Amapá diminui notificação de doenças transmitidas pelo aedes aegypti

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Técnico da SVS afirma que queda nos números pode ser resultado de subnotificação. População deve permanecer em alerta.

Por: Nathanael Zahlouth .Colaboradores: Marco Antônio P. Costa

 

Importante manter locais limpos e evitar acúmulo de água, condições que facilitam o surgimento do mosquito transmissor.

Relatório apresentado pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) mostra que as notificações de casos suspeitos e confirmados das doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti (dengue, chikugunya e zika) caiu bastante no Amapá. Quando se comparam os números de 2019 para 2020, percebe-se que houve uma redução significativa.

Os casos suspeitos de dengue tiveram redução de 75%, enquanto que nos casos confirmados a redução foi ainda maior, com 79%.

Chikugunya apresentou números parecidos: 81% de redução nos casos suspeitos e 80% nos confirmados.

Por fim, os casos de zika também tiveram queda significativa, com redução de 83% nos casos suspeitos. Não houve nenhum caso confirmado para a doença.

Possível subnotificação 

Os técnicos da área trabalham com a possibilidade que os casos reais possam ser superiores, tanto nos casos notificados quanto nos confirmados. A principal hipótese recai sobre o fato de que a pandemia de covid-19 possa ter afastado pessoas com sintomas das unidades de saúde, por medo de contaminação. 

"Isso se explica pelo fato do ano de 2020 ter sido atípico por causa da pandemia, situação que causava um receio na sociedade de procurar as unidades de saúde com o medo de se infectar por coronavírus. Com isso, houveram poucas notificações. Vale ressaltar que mesmo durante a pandemia a SVS continuou fazendo seu trabalho junto aos municípios, promovendo capacitações e supervisões técnicas que fortalecem as atividades de controle vetorial e também colaboraram para essa redução", declarou Aldo Maurício, técnico do programa de Controle Vetorial do Aedes no Amapá.

A SVS alerta para a importância da continuidade dos cuidados, principalmente com a limpeza que a população deve ter sobre lugares que possam acumular água e se tornarem criadouros do mosquito aedes aegypti, o transmissor das doenças.

 

 Foto: Arquivo/Secom

 



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