O
município de Serra do Navio foi criado em 1º de maio
de 1992, através da Lei nº 007/92.
A cidade foi criada inicialmente para abrigar
os funcionários da Icomi – Indústria e Comércio
de Minérios, que firmou contrato de exploração
do manganês amapaense por 50 anos, ou seja, até 2003.
Entretanto, como esgotou a reserva antes do tempo previsto, a empresa
deixou o local. Enquanto a sede estava sendo administrada pela Icomi,
a vila era modelo de organização e eficiência
em todos os setores. Representava a rede de maior projeto privado
do Estado do Amapá. Tudo funcionava satisfatoriamente, pois
os moradores não precisavam sair da vila para nada. Com relação
ao atendimento médico, eram efetuadas cirurgias que até
hoje não se realizam na capital.
Após a instalação do Município,
a sede passou a ser administrada pela Prefeitura, mas devido as
dificuldades financeiras, ficou difícil manter o padrão
implantado pela Icomi, pois a manutenção de uma estrutura
daquele porte demandaria bastante recursos. Por mais que o prefeito
se empenhe, a cidade já apresenta sinais de decréscimo.
Com a saída definitiva da ICOMI e de
sua parceira norte-americana a Bethlehem Stell, a decadência
da cidade tornou-se ainda mais evidente. Serra do Navio conheceu
um fenômeno novo: a favelização oriunda da miséria
que grassava na bela estrutura, aparentemente estável. Mas,
no geral, a cidade ainda é uma atração turística.
A infra-estrutura lembra uma pequena cidade do sul do país.
Sua fauna é bastante rica. É o único lugar
no país que possui uma espécie rara de beija-flor:
o brilho de fogo ou topazzi.
Uma curiosidade que pode explicar o nome da
cidade é, segundo os moradores, que o rio que passa em frente
à cidade, se observado via área, possui a forma de
um navio.

ASPECTOS GERAIS
• Localização:
o município localiza-se na parte centro noroeste do
Estado do Amapá.
• Área: a
área do município de Serra do Navio é de 7.791,3.
• Limites: limita-se
com os municípios de: Calçoene, Oiapoque, Pedra Branca
do Amapari, Ferreira Gomes e Pracuúba.
• População:
A população do município é de 4.326
habitantes (IBGE, 2006). Densidade Demográfica: é
de 0,45hab./km²
• Divisão
Politica: Comunidades e distritos de Agua Branca, Arrependido
do Amapari, Cachaço do Amapari,

•
Divisões Fisiográficas: a flora desse município
é representada por uma densa floresta, rica em essências
de alto valor econômico, porém ainda inexploradas.
Apresenta um relevo ondulado e montanhoso, contendo grande potencial
mineral.
• Hidrografia:
o município de Serra do Navio é banhado pelos
rios Cassiporé, Amapari e Araguari.
• Economia:
na agricultura destacam-se a cultura de mandioca, arroz,
milho e etc. Revela no setor secundário, algumas serrarias
e padarias. No setor terciário possui pequenos comércios
e supermercados, além dos serviços de hotel, cartório
de registro civil, etc. O salário dos funcionários
do município e ex-funcionários da ICOMI, contribuem
para a circulação de renda na cidade.
• Educação:
a sede do município é privilegiada no setor
educacional, certamente pelo fato de a empresa ICOMI haver iniciado
esta estrutura.
• Saúde:
funcionam postos de atendimento à comunidade, administrados
pela Divisão Municipal da Saúde, por agentes comunitários
e pela Unidade Integrada Dr. Paulo Antunes.

•
Atração Turística: por possuir um clima
semelhante ao do sul do país, pois está situado em
uma região serrana, a atração do lugar é
exatamente o fato de se poder respirar um clima mais ameno e de
um lugar menos conturbado que Macapá.
• Eventos
Culturais: é festejada, obviamente a criação
do município que se dá no mês de maio (dia 01
e em julho são realizados os festejos em louvor a Santa Ana,
padroeira da cidade. A cidade organiza ainda o festival do cupuaçu
e de alguns derivados como: sucos, tortas, geléias (principalmente
polpa de frutas), que são deliciosos. Da semente do cupuaçu
também se produz o chocolate branco.
• Precipitação:
as chuvas ocorrem – como acontece de modo geral em
todo o Estado – nos meses de dezembro a agosto, não
chegando a atingir 3.000mm. A estação das secas principia
no mês de setembro e vai até meados de dezembro, quando
se registram temperaturas mais altas.

Texto do historiador Edgar Rodrigues
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