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Município de Vitória do Jari

O município de Vitória do Jari, desmembrado do município
de Laranjal do Jari, foi criado por determinação da
lei nº 0171, de 08 de setembro de 1994. Vitória do Jari
surgiu do anseio da população ver transformado em
benefícios para a localidade, os impostos pagos pela CADAM
(empresa que explora o minério daquela região).
Trata-se, pois, de um núcleo populacional formado por pessoas
que trabalhavam no parque industrial da CADAM, ali fixaram residência
e criaram um pólo econômico ativo, onde se instalaram
inúmeras atividades de comércio e serviços,
destinados a atender necessidades imediatas da população.
O núcleo rapidamente cresceu e adquiriu condições
para se transformar em município. Por estar praticamente
dentro do Município de Laranjal, Vitória do Jari,
conhecido popularmente por Beiradinho, enfrenta os mesmos problemas
daquele município: enchentes, desemprego e, sobretudo, péssimas
condições de moradia para a população
menos assistida, que vive sobre pontes e palafitas, etc.
Em 7 de março de 2001 é criado em Macapá o
grupo Zoneamento Ecológico-Economico do Amapá, com
um investimento de R$ 300 mil reais, através de parcerias
do Governo do Amapá e do Ministério do Meio Ambiente.
O Zoneamento tem a coordenação do professor Benedito
Rabelo. O estudo abrange inicialmente os municipios de Vitória
do Jari, Mazagão e Laranjal do Jari.
Localização: o município de Vitória
do Jari localiza-se na parte sul do Estado do Amapá, com
altitude de 50m (sede). A via de acesso às localidades vizinhas
é de canoa; à capital do Estado, por meio de barcos.
Os meios de transporte utilizados pela população são
barcos ecanos.
Área: sua área é estimada em aproximadamente
2.428,0 Km²
Limites: faz limite com
os municípios de Laranjal do Jari e Mazagão, Rio Amazonas
(Pará) e Ajuruxi.
Divisão Política: sede municipal
População: Confira a população de todos os municípios clicando aqui.
A maioria dos habitantes é
constituída de pessoas que vieram de outras unidads da Federação
e que trabalham na Jari Celulose e Caulim da Amazônia, e/ou
empresas que prestam serviços às duas.
Comunicação: Os
meios de comunicação existentes no município
são os postos telefônicos e um posto dos Correios.
Educação, Cultura
e Lazer
Na pré-escola estudam 74 alunos. 1.145 no primeiro grau,
e1.678 no segundo grau, num total de 2.897 alunos.
Saúde: Funciona
um posto de saúde privado, um rural e cinco clínicas
mantidas por empresas para seus empregados e familiares. Não
existe hospital, nem pronto-socorro.
Saneamento: Índice
de residências com ligações de tratamento de
esgoto: não existe. Sistema de coleta de lixo: rústico,
sem padrão; mesmo assim a coleta é feita diariamente.
Destino final do lixo: uma lixeira, com a queima parcial dos objetos.
Índice de residências com abastecimento de água:
40% área central. Índice de residências com
energia elétrica: 95%
Economia: a principal matéria-prima
existente no municipio é a agricultura, com escoamento de
produção/comércio/serviços. Fazem parte
deste cenário, as plantações de milho, banana,
melancia, abóbora, arroz, mandioca etc. Na pecuária,
a criação de gados bovino e bubalino. As principais
atividades produtivas são cooperativa e extrativismo. A renda
familiar média é um salário mínimo.
O índice de desemprego já chegou a 90%.
Contudo, a economia do município gira em torno da Jari Celulose,
empresa sediada em Monte Dourado (Munguba -PA) e que mantém
em seu quadro centenas de empregados.
Auxiliam ainda na expansão deste setor, a extração
do caulim, da empresa CADAM e a extração de Castanha
do Brasil da COMAGE – Cooperativa situada no Morro do Felipe
(PA). No setor terciário figuram pequenas mercearias, bares
e diversas boates. A maior renda na cidade é oriunda de salários
dos funcionários públicos.
A energia é produzida por uma Unidade Temelétrica
mantida pela CEA, que funciona 24 horas.
A Caesa construiu poços artesianos para servir à população
com água tratada.
Atrações turisticas: o município oferece viagens de catraias pelo Rio Cajari e, à noite, uma visão deslumbrante da fábrica da Jari, que fica do outro lado do rio. Além disto, são permitidas visitações à mina de extração do Caulim (morro do Felipe).
Existem dois tipos de florestas: região de floresta densa
(baixos e altos platôs) correspondente a 80% da área
e a região de formação pioneira (aluvial campestre),
que caracteriza 20% da área. A floresta densa apresenta grande
potencial madeireiro e abriga inúmeras variedades de espécies
nobres. Além da castanha-do-Brasil, há no local seringueiras,
essências florestais e açaizais.
• Hidrografia: ao
Norte do Rio Cajari e afluentes pela margem direita até a
altura do rio São Luiz em Macapá e ao Leste o rio
Amazonas.
• Clima: tropical
chuvoso. A temperatuva máxima é de 34º e a mínima
gira em torno de 20º centígrados.
Texto do historiador Edgar Rodrigues
edgar@amapadigital.net
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