Foto: Alexssandro Lima
Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará apresentaram arte e cultura na 52ª Expofeira

Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará apresentaram arte e cultura na 52ª Expofeira



O empreendedor Panape Apalai Waiana, de 24 anos, é natural da aldeia indígena Ananapiare do Parque do Tumucumaque, mas reside em Macapá desde os 12 anos de idade. Habilidoso na confecção de acessórios tradicionais que refletem a riqueza cultural de seu povo, o jovem expõe sua produção na maloca dos Povos Originários da 52ª Expofeira do Amapá.

No ambiente, que foi erguido pelos próprios indígenas no Parque de Exposições da Fazendinha, é possível encontrar brincos, anéis, pulseiras e outros objetos que fazem parte da cultura dos povos Waiana, Apalai, Paliku e Waiãpi.

Panape conta que está repleto de expectativas sobre a participação da 52ª Expofeira, que o Governo do Amapá traz de volta após oito anos para fortalecer a cultura, a economia e o turismo do estado. 

Para o jovem, o artesanato não é apenas uma forma de expressão cultural, mas também uma maneira de preservar as tradições de seu povo e garantir a sobrevivência de suas habilidades ancestrais.

A Expofeira, com sua ampla visibilidade e alcance, oferece a Panape Apalai uma oportunidade única de compartilhar sua herança cultural com um público mais amplo. 

“Eu espero ansiosamente que meus artesanatos atraiam não apenas admiradores, mas também compradores interessados em adquirir peças únicas e autênticas que contam a história do meu povo”, conta Panape. 

O artesão acredita também que a Expofeira é uma alternativa para informar as pessoas sobre a rica diversidade das culturas indígenas da Amazônia.

“Minhas expectativas vão além do aspecto comercial, eu espero que a Expofeira também seja uma oportunidade para construir conexões e promover o entendimento mútuo entre diferentes culturas e poder contar compartilhar narrativas sobre os desafios que nós das comunidades indígenas enfrentamos como a preservação da floresta tropical e a luta por direitos territoriais”, conta o jovem. 

Ao final do evento, Panape espera que as pessoas não apenas levem consigo belos artesanatos, mas também uma compreensão mais profunda do respeito pelas culturas indígenas da Amazônia. O Barracão dos Povos Originários funciona das 18h às 23h, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. 

 

Por Colaboradores: Alexssandro Lima

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