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Brasil gera mais de 278 mil novos postos de trabalho em agosto e país bate novo recorde de empregos formais

Dados do Novo Caged mostram geração de empregos em todos os estados do país. Apenas neste ano, entre janeiro e agosto, foram abertos mais de 1,8 milhão de novos postos


O Brasil bateu, em agosto, mais um recorde na geração de empregos formais. Os dados são do Novo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Previdência.

Com a geração de 278.639 novos postos no oitavo mês deste ano, o país superou a marca de 42,53 milhões de empregos formais, o maior número já registrado no Novo Caged.

Apenas entre janeiro e agosto deste ano, o saldo de empregos gerados alcançou a marca de 1.853.298. Se forem considerados os últimos 12 meses, o total de novos postos formais abertos chega a 2.455.662.

Os dados de agosto demonstram, ainda, que somente no intervalo de julho de 2020 a agosto de 2022 -- considerado o período de retomada do emprego formal -- o país registrou um saldo positivo de 5.836.476 postos de trabalho.
 

O Caged serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho e, desta forma, subsidia a tomada de decisões para ações governamentais. Segundo os dados apresentando nesta quinta-feira (29.09), todas as 27 Unidades da Federação registraram em agosto um saldo positivo na geração de empregos.

Entre os estados, São Paulo lidera a lista, tendo registrado 74.973 novos postos. Na sequência, seis estados fecharam o mês de agosto tendo criado mais de dez mil novos empregos: Rio de Janeiro (30.838), Minas Gerais (27.381), Bahia (17.416), Pernambuco (15.119), Paraná (15.118) e Santa Catarina (10.223).

Setores da economia
O Novo Caged de agosto mostra, ainda, que a geração de empregos se deu em todos os cinco setores econômicos. O setor de serviços liderou mais uma vez, tendo criado 141.113 postos, um crescimento de mais de 59 mil novos empregos em comparação aos dados de julho. Na sequência, aparecem os setores da indústria (52.760 postos), comércio (41.886), construção civil (35.156) e agropecuária (7.724).

Considerando todos os oito primeiros meses deste ano, o setor da construção civil tem o desempenho mais destacado, com um crescimento de mais de dez por cento (10,89%) no estoque de empregos formais. Todos os demais setores têm saldo positivo no acumulado do ano, com os serviços chegando a mais de um milhão de vagas geradas (1.027.288) em 2022 e a indústria tendo aberto 319.379 novas vagas.

É importante ressaltar que pelo terceiro mês seguido o salário médio real de admissão apresentou crescimento, fruto do aquecimento do mercado de trabalho e do sucesso das políticas de controle da inflação.

Por região

Em números absolutos, a Região Sudeste foi a que mais gerou empregos no oitavo mês deste ano, com 137.759 novas vagas. Para se ter uma ideia de como a criação de empregos foi acelerada, o Sudeste havia gerado, em julho, 99.530 empregos formais.

A Região Nordeste aparece em segundo lugar, com um saldo positivo de 66.009 vagas (em julho foram 49.215 novos postos). Na sequência, estão o Sul, com 35.032 novos empregos (28.152 em julho), o Centro-Oeste, com 21.515, e a Região Norte, com 18.171 novos postos.

Vale ressaltar que, do ponto de vista regional, o grande destaque de agosto foi a Região Nordeste, que apresentou um crescimento de quase um por cento (0,96%) da força de trabalho, o maior crescimento relativo entre as cinco regiões brasileiras.

Secretaria Especial de Comunicação Social

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