





Região norte do país também observa melhorias.

 

O Brasil viveu um longo período de recessão no setor imobiliário. Desde 2013 o crescimento era quase inexistente, muitas vezes inferior a inflação do ano. Apesar disso, em 2019 essa situação mudou e muitas cidades brasileiras voltaram a trazer lançamentos e vender casas ou apartamentos.

A capital do Amapá também vivenciou este crescimento e o número de casas à venda em Macapá cresceu bastante. Essa região vem vivenciando um momento de prosperidade, inclusive porque, se considerarmos que a população do Amapá gira em torno dos 0,8 milhões de habitantes e que, cerca de 0,5 milhões vivem na capital, existem bons motivos para investir em imóveis na região.

Baixa na taxa dos juros

A alta nos juros afetou todo o país, porém, na região norte brasileira isso foi um pouco mais notável. Tanto no Amapá quanto no Pará, o foco das construtoras eram os imóveis voltados a população de baixa renda, que utilizam o Programa Minha Casa, Minha Vida para realizar o sonho da casa própria.

Esse projeto da Caixa Econômica Federal atende famílias com renda de cinco a dez salários mínimos a ponto de que, antes do período de recessão, o Macapá ter vivenciado um déficit na oferta de imóveis para este público.

Com os juros em alta, o programa reduziu a quantidade de pessoas que obtinham aprovação de crédito para financiar uma casa ou apartamento. Assim, trazer novos lançamentos para Macapá não era tão interessante, em um cenário de insegurança e dúvidas sobre as vendas.

A taxa Selic é que determina como ficam as taxas de juros no Brasil e, em 2019, fechou o ano em 4,5%, um dos menores percentuais desde 1999, ano em que começou a se determinar metas de inflação.

Bancos se sentem mais seguros para trazer melhores condições de pagamentos para seus clientes, especialmente a Caixa Econômica Federal, que atende boa parte dos compradores de imóveis que residem no norte brasileiro.

PIB positivo

Outro fator importante que interfere no mercado imobiliário é o PIB (Produto Interno Bruto) de todo o país. Desde 2016, não foram registradas quedas, porém, o crescimento ainda era discreto. No ano anterior, acredita-se que o PIB teve um aumento situado entre 1% e 2%.

Segundo a última pesquisa realizada pelo IBGE, no ano de 2017, o PIB de Macapá era de 9,9 milhões, sendo a cidade com o maior PIB do Amapá.

Esse crescimento do Produto Interno Bruto é atrativo para alguns setores da economia, incluindo o mercado imobiliário. Assim, há claros motivos para dar início a novas obras e investir em imóveis em Macapá.

Previsão de crescimento para 2020

Como 2019 apresentou um cenário mais positivo em todo o Brasil, é previsto que em 2020 o crescimento do PIB nacional seja de 1,7%. Fazendo uma analise individual por regiões e cidades, a capital do Amapá também apresenta sinais positivos e reflete essa possibilidade de crescimento.

O mercado imobiliário precisa, então, trazer novidades para atrair os interessados, gerar renda – já que a construção pode garantir empregos para a população. É um ciclo em que um ajuda o outro.

O setor imobiliário gera empregos e ao mesmo tempo consegue oferecer novos imóveis. A população, tendo dinheiro para investir, realizar a compra. E assim esse mercado cresce.

Estabilidade política e econômica

Taxas de juros mais altas somadas com instabilidade política e econômica afastam os investidores e tornam o mercado imobiliário mais cauteloso. As pessoas preferem esperar para entender o que pode acontecer. Todas as cidades vivenciaram essa experiência e em Macapá não foi diferente.

Em 2018 já era esperado que não houvesse aumento da demanda ou sinais claros de crescimento do setor imobiliário, por se tratar de um ano de eleição. Apesar da melhora na economia, a política ainda era duvidosa e o alerta era de “esperar para ver o que vem por aí”.

Já em 2019, a tão esperada estabilidade, no cenário político econômico, aconteceu. E Macapá ainda é uma cidade com déficit habitacional, especialmente para o público atendido pelos financiamentos da Caixa Econômica Federal.

Com os bancos se sentindo mais seguros, é chegado o momento das construtoras e imobiliárias retomarem seus investimentos e focarem no público do norte do Brasil.

Aumento da liberação de crédito para financiamento

Na maioria das cidades brasileiras – inclusive Macapá – a população precisa do financiamento imobiliário para comprar uma casa, apartamento ou terreno. Não são tantas as pessoas que já tem o dinheiro que cobre o valor total de um imóvel em mãos. E mesmo quem economizou, acaba entregando este valor como uma entrada e investimento em algo mais atrativo.

Economia em recessão e cenários duvidosos fazem com que a taxa Selic fique mais alta e os bancos receosos quanto a liberação de crédito. Assim, os financiamentos imobiliários até vinham acontecendo nos últimos anos, porém, em menor quantidade.

Com essa mudança positiva que o Brasil como um todo vem vivenciando, foi observado um aumento na liberação de crédito para financiamento imobiliário. Além de o Programa Minha Casa, Minha Vida, estar conseguindo atender mais famílias, que, agora, se enquadram dentro da renda mínima.

O aumento na liberação do crédito para financiamento gera consequente aumento na procura por casas e apartamentos. E muitas pessoas não querem os imóveis que já estão no mercado. Muito pelo contrário, estão em busca de novidades, mesmo que isso significa apostar em algo que ainda está na planta e será entregue no final de um ou dois anos.

Para as construtoras, um claro sinal de que chegou a hora de apresentar lançamentos e conquistar públicos variados com novas tendências. Inclusive, algo que tem chamado bastante a atenção para 2020 são os chamados imóveis sustentáveis ou casas ecológicas.

Agora resta observar como será o ano de 2020 para o setor imobiliário do Macapá. A tendência é que este bom momento prossiga, especialmente no segundo semestre quando há um aumento natural na procura e nas vendas de imóveis.

Além disso, se o PIB Brasileiro tem previsão de aumento de quase 2%, é provável que a capital do Amapá também observe esse crescimento e continue na primeira posição do ranking do PIB deste estado.

 



Deixe seu Comentário

 

VOLTAR A PÁGINA PRINCIPAL VOLTAR A PÁGINA Notcia