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Mulher é condenada a 23 anos por assassinato encomendado em Macapá

Mulher é condenada a 23 anos por assassinato encomendado em Macapá

O executor do crime, Rener de Jesus Lopes, embora não tenha comparecido no julgamento, também foi sentenciado a 27 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri da Comarca de Macapá.


Na manhã da última quarta-feira (23), a Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Macapá, sob a liderança da juíza Lívia Freitas, concluiu o julgamento do processo de nº 0019922-15.2013.8.03.000. O caso envolveu uma mulher acusada de encomendar o assassinato de seu ex-marido em 2013, com a suposta intenção de apropriar-se dos bens da vítima. Caroline Costa de Sousa, a mandante, foi condenada a 23 anos e 6 meses de reclusão. O júri também condenou Rener de Jesus Lopes, o executor do homicídio, a 27 anos de prisão.

Notavelmente, o réu Rener de Jesus Lopes não compareceu à sessão de julgamento, mesmo após ser intimado por edital e com a presença de seu advogado na corte. Após sua condenação, a Vara do Tribunal do Júri de Macapá determinou a prisão preventiva do réu.

O processo ainda envolve outros dois réus, apontados como participantes do crime a mando de Caroline. O julgamento desses indivíduos foi desmembrado e será conduzido em uma sessão separada.

 

Entenda o caso

Conforme os registros do processo, Caroline Sousa teria contratado os réus Rener Lopes, Cleyson Alencar e Jean Diego Souza para executarem Antônio Ciriaco, seu ex-marido, pelo pagamento de R$ 20 mil. O Ministério Público alega que o crime teve motivação financeira, relacionada a um seguro de vida no valor de R$ 150 mil.

Segundo as investigações policiais, o homicídio ocorreu na noite de 24 de março de 2013, por volta das 23 horas, na residência da vítima, situada no bairro Santa Rita, em Macapá. Antônio Ciriaco Moreira, 53 anos, foi estrangulado e morto.

Na tentativa de forjar um latrocínio, os réus também levaram pertences da vítima, incluindo um veículo.

Conforme a acusação do Ministério Público, Caroline vendeu outro veículo pertencente à vítima para obter recursos a fim de pagar os réus responsáveis pelo homicídio.

 

Fonte: TJAP

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